Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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Tiago Dória Weblog

31/03/2009 na edição 531

BLOG
Tiago Dória

Frase da semana

‘‘Para ser jornalista e ter um blog que não fale de amenidades no Brasil, o cara tem que ser um herói’

Rodrigo Alvares, jornalista e editor do blog de política A Nova Corja.

Nesta semana, o blog gaúcho foi escolhido pelo projeto G20 Voice para cobrir a cúpula do G20 (grupos dos países mais ricos e os principais emergentes do mundo), em Londres, na Inglaterra, em abril. Cerca de 50 blogs do mundo inteiro foram convidados (do Brasil, o Nova Corja foi o único).’

 

TWITTER
Tiago Dória

Ghostwriter de 140 caracteres é para os fracos

‘‘Se você precisa de um ghostwriter para isso, eu sinto muito por você’

Jogador de basquete Shaquille O’Neal a respeito do fato de algumas celebridades estarem pagando para redatores (ghostwriters) atualizarem os seus perfis no Twitter. Ou seja, se passarem por elas.

Para Shaquille, que é um dos usuários mais populares do Twitter, é um absurdo precisar de uma pessoa para escrever 140 caracteres.

Segundo a colunista Caroline McCarthy, do site CNet, quebra uma das premissas iniciais da ferramenta de microblogging que era a comunicação mais direta e transparente.

Pelo visto, Demi Moore e Ashton Kutcher vêm fazendo a lição de casa certinha.’

 

***

Uma revista de comentários de 120 caracteres

‘Na mesma época em que o Twitter completa 3 anos (o tempo passa), a revista Business Week, voltada a negócios, começou a integrar comentários de seu site ao Twitter . Se você comentou em algum tópico no site da revista, os seus comentários vão parar em seu Twitter.

Mais para frente, a idéia é trabalhar com o caminho contrário e, a meu ver, mais lógico. Trazer os comentários feitos no Twitter sobre uma matéria da revista para o site da publicação. Agregar conteúdo ao invés de querer reinventar a roda.

Sem contar que é mais vantajoso do que desperdiçar o potencial do Twitter e utilizá-lo apenas como um publicador automático do RSS do site da revista.

E um detalhe semântico nessa história. A revista parou de utilizar o termo ‘comentário’. No lugar, passou a usar a palavra ‘reação’. A ‘reação’ do leitor a um artigo ou matéria. Além disso, como menos é mais, a Business Week limitou o espaço de comentários para apenas 120 caracteres (imagem acima).

Ou seja, é apenas uma ‘reação’ mesmo do leitor do que um pensamento mais articulado. Mas tudo isso somente dentro da comunidade Business Exchange, onde os leitores da revista compartilham dicas de leituras. O resto do site da Business Week continua na mesma.

Sobre a integração com a ferramenta de microblogging em si, vale lembrar que existe um plugin para o WordPress que já faz isso, o Tweetbacks. Ele traz os comentários a respeito de um post seu feitos no Twitter para a caixa de comentários de seu blog.

PS – Ontem, segunda-feira, no Notícias MTV passou uma entrevista com Vitor Lourenço, brasileiro responsável pelo novo e atual layout do Twitter, além da minha coluna sobre internet/tecnologia. Para quem perdeu, o programa de ontem reprisa no próximo sábado, às 17h30.’

 

TELEFONE
Tiago Dória

Uso multimídia do celular cresce no Brasil

‘Cada vez mais o brasileiro utiliza o celular para enviar/receber images e acessar vídeos e músicas. Essa é uma das principais conclusões que se pode tirar da 4ª Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação no Brasil (TIC Domicílios 2008), realizada pela Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Divulgado nesta quinta-feira para a imprensa, é a primeira vez que o estudo, que é publicado anualmente, inclui a análise da área rural brasileira.

Mesmo com uma grande parte da população utilizando planos pré-pagos (91%), entre 2005 e 2008, subiu de 4% para 24% a utilização do celular para envio ou recebimento de imagens e de 9% a 23% para acessar músicas e vídeos, o que demonstra um uso mais multimídia do celular por parte dos brasileiros. Esse crescimento foi mais acentuado entre 2007 e 2008, talvez consequência das conexões 3G e da entrada de celulares mais potentes no mercado.

Outro dado interessante é a consolidação e estabilização das LAN houses como principais locais de acesso à internet no Brasil (48%), seguido de casa (42%), casa de outra pessoa (22%) e local de trabalho (21%). Os telecentros, por sua vez, vistos até pouco tempo atrás como baluartes da inclusão digital no Brasil, têm porcentagem de apenas 4%.

Notebooks estão cada vez mais presentes nas casas dos brasileiros (principalmente nas classes A e B). Esse crescimento foi de 1% para 3% entre 2007 e 2008, o que demonstra uma certa preocupação com mobilidade na hora de comprar um novo computador.

Sobre o uso da internet na área rural, primeira vez que essa análise foi incluída no estudo, não existem muitas diferenças em relação à área urbana. A maioria das pessoas acessa a internet em LAN houses (58%) e entre as principais atividades de comunicação estão:

1) Enviar e receber emails (falaram por aí que os emails estão mortos?)

2) Acessar e participar de sites de relacionamento (Orkut)..

3) Enviar mensagens instantâneas (MSN, Google Talk etc).

Atualizar ou acessar blogs fica somente em 5º lugar.

Esse mesmo cenário de atividades é seguido por usuários que são residentes das áreas urbanas no Brasil, mas com diferenças pequenas de porcentagens.’

 

REDE PAGA
Tiago Dória

Uma internet cada vez mais pro

‘Se você acha que esse negócio de conta pro, paga, em serviços de internet é uma idéia ultrapassada, embolorada, é melhor rever seus conceitos.

Nesta quarta-feira, o pessoal do Twitter confirmou que o serviço de microblogging terá contas pagas. Num primeiro momento, elas serão voltadas para empresas ou ‘power users’, usuários que utilizam muito o Twitter.

Em contrapartida, terão alguns recursos exclusivos a mais que ainda não foram revelados publicamente. No entanto, em recente entrevista, Biz Stone, cofundador da ferramenta, disse que recursos de estatísticas mais complexos seriam interessantes para empresas. (O site de vídeos Vimeo já havia seguido por caminho parecido com o lançamento da versão paga Vimeo Plus)

Depois, um pouco no começo da semana, na terça-feira, o site de música Last.fm anunciou que vai cobrar de usuários que não residem nos EUA, Reino Unido ou Alemanha. O site continuará gratuito, mas você poderá ouvir somente 30 músicas. Ou seja, quase nada. Mais do que isso é pago.

Dessa forma, a Last.fm passa a concorrer mais diretamente com o calouro Spotify, que também oferece uma versão paga com mais recursos.

Na última edição, a revista The Economist não deu uma resposta certa para esse cenário de versões pagas, mas uma luz sobre por que isso está acontecendo. Segundo a publicação, o ‘modelo gratuito’ adotado por sites como MySpace, YouTube e Facebook é insustentável.

Com a recessão mundial, esse modelo se sustentaria menos ainda, possibilidade que já havia sido levantada em 2008 pelo blogueiro Robert Scoble (segundo ele, empresas cobrando por serviço na internet seriam cada vez mais normais).

Em um comparativo com a crise de 2001, a revista chega a falar em bolha da Web 2.0 (aviso: termo em sério risco de extinção). Demissões, redução de investimentos e modelos que eram defendidos até há pouco tempo começam a ser desmentidos pelo próprio mercado.

Para mim, um serviço lançar uma opção de versão paga não é um tiro no pé, mas indica várias coisas.. Entre elas, além da necessidade natural de tornar um serviço sustentável, que a publicidade na internet não dá dinheiro, então é necessário complementá-la com outras fontes.

E o que está acontecendo com esses sites é isso, estão sentindo na pele que publicidade por si só não sustenta um serviço do porte da Last.fm.

Neste sentido, a matéria da The Economist ajuda a jogar uma provocação por esse caminho, de que o ‘modelo gratuito’ desses sites não se aplica a tudo, a todos os mercados e em todas as épocas.’

 

POLÍTICA
Tiago Dória

O que mais aproxima cidadãos de governantes na web?

‘Perfis em redes sociais, acesso a dados públicos, uma comunicação quase direta em um jogo de perguntas e respostas, ou uma mistura de tudo isso?

A Casa Branca se focou mais na 3ª opção nesta semana. Lançou o Open for Questions, um site onde as pessoas podem enviar e votar em quais perguntas Obama deve responder a respeito de vários assuntos. Talvez o lançamento tenha sido motivado por uma pesquisa que indica que 66% dos americanos recorrem à internet quando têm dúvidas sobre assuntos ligados ao governo.

(Um comentário rápido antes de continuar. Vocês já repararam que o site Casa Branca está adotando a dinâmica de algumas empresas de internet? Com uma certa periodicidade, lança sempre pequenas novidades e recursos, pouco, mas constante. Segundo Chris Hughes, o escritório de campanha de Obama era administrado como uma startup de internet).

Em menos de 12 horas, o Open for Questions recebeu mais de 7.000 questões (a maioria é mais discurso e reclamação do que pergunta). O presidente americano prometeu responder a algumas sobre economia no site da Casa Branca, em vídeo, na quinta-feira.

O sistema de votação sobre quais perguntas devem ser respondidas é semelhante ao do site Digg. Porém, a Casa Branca está utilizando o Google Moderator para operar o site. As perguntas são divididas por temas, como orçamento, empregos, educação e… senti falta de ciência e tecnologia.

Também nesta semana, o Parlamento da Catalunha, na Espanha, reformulou o seu site. O detalhe é a possibilidade dos cidadãos enviarem perguntas ao presidente do Parlamento, que são respondidas no próprio site. Além disso, perfis em redes sociais (YouTube, Twitter e Facebook) fazem parte do pacote. Mesmo caminho do primeiro-ministro britânico.

Pelo andar da carruagem, deu para perceber que montar perfis em plataformas de redes sociais está se tornando o caminho mais fácil para a maioria dos governos.

Mas, conforme a colunista Vanessa Fox bem lembrou em um post no O`Reilly Radar, podem existir coisas que mudam bem mais a relação entre cidadãos e governantes, como fornecer acesso público e, principalmente, fácil e legível a dados do governo que indiquem como é o uso do dinheiro público (gastos, licitações, contratações).

Foi a partir do acesso a alguns desses dados mais estruturados que surgiram sites como o Excelências, da Transparência Brasil, que mostra quem financia quem nas campanhas eleitorais brasileiras.

Não é à toa que 70% dos americanos querem que, cada vez mais, o governo coloque de forma pública os seus dados na internet. É a voz do povo.’

 

CONCURSO
Tiago Dória

Uso da tecnologia no desenvolvimento social

‘‘O uso da tecnologia no desenvolvimento social’ é o tema da 5ª edição do Concurso Universitário CNN de Jornalismo, voltado para estudantes brasileiros de jornalismo e que premiará as melhores reportagens sobre o assunto.

A melhor matéria televisiva sobre o tema será exibida na programação da CNN e o seu autor visitará os estúdios da CNN em Atlanta, nos EUA.

O lançamento do concurso aconteceu em um almoço nesta terça-feira, em São Paulo, e que contou com a presença de Jonathan Mann, âncora da CNN.

Para quem é estudante de jornalismo e gosta de tecnologia (sei que são muitos aqui, no blog) é uma boa oportunidade. Nesta edição, as matérias podem ser enviadas pelo YouTube.

As inscrições podem ser feitas aqui.

Caprichem e boa sorte! Neste ano, faço parte da comissão de seleção do concurso.’

 

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