Domingo, 08 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1066
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ENTRE ASPAS >

Tiago Dória Weblog

10/03/2009 na edição 528

INTERNET
Tiago Dória

Busca do Twitter é tão Technorati em 2005

‘O Google deveria comprar o Twitter por causa de sua busca interna? Devemos pensar o Twitter como uma ferramenta de busca? Interessante esse papo vir a tona outra vez. Há alguns anos, em 2005, ouvi a mesma história a respeito do Technorati, o sistema de indexação e busca em blogs.

O Google vai comprar o Technorati por que ele fornece uma busca em ‘real time’. Ou seja, mostra o que está acontecendo naquele exato momento.

Era quase regra. Você queria saber o que as pessoas estavam falando sobre algo naquele instante? Tinha que correr para o Technorati.

Pois é. No caso, mudaram apenas as ferramentas. Antes os blogs reuniam a notícia em primeira mão, em tempo real, ou seja, os primeiros relatos sobre algo. Agora é o Twitter. Amanhã será outra ferramenta.

Mas uma suposta demanda por um serviço de busca em ‘real time’, que forneça o mais recente, o que está acontecendo neste instante, e não o mais importante (definido atualmente pelo Pagerank) ainda continua.

No entanto, isso não justifica a visão de que o Twitter é a melhor ferramenta de busca atualmente, pois o ‘search twitter’ indexa apenas o que é publicado por meio da ferramenta de microblogging. Deixa muita coisa de fora. É algo específico de um site.

No final das contas, o que faria toda a diferença seria um sistema maior de busca que indique não o mais importante, mas o mais recente de toda a web e não apenas de um serviço de microblogging, que também um dia deixará de ser o ‘technorati do momento’.

Engraçado que mesmo em 2005 e agora, na hora de buscar a informação mais recente, não se fala em correr para os sites de notícias, mas para buscadores/indexadores…’

 

 

TELINHA
Tiago Dória

O futuro dos players de vídeo

‘Em tempos que o YouTube ultrapassa os 100 milhões de viewers e o Wall Street Journal dá destaque a uma pesquisa que diz que o vídeo online cresce duas vezes mais que a TV, sempre vale a pena saber como será o futuro dos players de vídeos.

Nesta semana, o NewTeeVee, uma das melhores referências sobre vídeo online, tocou no assunto. Plugins que permitem ver vídeos em uma definição melhor, extensões do Firefox que aumentam as opções de customização e ‘chromeless players’, que possibilitam que você desenvolva os seus próprios controles do player de vídeo, são algumas das tendências que estão por aí.

Depois do YouTube, quem mais está à frente dessas inovações são as emissoras de TV (CBS, ABC e CNN), que, por diversos motivos estratégicos, cada vez mais, buscam melhorar a experiência do telespectador na rede.

Ou seja, a ‘nova ordem’ são players não com muitas funcionalidades ou controles, mas com maior poder de customização para o usuário.’

 

 

PRESIDENTE
Tiago Dória

Depois do Twitter, Obama abandona o YouTube

‘Bastante utilizado durante a campanha eleitoral, o presidente dos EUA Barack Obama abandonou há algum tempo o seu perfil no Twitter. No entanto, o YouTube é novidade.

Não é bem um abandono total do site de vídeos da Google, mas é uma mudança que chama a atenção, já que Obama bateu tanto na tecla da chamada Web 2.0 (aviso: termo em sério risco de extinção), que tem como um dos ícones o YouTube.

A Casa Branca deixou de utilizar o YouTube como site padrão para publicação dos pronunciamentos semanais de Obama. Em seu último pronunciamento foi utilizado um player próprio e o vídeo ficou hospedado nos servidores da Casa Branca.

O motivo da mudança? Segundo Chris Soghoian, do site Cnet, preocupação com privacidade, já que o YouTube instala cookies nos computadores de quem assiste aos vídeos embutidos (na prática, o governo estaria autorizando uma empresa particular a instalar cookies).

Mas rumores indicam que seria devido ao fato da Casa Branca não querer mostrar mais as estatísticas dos vídeos (o youtube mostra a quantidade de views).

Ou simplesmente por que o governo estaria evitando utilizar um serviço com caráter comercial (mesmo problema da BBC com o Twitter, que recebeu protestos de pessoas que acreditam que uma organização com caráter público não deve usar serviços/tecnologias pagas ou com caráter comercial).

A mudança acarretou uma perda que percebi logo de cara. No novo player não dá para assistir aos vídeos no celular. Antes, no YouTube, era possível. Por enquanto, o site de vídeos da Google ainda será utilizado, porém não mais como padrão.

Engraçado que essa mudança de postura da Casa Branca vem no mesmo momento em que ocorre uma discussão sobre de quem é o direito de uso dos conteúdos postados em redes sociais – dos usuários ou da própria empresa que gerencia a plataforma de rede social?

(Atualização) – Saiu a resposta oficial da Casa Branca (vista como meio vaga). Tudo não passa de um experimento, de testar soluções próprias.’

 

 

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