Quinta-feira, 21 de Março de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1029
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ENTRE ASPAS >

Tiago Dória Weblog

03/02/2009

HULU
Tiago Dória

Site de vídeo feito por extraterrestres

‘E durante o SuperBowl, o Hulu, site de vídeos que oferece filmes e seriados de graça na web, parceria dos canais de TV FOX e NBC, exibiu o seu primeiro comercial para TV.

Anunciantes pagaram até US$ 3 milhões (mais ou menos 7 milhões de reais) para ter um anúncio de 60 segundos exibido durante a final do campeonato de futebol americano, mas o Hulu não pagou nada, devido a um acordo com as redes de TV.

De novidade, o comercial, estrelado pelo ator Alec Baldwin, dá entender que existe uma versão do site para aparelhos móveis (celulares), possibilidade já comentada pelo CEO do Hulu em entrevistas coletivas (até agora não existe nada no ar).

Uma versão internacional do site? Por enquanto, nada. O jeito é se contentar com o Mundo Fox, lançado pela Fox na América Latina (Brasil) na semana passada.

O lançamento do Hulu e o seu posterior anúncio no SuperBowl são bem emblemáticos. Marcam o momento em que a NBC, a Fox e parte da indústria de entretenimento pararam de dar murro em ponta de faca e resolveram disponibilizar de graça os seus programas completos na rede.

Aliás, a ‘piada’ do comercial (começo do post) é que o Hulu é feito por aliens (extraterrestres)…’

 

 

 

BLOG DE PAPEL
Tiago Dória

O gueto do The Printed Blog

‘Começou mal o projeto The Printed Blog. Nem ia comentar sobre o assunto aqui, no blog, até por que todo ano aparece alguém que quer fazer um jornal gratuito com conteúdo de blogs – na Itália, a rede Blogo.it já fez isso e, na Espanha, há experimentos com o Monzogo. Joshua Karp, empresário criador do The Printed Blog, não é o primeiro nem será, provavelmente, o último a fazer isso.

Ou seja, não é algo inédito e menos ainda um novo modelo de negócios. Dividir receita de publicidade com quem produz conteúdo (no caso, blogueiros)? Sustentar um jornal impresso local com publicidade local ? Os jornais de bairro fazem isso há um tempão.

Mas como alguns leitores pediram, vou comentar sobre o que achei do projeto, um jornal com distribuição gratuita que tem a proposta de ser todo feito com material de blogs (posts) e ‘conteúdo gerado por usuários’ (UGC).

Quando vi o release do Printed Blog fiquei com um pé atrás, mais um projeto que se preocupa demais com quem produz o conteúdo do que o conteúdo em si (como se o fato de o conteúdo ser produzido por blogueiros, por si só, fosse atestado de qualidade).

Na 1ª edição, que deveria ter um peso extra, mostrar a que veio (básico de qualquer projeto de comunicação), o conteúdo é fraco. Os textos, em sua maioria, são frios e podem ser lidos em qualquer época do ano. A parte visual do The Printed Blog, que poderia ser um diferencial, é decepcionante. As cores são boas, mas a diagramação é burocrática. É a mesma coisa do começo ao fim. Parece um jornal de escola (com todo o respeito, há jornais de escola muito mais interessantes).

Com a visibilidade no impresso, Karp diz que o projeto é para incentivar os blogs. No entanto, ele esquece uma das coisas mais legais e importantes dos blogs – uma questão ambiental comum nos debates sobre mídia lá fora, mas que sempre fica de fora aqui, no Brasil. Os blogs informam e entretêm sem degradar o ambiente, são ecológicos, não gastam papel. Como se fossem jornais baseados em ‘tecnologia verde’ (para usar um jargão da moda).

Neste sentido, passar posts para o impresso seria dar um passo para frente e dois para trás.

E ainda. Pela minha experiência com blogs, citações e publicações de textos em jornais impressos nem sempre se refletem em tráfego ou novos leitores para o blog – até por que, na maioria das vezes, são públicos diferentes (impresso e online). Geralmente, no impresso, a pessoa somente vai ler você novamente se publicar outra coisa no próprio impresso. A não ser que o seu blog esteja dentro do site do jornal, o que não é o caso do The Printed Blog.

A maioria dos textos é republicação de posts, numa transposição grosseira entre mídias. Alguns textos apontam para links que não podem ser visitados (claro, está no impresso), deixando a experiência incompleta. É a mesma coisa que querer transpor à força um programa de rádio na TV… são mídias eletrônicas, mas são coisas diferentes. No caso, blogs e mídia impressa, existem questões de diferença de texto, ritmo e, principalmente, de estrutura de pensamento. Por que não convidar os blogueiros a escrevem textos exclusivos para o jornal?

Não tenho nada contra projetos que fazem blogueiros ou textos de blogs passear entre várias mídias, mas acredito que, nesta altura do campeonato, não deveria ser feito dessa forma amadora. O que fizeram com Markos Moulitsas (foto acima) e Brian Stelter foi bem mais profissional e com resultados consistentes para os seus respectivos trabalhos.

Enfim, eles foram convidados para estar dentro da estrutura da mídia impressa produzindo conteúdo e alcançando um público maior. E não nas beiradas, em guetos (jornal de blogueiros) ou 2ª divisão de portal de notícias.

Vejo o projeto de Karp mais como um experimento acadêmico (vamos ver como é essa transposição dos blogs para o impresso) e não um produto em si. Se esse projeto, de forma rápida, perder esse caráter e se tornar realmente um produto com resultados e não apenas ‘espuma’, será uma surpresa.’

 

 

 

CONFIANÇA
Tiago Dória

Maioria dos brasileiros confia no setor de tecnologia

‘Nesta semana, a Edelman publicou a 10ª versão do seu Estudo de Confiança, que analisa como os brasileiros vêem a credibilidade de diversos setores da sociedade.

Uma das principais conclusões é que o setor de tecnologia apresenta um dos maiores índices de confiança (80%), na frente do automotivo (78%) e de biotecnologia e energia (73%).

Em resposta por email, Ronald Mincheff, presidente da Edelman Brasil, disse que um dos principais motivos desse alto índice é que o setor é visto como representante do futuro e palco de investimentos e de geração de emprego para o Brasil.

‘O brasileiro viu seu poder de compra se consolidar, possibilitando mais acesso aos benefícios das novas tecnologias, o resultado não poderia ser diferente’.

Ainda segundo a pesquisa, as empresas (67%), seguidas de ONGs (62%), da mídia (60%) e governo (43%) são os líderes de confiança do brasileiro, com um detalhe importante – no Brasil, a forma como uma empresa trata os empregados é um dos principais fatores que influencia em sua reputação.’

 

 

 

FÓRUM
Tiago Dória

Davos por uma outra perspectiva

‘Neste ano, o Fórum Econômico Mundial apostou, mais uma vez, no uso de novas ferramentas para a transmitir e formentar alguns debates (principalmente com pessoas que estão de fora do espaço do evento). A parceria com o YouTube foi mantida.

Twitter (com uma espécie de narração lance a lance dos debates)

Mogulus (transmissão ao vivo dos debates com direito a sala de chat ao lado)

NetVibes (uma página especial está agregando todo o conteúdo produzido sobre Davos)

Flickr (nada de especial, apenas as fotos oficiais que estão sendo publicadas)

YouTube (você pode enviar perguntas em vídeo aos participantes do Fórum)

FriendFeed (agrega vídeos, fotos e posts sobre Davos junto a comentários)

No final de semana, os ‘cidadãos-repórteres’ (usuários convidados que ganharam um concurso interno) do YouTube e da MySpace começam a enviar informações direto de Davos.

Neste ano, mais uma vez, editores de blogs convidados têm trânsito quase livre nos bastidores.’

 

 

 

AUDIÊNCIA
Tiago Dória

Al Jazeera cresce 600%

‘Um bom exemplo de como as novas mídias (já não tão novas) podem ser oportunidade para alguns, principalmente para os que estão fora do mainstream. Nos dois últimos meses, o canal de TV árabe Al Jazeera teve um aumento de 600% na audiência, que veio via canal no YouTube e o próprio site da emissora (que faz link aos vídeos que estão no YouTube).

A Al Jazeera foi uma das únicas TVs internacionais a ter repórteres dentro da Faixa de Gaza, o que também contribuiu para o aumento da audiência (mas de que nada adiantaria muito se não tivesse um canal eficiente de distribuição).

Devido ao canal árabe ser restrito à TV a cabo, na maioria das vezes, no Ocidente, em 2008, a emissora optou por colocar todos os seus vídeos no YouTube. Ou seja, resolveu apostar na distribuição via internet para alcançar uma audiência maior.

Além disso, a partir de janeiro deste ano, os seus vídeos passaram a estar sob licença da Creative Commons, o que permite a reprodução e o seu uso por terceiros sem tanta preocupação com processos por direitos autorais.’

 

 

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