Terça-feira, 21 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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ENTRE ASPAS >

Tiago Dória Weblog

21/04/2009 na edição 534

TWITTER
Tiago Dória

Frase da semana

‘‘Estou começando a achar que o Twitter seria um lugar bem melhor se não contasse a quantidade de seguidores de ninguém’

Peter Rojas, fundador do blog de tecnologia Engadget, comenta sobre o Twitter.

Nesta semana, lá fora, ocorreu uma movimentação de celebridades em torno do serviço de microblogging, algumas disputando para ver quem tinha mais seguidores no Twitter.

A apresentadora Oprah entrou no Twitter. E o ator Ashton Kutcher (imagem acima) disputou com a CNN para ver quem chegava a 1 milhão de seguidores.

Na quinta-feira, MG Siegler, do Techcrunch, lembrou que o Twitter é uma ferramenta de comunicação e não um contador de seguidores.’

 

NA JUSTIÇA
Tiago Dória

Meu comentário sobre a decisão contra o Pirate Bay

‘Meu rápido comentário sobre a condenação dos fundadores do site de troca de arquivos Pirate Bay.

Primeira coisa, apesar de todo o barulho na web, vale lembrar que a decisão é em primeira instância. Não é a decisão final, os advogados do Pirate Bay ainda podem recorrer da decisão (e vão recorrer).

Caso a posição do tribunal se mantenha, o efeito será o mesmo da condenação ao Napster, Grokster e outros sites de trocas de arquivos. Num primeiro momento, a indústria vai comemorar, mas os usuários em geral encontrarão outras formas de trocar arquivos.

O Pirate Bay, na verdade, é apenas um entre tantos outros sites de troca de arquivos.

Segundo Mike Masnick, do Techdirt, que desde 1998 cobre a parte de direitos autorais na web, o problema é que a indústria trata a ‘livre troca de arquivos vs estúdios e gravadoras’ como um problema legal, jurídico, e não de modelo de negócios.

Neste sentido, um artigo no jornal Telegraphy lembra que a melhor forma de combater esse tipo de site é lutar com as mesmas armas – oferecer também downloads/conteúdo de graça, algo que eu já havia comentado em outro post.

Quer combater a ‘pirataria’ para valer? Deixe os processos judiciais de lado e forneça um serviço melhor que os ‘piratas’, invista em uma ‘melhor experiência para o usuário’.’

 

PARCERIA
Tiago Dória

YouTube faz as pazes com Hollywood

‘Para complementar o post Por que o Hulu já é o 2º site de vídeos mais acessado?, ontem mesmo, na quinta-feira, a Google se apressou e anunciou que vai exibir filmes, seriados e programas de TV completos no YouTube. Acordos estão sendo fechados com Sony, CBS, MGM, Lionsgate, Starz e BBC.

Semelhante ao Hulu, os vídeos estarão disponíveis apenas para usuários residentes nos EUA. E diferente do Hulu, a Google cogitou de adotar o sistema de pay-per-view ou de assinaturas para ter acesso aos ‘vídeos premium’. Por enquanto, a certeza é a exibição de publicidade.

A previsão é que com esse tipo de conteúdo, a Google tenha mais receita com publicidade e assim consiga tirar o site de vídeos do vermelho, torná-lo um negócio sustentável. Essa decisão mostra também o quanto o crescimento rápido do Hulu influenciou essa estratégia do YouTube.

Chama a atenção o protesto de algumas pessoas, acham que o ‘YouTube chegou ao fim’, se ‘vendeu para as corporações’ e outras coisas do tipo.

Alguns programas e filmes completos já estão disponíveis em youtube.com/shows.’

 

TV ONLINE
Tiago Dória

Por que o Hulu já é o 2º site de vídeos mais acessado?

‘Para quem falava que ‘caras da velha mídia não sabem ‘fazer’ a internet’, o Hulu está ajudando a quebrar esse mito. O site de vídeos, parceria da Fox com a NBC, que oferece filmes e capítulos de seriados completos, já alcançou o posto de 2º site de vídeos mais acessado dos EUA, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

Um crescimento tão chamativo quanto o do YouTube entre 2006 e 2007.

Na minha coluna desta semana na MTV, eu citei o Hulu como exemplo de um projeto que está tentando buscar o meio termo, ao mesmo tempo agradar estúdios de filmes e usuários de internet.

Ser ao mesmo tempo ‘user-friendly’ e ‘advertiser-friendly’, mesmo que aos trancos e barrancos. É um caminho válido no momento em que os políticos franceses fazem leis radicais contra o download e o futuro do Pirate Bay está no tribunal.

Em popularidade, o YouTube lidera com folga. É o primeiro, com mais de 50% de todas as visitas a sites de vídeos. Mas em matéria de receita e lucro as coisas são um pouco diferentes.

Uma recente pesquisa mostrou que o Hulu é um negócio mais sustentável, além de ser mais atraente para anunciantes. O site já gera um lucro de US$ 12 milhões com publicidade. O YouTube? Por enquanto, nada.

Com problemas de engenharia e público meio que resolvidos, o futuro do Hulu agora passa por estar disponível não somente nos EUA (o site já está em negociações com parceiros na Inglaterra) e enfrentar a concorrência de outros grupos de mídia. No ano passado, a CBS lançou o TV.com.

Além de atender a uma demanda reprimida, o crescimento rápido do Hulu é atribuído ao site trabalhar dentro do mesmo princípio da iTunes, a loja online da Apple de músicas. Quer combater a ‘pirataria’ para valer? Deixe os processos judiciais de lado e forneça um serviço melhor que os ‘piratas’, invista em uma ‘melhor experiência para o usuário’ – interface simples, ‘busca inteligente’, propagandas discretas (você escolhe quais comerciais quer assistir).

Principalmente para a pessoa leiga que não sabe o que é BitTorrent e afins, o Hulu se mostra como a solução mais viável nos EUA, na hora de assistir a um programa completo na web.

É um projeto que acompanho desde o começo, pois, na época do lançamento, em 2007, marcou o momento em que as emissoras e produtoras finalmente pararam de dar murro em ponta de faca e resolveram disponibilizar, de uma forma mais estruturada e de graça, o seu conteúdo na rede.

Segundo Jason Killar, diretor geral do site, em entrevista à Wired, o Hulu nada mais é o que a grande mídia sempre deveria ter feito.’

 

ALTERNATIVAS
Tiago Dória

Como cobrar por conteúdo na web

‘Depois que Eric Schmidt, diretor-geral da Google, deu a bênção, ao afirmar que conteúdo pago por assinaturas pode coexistir com modelos gratuitos na internet, a idéia de cobrar pelo acesso a conteúdo com caráter informativo passou a ser cogitada outra vez.

Principalmente agora que os jornais entraram mais ainda em uma espiral de busca por uma fórmula mágica contra a constante queda de receita.

Neste sentido, o blog do Nieman Journalism Lab, ligado à Universidade de Harvard, publicou uma entrevista com Alan Murray, diretor executivo do Wall Street Journal, um jornal que, na contramão do mercado, aposta no modelo de assinatura em seu site.

Diferente de outros jornais online, sempre achei a estratégia do WSJ mais criteriosa sobre o que fechar e cobrar pelo acesso.

Murray dá algumas dicas baseadas nesta estratégia sobre como cobrar por conteúdo. O problema é que ele dá a entender que essas dicas se aplicam a qualquer jornal, época e mercado:

O melhor modelo é o híbrido, mesclar conteúdo pago com gratuito

Você não deve fechar o acesso e cobrar por informação que é exclusiva sua (furo de reportagem?). Pelo contrário, ela é que vai atrair tráfego para o seu site.

Como a informação é exclusiva, diversos outros sites serão obrigados a citá-lo e a fazer links, do tipo ‘segundo o Wall Street Journal’.

(Não feche o acesso e) Não cobre pelo conteúdo que é mais popular em seu site.

É esse conteúdo que vai atrair, vai construir tráfego para o seu site, que depois você poderá reverter em receita com publicidade. No caso do WSJ, as seções mais populares são política, artes, opinião, blogs, além do ‘breaking news’.

Conteúdo pago deve ser voltado para nichos, para assuntos e públicos muito específicos. Quanto mais específico, melhor. Rumores indicam que o WSJ está preparando um novo produto de nicho (pago) todo voltado para CFO’s (diretores financeiros de empresas).’

 

ETIQUETA
Tiago Dória

Jornalismo cidadão não existe

‘Veja o que Eduardo Arcos, que não é jornalista (seria considerado ‘cidadão-jornalista’ pelos mais teóricos), escreve sobre o assunto em seu blog, o ALT1040, um dos mais respeitados em língua espanhola. Pelo menos, não sou o único a achar o termo desnecessário.

‘O jornalismo cidadão não existe. É um termo, uma etiqueta, uma tag, um chavão inventado por pessoas (ligadas ao jornalismo tradicional) para tentar racionalizar o fato de que agora, especialmente graças à grande disponibilidade de certas tecnologias de hardware e software (internet, câmeras digitais, de vídeo, smartphones, telefones com câmera), as pessoas podem publicar conteúdo que tenha caráter informativo.

(…) Não se trata de uma concorrência entre ‘blogueiros e jornalistas’, menos ainda uma guerra ‘TV vs internet’, se trata de começar a considerar melhor e respeitar mais as pessoas que publicam na internet.

Creio que tão pouco estamos interessados em que nos chamem de jornalistas (porque não somos), o que estamos interessados é que se encontrarem uma notícia por meio de, por exemplo, Twitter, blogs e YouTube, sejam suficientemente sensatos e aprendam a dar crédito a pessoa e não à ferramenta de publicação. (diferente de algo como ‘crédito: YouTube’ ou ‘crédito: internet’)

Em poucas palavras, se trata de construir um ambiente de respeito mútuo. Nem mais nem menos’.’

 

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