Sábado, 25 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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ENTRE ASPAS >

Tiago Dória Weblog

03/03/2009 na edição 527

VIDA ONLINE
Tiago Dória

1996 vs 2009

‘Em 1996, 30 minutos era o tempo médio por mês que uma pessoa passava na internet. Hoje, esse tempo é de 27 horas.

Os números são de uma matéria da revista Slate que fez um comparativo entre passado e presente no uso da internet.

A reportagem não cita isso, mas uma das principais mudanças é que a web deixou de ser somente associada ao ambiente de trabalho e área acadêmica para estar ligada a entretenimento e consumo de mídia (música, vídeos e fotos).’

 

 

***

Frase da semana

‘‘Já aconteceu do Gmail ficar fora do ar por alguns minutos, mas como hoje, nunca vi, já passou mais de uma hora’

Representante do Google France em declaração ao site 20 Minutes.

Na terça-feira, no período da manhã, quando a maioria das pessoas está acessando seus emails, o Gmail ficou fora do ar por 3 horas. A pane causou problemas para empresas e usuários. A Google pediu desculpas e resolveu ressarcir alguns usuários do serviço pago do Gmail.

O caso rendeu diversas críticas na rede, o Gmail passou a ser chamado de Gfail (imagem acima).

É a segunda vez que um serviço importante da Google sofre uma pane mundial em menos de um mês. No dia 31 de janeiro, devido a uma falha, durante 40 minutos, o Google dizia que todos os sites que apareciam em sua busca estavam infectados e você não conseguia acessá-los.’

 

 

INTERAÇÃO
Tiago Dória

Oportunidade para os peixes pequenos

‘Algumas pessoas pediram para eu escrever um pouco sobre o TimesOpen. Lá vai.

Na sexta-feira, antes do carnaval, aconteceu o evento, mais conhecido como ‘hack day do NYTimes’. Pelo que deu para acompanhar daqui, do Brasil, foi bem produtivo e, claro, teve uma boa dose de autopropaganda – feito para chamar a atenção para a transformação do jornal em uma plataforma online de conteúdo.

Para se ter idéia, Tim O`Reilly, criador do termo Web 2.0, foi o convidado principal. Sua apresentação não trouxe novidades, mas ajudou a gerar mídia espontânea em torno do evento e serviu de inspiração para quem estava a fim de hackear (no bom sentido) o site do NYTimes.

Alguns pontos:

1) Começaram a surgir as primeiras aplicações feitas em torno da API do jornal. Uma delas é o NYT Explorer, uma espécie de sistema de busca ‘mais turbinado’ do NYTimes. Ele permite que você filtre os resultados da busca de matérias por localização (onde a matéria foi feita), colunista e editoria.

2) Ficou claro que a intenção do NYTimes com as APIs públicas é seguir o mesmo caminho do Twitter. É fazer muito com pouco.

Em seu início, o Twitter liberou a sua API. Como resultado, em certo momento, usuários desenvolveram o sistema de busca Summize, que, menos de um ano após entrar no ar, foi comprado e incorporado ao Twitter em 2008.

Tornou-se o sistema oficial de busca interno do Twitter. Com isso, o serviço de microblogging economizou um bocado de tempo (energia, dinheiro e foco) em pesquisa para desenvolver um sistema próprio de busca interno.

Pela experiência do Twitter, liberar ao acesso público a API é economizar recursos e criar valor em torno de um produto. Neste sentido, ter a API pública faz parte de uma das principais revoluções e características da internet que é o baixo custo, ou seja, você fazer muito com pouco.

Quem sabe se aproveitar dessa questão pode ter uma grande vantagem competitiva. Vide a Al Jazeera que, antes desconhecida e mesmo fora da TV aberta nos EUA, vem se aproveitando do YouTube para aumentar a sua audiência e relevância, sem gastar muito dinheiro.

Por isso que os maiores interessados nessa questão de API pública deveriam ser justamente os sites de notícias menores que não têm condições de incentivar e criar inovação (desenvolver novos aplicativos, mashups e novas funcionalidades).

O evento TimesOpen deixou esse caminho bem claro. Contudo, por enquanto, quem mais está tirando proveito das APIs são os grandes players, como o NYTimes e a BBC. Mas isso pode se inverter.

Para mim, sites de notícias com API pública serão cada vez mais comuns. Mas, a longo prazo, os que mais se beneficiarão serão os pequenos, que poderão tirar vantagem disso – baixo custo e API pública (inovação vinda de fora) – para serem tão inovadores e desenvolvidos tecnologicamente quanto os peixes grandes.’

 

 

MICROBLOGGING
Tiago Dória

Twitter até no telão da redação

‘Um bom exemplo de algo que comentei aqui, no blog, sobre a importância de jornalistas estarem monitorando, de fazerem uma espécie de rádio escuta de redes como flickr, twitter, orkut e agregar o conteúdo relevante encontrado nestes ambientes às suas reportagens.

Redações sempre têm televisores ligados – para acompanhar o noticário e principalmente a concorrência. Nesta quarta-feira, quando a queda de um avião matou 9 pessoas na Holanda, a redação do britânico Telegraph deixou o Twitterfall ligado em um telão (imagem acima).

É um aplicativo que permite acompanhar todas as mensagens que estão sendo publicadas no Twitter sobre um determinado tema. Funciona como um livestreaming. Dessa forma, a redação consegue monitorar melhor o que está sendo publicado no site.

Isso tem uma importância grande no ‘atual ciclo de produção da notícia’. Os primeiros relatos e a primeira foto sobre o acidente aéreo na Holanda apareceram antes no Twitter, segundo a CNN.

O que não é nenhuma novidade. Há bastante tempo a ferramenta de microblogging agrega as primeiras informações sobre algo. Em agosto de 2007, por exemplo, quando os editores da CNN nem davam importância ao Twitter, o serviço reuniu os primeiros relatos e fotos sobre um terremoto no México.

Portanto, a notícia é outra. Não é que ‘tudo aparece primeiro no Twitter’. É que os sites de notícias estão abrindo o olho para o Twitter como fonte de informação e pautas, vide o que o Telegraph está fazendo.’

 

 

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