Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > QUINTA-FEIRA, 15/02

TV Record supera
SBT em São Paulo

Por Luiz Antonio Magalhães em 15/02/2007 na edição 420


Leia abaixo os textos de quinta-feira selecionados para a seção Entre Aspas.


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Folha de S. Paulo


Quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007


TELEVISÃO
Daniel Castro


Record já é vice-líder em SP, diz Datafolha


‘Pesquisa feita pelo Datafolha sob encomenda da TV Cultura mostra que a Record já é a segunda emissora mais vista na Grande São Paulo. Os dados do Datafolha são mais positivos para a Record do que a medição eletrônica do Ibope, que em janeiro, pela primeira vez na história, apontou um empate na média diária de audiência entre a TV de Edir Macedo e o SBT.


A pesquisa do Datafolha foi feita entre 29/11 e 19/12. Foram realizadas 1.224 entrevistas na Grande SP. A margem de erro é de três pontos percentuais.


Sessenta por cento dos entrevistados responderam que a Globo é o ‘canal a que mais assistem’. Na pesquisa de 2005, a Globo aparecia com 63%.


O SBT, que era o mais visto para 16% dos paulistanos em 2005, só foi citado por 8% no ano passado. A Record, quarta colocada em 2005, com 6% das respostas, subiu para 10% e tomou o segundo lugar do SBT.


A Cultura subiu um ponto (de 7% para 8%) e continua em terceiro lugar (empatada com o SBT). O resultado é ótimo para a emissora pública paulista, que aparece à frente da Band (cresceu de 2% para 4%). A MTV, com 3% das respostas (2% em 2005), se sai melhor do a Rede TV! (1% nos dois anos).


Outra pergunta, ‘qual o melhor canal?’, reforça a virada. Em 2006, a Record surge em terceiro, atrás de Globo (55%) e Cultura (14%). Teve 13% das respostas (7% em 2005), contra 6% do SBT (13% em 2005).


INOVAÇÃO 1 Para o prefeito do Rio, César Maia, a Globo inovou no ‘Jornal Nacional’ de segunda-feira ao colocar William Bonner e Fátima Bernardes falando sobre a entrevista que ela fizera com os pais do menino João Hélio, exibida no ‘Fantástico’.


INOVAÇÃO 2 ‘O ‘JN’ inovou. Foi além da opinião editorial, além da opinião do tipo âncora (Casoy por exemplo), e avançou para um tipo de opinião informal, casual, em família. É possível que isso dê mais força à opinião e sensibilize mais a audiência’, escreveu Maia em seu ‘Ex-Blog’ (que distribui via e-mail).


INOVAÇÃO 3 A Globo diz que não emite opiniões em seus telejornais, a não ser quando é atacada ou em crises institucionais.


TENTAÇÃO UNIVERSAL A Record está oferecendo salários de até R$ 150 mil para tentar seduzir atores do primeiro time da Globo. Estrelas como Antônio Fagundes, Tony Ramos, Fernanda Montenegro e Claudia Raia (que ganham até R$ 80 mil) estão na mira.


PAREDE QUENTE A edição de anteontem de ‘Big Brother Brasil’, que, segundo a Globo, bateu recorde de votos de telespectadores (42 milhões), marcou 47 pontos na Grande SP _maior audiência da sétima edição do ‘reality’.


INSÔNIA A minissérie ‘Amazônia’, superprodução que não consegue passar dos 24 pontos (o pior ibope da década, só melhor do que ‘Os Maias’), já virou piada nos bastidores da Globo. Foi apelidada de ‘Insônia’.’


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Entre o menino e a milícia


‘O ‘Bom Dia Brasil’ convocou, ‘vai ser rezada hoje uma missa em homenagem ao menino João Hélio, na igreja da Candelária, centro do Rio de Janeiro’ etc. Início de noite e, na escalada do ‘Jornal Nacional’, ‘centenas de pessoas externam revolta e medo’.


Foi uma ‘passeata’, expressão da emissora, chamada e coberta pela televisão. E hoje tem mais, com a encenação ou ‘a reconstituição da morte’, na manchete da Folha Online, ontem.


ASSIM CHAMADAS


Pelo mundo, pouco de João Hélio e muito das milícias em guerra nos morros do Rio.


A notícia do dia para as agências Reuters, no site do ‘Washington Post’, e AP, no site do ‘New York Times’, foi o assassinato de ‘um líder do Carnaval’, o vice da Salgueiro, no ‘derramamento de sangue mais recente da onda que vem desde dezembro, estimulada pelo crescimento dos grupos de vigilantes’. Ou melhor, ‘as assim chamadas milícias’.


VIOLÊNCIA DE RUA


Nos jornais, propriamente, ontem foi a vez de o francês ‘Le Monde’, com tradução no UOL, publicar reportagem sob o título ‘No Rio, milícias paramilitares intimidam as ‘favelas’ e afrontam gangues’. Para ilustrar, foto de Cesar Maia, ele que teria louvado ‘publicamente’ as milícias.


Nos canais de notícias, por fim, a BBC anuncia especial sobre ‘a violência das ruas do Brasil’, país ‘dos mais violentos no mundo’.


‘Ô EVO’


Em meio a ataques de Hugo Chávez aos EUA, dizendo que querem ‘dividir’ a América Latina, segundo a agência Efe, e dos EUA a Chávez, segundo o ‘Miami Herald’, o boliviano Evo Morales baixou ontem em Brasília, para se encontrar com Lula -com ampla cobertura no Brasil e exterior, da cubana Prensa Latina à britânica Reuters.


De acordo com o blog de Lauro Jardim, na Veja On-line, Lula saiu-se com esta, na conversa: ‘Ô Evo, você tem que arrumar um jeito de eu te ajudar, mas sem me prejudicar’.


BIO ‘BIG OIL’


O ‘Los Angeles Times’ diz de Houston, Texas, que ‘a conferência anual dos líderes mundiais de energia abriu com foco surpreendente: usar menos petróleo’. O principal executivo da Exxon se disse cético com biocombustíveis. O da Chevron, que investe em etanol, foi mais ‘otimista’.


E ‘José Sérgio Gabrielli, presidente da brasileira Petrobras, relatou a mudança dramática de seu país para o biocombustível de cana’.


ETANOL ARGENTINO


Já o ‘Wall Street Journal’ noticia que a ‘Argentina deve impulsionar biocombustível’. O governo assinou medida após a visita de Nicholas Burns, do Departamento de Estado dos EUA. A idéia é ‘apressar a capacidade para atender tanto a demanda interna, gerada por lei, como a esperada maior demanda por etanol nos EUA e na Europa’.


ETANOL TUCANO


Em submanchete, o ‘Valor’ noticiou que ‘Henri Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras, trabalha na criação de um megafundo para entrar pesado no mercado brasileiro de álcool’, vale dizer, etanol.


Ele já teria levantado US$ 2 bilhões pelo mundo, junto a nomes como o do investidor americano Vinod Khosla, um dos fundadores da Sun Microsystems, ‘de olho no Mato Grosso e em Goiás’.


PARA UM FUTURO


Registre-se, por outro lado, que o físico José Goldemberg, ex-ministro e ex-secretário em São Paulo, escreveu longo artigo sobre o assunto, sob o título ‘Etanol para um futuro de energia sustentável’, na presente edição da ‘Science’.


Em seu próprio editorial, no longo dossiê que publica, a revista americana descreve o etanol, no curto prazo, como ‘principal alternativa viável’.


No Second Life, outro PSDB


VIDA NOVA


Deu no ‘Fantástico’, com passagens como ‘prepare-se para entrar num universo paralelo’, em que ‘as leis da física não imperam’ etc. etc.


É o Second Life, que a Globo não diz, mas está para ganhar ‘lançamento oficial no Brasil’, num investimento da Kaizen Games. Era o destaque de ontem no Rec6, site de edição social, com link para o blog de Guilherme Felitti.


A expectativa da empresa com sua ilha virtual, que teria réplicas de avenida Paulista e até do Cristo Redentor, é atingir 2 milhões de usuários em um ano. Os acordos fechados para concessão de espaço na ilha já incluem o PSDB e a Federação do Comércio do Estado de São Paulo.’


INTERNET
Gustavo Fioratti


Musa do YouTube, 72, vira estrela da noite ‘Tapa na Pantera’, no clube A Lôca


‘Todo mundo que vai ao clube A Lôca, na Bela Vista (região central de São Paulo), mostra a identidade na porta. Menores não podem entrar.


Uma vez lá dentro, os clientes são revistados por seguranças. Num segundo ambiente, a hostess divide um cigarro com um transformista e entrega as comandas de consumo. Em seguida, um tipo de hall prenuncia o bar: um buraco na parede é a chapelaria, e as luzes coloridas de um fliperama iluminam o rosto de um capeta de gesso, pintado de forma a imitar bronze.


É bem debaixo desse capeta que a atriz Maria Alice Vergueiro, na noite de terça, dia 13, faz sua ‘volta ao underground’. Fica ali sentada em uma cadeira rococó, de 0h às 2h, recebendo os convidados de mais uma edição da festa semanal de rock e pop ‘Tapa na Pantera’. Iniciada no fim de 2006, a festa foi batizada com o nome do vídeo que virou fenômeno no YouTube ao mostrar a atriz como uma senhora que fuma maconha há 30 anos ‘sem se viciar’.


Maria Alice, 72, parece uma Mamãe Noel de shopping colocando seus ‘netinhos’, como ela define, no colo, tirando fotos, conversando. Tem os cabelos tingidos de vermelho e usa batom vermelho, um longo preto e colar de pérolas. Na mesa ao lado, um cachimbo e uma garrafa d’água. ‘Sempre freqüentei essas ‘caves’, esses undergrounds da vida, em que até a polícia entra desarmada para se divertir’, diz a atriz.


Para ela, o clube A Lôca lembra o Madame Satã dos anos 80, casa noturna em que esteve algumas vezes, freqüentada por gente considerada transgressora. É de lá que resgata, pela lembrança, uma performance realizada em parceria com Magali Biff -depois de um confronto corporal, as atrizes acabavam nuas dentro de uma banheira, trocando beijos. ‘Era um lugar parecido com este, ao qual as pessoas iam para ser o que eram e se divertir’, lembra.


Às 2h, Maria Alice vai até a pista de dança. A música pára. Sobre o palco, geralmente usado em shows de drag queens, a atriz é apresentada por Michael Love, transformista residente que, por ser vesgo, diz, ‘vê o mundo de uma vez só’. Costuma ter cabelos pretos, mas está loiro.


Ao lado dele, Maria Alice empunha o microfone: ‘Nunca vou esquecer essa homenagem. Vocês não sabem como é importante para mim voltar ao mundo da subversão. Num dia, a gente vive a juventude. No outro, a juventude vive a gente’. É papo de vovó mesmo. E os netinhos aplaudem, emocionados.’


Karine Rodrigues


Site reúne dados sobre 192 países


‘O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou ontem um portal virtual que reúne informações demográficas, econômicas e geográficas de todos os 192 membros da Organização das Nações Unidas (ONU), além de permitir a elaboração de rankings. Além disso, o site também dá a situação de cada país em relação às Metas do Milênio – compromissos para melhoria de indicadores sociais que devem ser cumpridos até 2015.


Inicialmente pensado para atender a uma demanda dos estudantes, o ‘Países@’ acabou tomando uma forma ideal para qualquer tipo de público, seja aqui ou no exterior.


Para navegar no portal, basta entrar no site do IBGE , escolher a opção ‘Países@’, no lado esquerdo da página, e clicar no mapa-múndi apresentado na tela. Com isso, o internauta tem acesso a seis temas: população, indicadores sociais, economia, redes (telefone e internet), meio ambiente e objetivos do milênio. Além dos números, há mapas, fotografias e a bandeira dos países, uma solicitação freqüente em trabalhos escolares. Todas as informações vêm com a citação das fontes e links, que direcionam para a origem dos dados.


SISTEMA INÉDITO


‘Não existe no Brasil e nem lá fora nenhum site que tenha todos os tipos de dados encontrados no Países@. Por isso, vamos produzir também uma versão em inglês’, explicou Edna Campello, coordenadora de Projetos Especiais do Centro de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE, observando que o canal vai ser atualizado de forma sistemática. O usuário vai encontrar também um link para o portal Google Maps, onde é possível ver o relevo dos países por meio da imagem de satélites e verbetes históricos, que trazem dados como a origem do nome do país. ‘Vamos incluir também fatos recentes. No caso da Somália, por exemplo, há referência às milícias que se estabeleceram no país’, detalhou Marco Santos, coordenador de projetos do IBGE.’


VIOLÊNCIA & MÍDIA
Contardo Calligaris


Maioridade penal e hipocrisia


‘UM ADOLESCENTE de 16 anos fazia parte da quadrilha que arrastou o corpo de João Hélio, 6 anos, pelas ruas do Rio.


A cada vez que um menor comete um crime repugnante (homicídio, estupro, latrocínio), volta o debate sobre a maioridade penal.


Em geral, o essencial é dito e repetido. E não acontece nada. Aos poucos, o horror do crime é esquecido. Não é por preguiça, é por hipocrisia. Preferimos deixar para lá, até a próxima, covardemente, porque custamos a contrariar alguns lugares-comuns de nossa maneira de pensar. 1) A prisão é uma instituição hipócrita desde sua invenção moderna.


Ela protege o cidadão, evitando que os lobos circulem pelas ruas, e pune o criminoso, constrangendo seu corpo. Mas nossa alma ‘generosa’ dorme melhor com a idéia de que a prisão é um empreendimento reeducativo, no qual a sociedade emenda suas ovelhas desgarradas.


A versão nacional dessa hipocrisia diz que a reeducação falha porque nosso sistema carcerário é brutal e inadequado. Essa caracterização é exata, mas qualquer pesquisa, pelo mundo afora, reconhece que mesmo o melhor sistema carcerário só consegue ‘recuperar’ (eventualmente) os criminosos responsáveis por crimes não-hediondos. Quanto aos outros, a prisão serve para punir o réu e proteger a sociedade.


Essa constatação frustra as ambições do poder moderno, que (como mostrou Michel Foucault em ‘Vigiar e Punir’) aposta na capacidade de educar e reeducar os espíritos. A idéia de apenas segregar os criminosos nos repugna porque diz que somos incapazes de convertê-los.


Detalhe: Foucault denunciou (com razão) a instituição carcerária, mas, na hora de propor alternativas (conferência de Montreal, em 1975), sua contribuição era balbuciante.


2) Em geral, para evitarmos admitir que a prisão serve para punir e proteger a sociedade (e não para educar), muda-se o foco da atenção: ‘Esqueça a prisão, pense nas causas’. Preferimos, em suma, a má consciência pela desigualdade social à má consciência por punir e segregar os criminosos. Ora, a miséria pode ser a causa de crimes leves contra o patrimônio, mas o psicopata, que estupra e mata para roubar, não é fruto da dureza de sua vida.


Por exemplo, no último número da ‘Revista de Psiquiatria Clínica’ (vol. 33, 2006), uma pesquisa de Schmitt, Pinto, Gomes, Quevedo e Stein mostra que ‘adolescentes infratores graves (autores de homicídio, estupro e latrocínio) possuem personalidade psicopática e risco aumentado de reincidência criminal, mas não apresentam maior prevalência de história de abuso na infância do que outros adolescentes infratores’.


3) A má consciência por punir e segregar é especialmente ativa quando se trata de menores criminosos, pois, com crianças e adolescentes, temos uma ambição ortopédica desmedida: queremos acreditar que podemos educá-los e reeducá-los, sempre -e rapidamente, viu?


No fim de 2003, outra quadrilha, liderada por um adolescente, massacrou dois jovens, Liana e Felipe, que passavam o fim de semana numa barraca, no Embu-Guaçu. Depois desse crime, na mesma ‘Revista de Psiquiatria Clínica’ (vol. 31, 2004), Jorge Wohney Ferreira Amaro publicou uma crítica fundamentada e radical do Estatuto da Criança e do Adolescente. Resumindo suas conclusões:


Ou o menor é consciente de seu ato, e, portanto, imputável como um adulto;


Ou seu desenvolvimento é incompleto, e, nesse caso, nada garante que ele se complete num máximo de três anos;


Ou, então, o jovem sofre de um Transtorno da Personalidade Anti-Social (psicopatia), cuja cura (quando acontece) exige raramente menos de uma década de esforços.


Em suma, a maioridade penal poderia ser reduzida para 16 ou 14 anos, mas não é isso que realmente importa. A hipocrisia está no artigo 121 do Estatuto da Criança e do Adolescente, segundo o qual, para um menor, ‘em nenhuma hipótese, o período máximo de internação excederá a três anos’.


Ora, a decência, o bom senso e a coerência pedem que uma comissão, um juiz especializado ou mesmo um júri popular decidam, antes de mais nada, se o menor acusado deve ser julgado como adulto ou não. Caso ele seja reconhecido como menor ou como portador de um transtorno da personalidade, o jovem só deveria ser devolvido à sociedade uma vez ‘completado’ seu desenvolvimento ou sua cura -que isso leve três anos, ou dez, ou 50.’


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O Estado de S. Paulo


Quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007


PUBLICIDADE
Marili Ribeiro


‘O futuro digital passa por Cannes’


‘A constância e fartura da presença brasileira no Festival Internacional de Publicidade de Cannes, na Riviera Francesa _ seja em peças inscritas, cerca de 15 % do total, seja em número de delegados, abaixo apenas de EUA, Inglaterra e Japão_ , justifica o empenho do atual presidente do evento, o inglês Philip Thomas, em fazer sua primeira visita ao País.


‘O desempenho do Brasil não foi muito bom no último ano’, brincou ele. ‘Os argentinos foram melhores. Temos que mudar isso’. Thomas sabe que, se no futebol eles são páreo, na publicidade ainda não.


Thomas apresentou as mudanças para o evento este ano, que considera uma das edições mais completas do Festival, pela qualidade de seminários e ampliação de platéias. Anunciou ainda os dez publicitários brasileiros nos júris.


O que muda na 54ª edição do Festival de Cannes ?


Como sempre, Cannes está avançando para assegurar que continuemos relevantes para nosso mercado. O festival de 2007 tem muitas inovações. Pela primeira vez, teremos uma Rede de Agências do Ano. Esta categoria homenageia o grupo que conseguir mais sucesso em Cannes em todas as categorias. Introduzimos um pacote para ‘delegado estudante’ que permitirá que alunos participem de Cannes a um preço acessível às suas condições de pagamento. Fizemos isso atendendo a interesses e abordagens de universidades e vemos isso como uma grande oportunidade de aprendizado para a próxima geração do meio publicitário.


Qual a importância da publicidade brasileira?


O Brasil sempre foi um maravilhoso produtor de publicidade criativa. Ele tem sido um importante mercado para Cannes, em termos de inscrições e delegados, e, claro, do número de Leões conquistados ao longo dos anos. Portanto, pareceu-me evidente que minha primeiríssima viagem neste papel fosse a um de nossos mercados mais importantes, o Brasil. Há muitos criadores brasileiros famosos, muitos dos quais já integraram nossos júris ao longo dos anos. Aliás, o Brasil forneceu um número imenso de membros do júri, mais de 150 nos últimos 20 anos. O número de membros do júri de um país depende do sucesso desse país em Cannes.


Qual o melhor caminho para a publicidade na era digital ?


Ainda não está nada claro – e essa é a grande coisa sobre Cannes. É o único lugar onde se pode ir, estabelecer contatos, e discutir a aparente transformação do mercado com os pares. Muitos de nossos convidados vêm a Cannes para responder às perguntas: o que está acontecendo com o mercado digital? O que está acontecendo com o conteúdo gerado pelo usuário? Onde nos encaixamos nesse mundo em transformação? Ninguém ainda tem respostas.


Como suas vivências vão ajudar no atual posto?


Tive o prazer de dirigir várias empresas internacionais, e assim tenho uma avaliação de como é importante compreender diferentes culturas. Cannes é realmente uma marca importante para o mundo. Passei a vida comprando e vendendo publicidade, sempre no mundo da mídia.


Qual a receita para lidar com o famoso ego dos publicitários?


Adoro as idéias, energia, e a natureza apaixonada deles. Em Cannes, são nove presidentes de júris para lidar com os jurados/publicitários. Meu papel será administrar um suave transcurso para todo o evento.’


TELEVISÃO
Cristina Padiglione


SporTV ganha rádio


‘Depois de Multishow e GNT, é chegada a vez de o SporTV, outra grife GloboSat, inaugurar sua emissora de rádio. Assim como os demais, o canal ganha versão radiofônica graças à banda larga na Web. Além de ter a tecnologia à disposição, o SporTV leva vantagem por nascer já com parceria acertada com o Sistema Globo de Rádio – tudo do mesmo grupo.


A Rádio SporTV estará disponível em banda larga via o site ou site.


A trilha sonora, ponto que tem sido bem explorado pelo SporTV, em especial na seara do surfe e do skate, terão largo espaço na nova sintonia. Jack Johnson, Australian Crawl, G-Love, Ziggy Marley recheiam uma seleção musical oriunda do portal GloboRadio, que inclui rádios como 98 FM, BH FM, Globo FM, Rádio Globo Brasil e CBN – de novo, tudo do mesmo grupo.


As transmissões esportivas feitas pela TV, evidentemente, lá estarão.


Nas contas do Atlas Brasileiro de Telecomunicações 2007, a banda larga está presente em 5 milhões de lares no Brasil e alcança quase 20 milhões de pessoas no País.


entre-linhas


Leandra Leal pagou pela transparência de reclamar da desorganização e do marasmo no enredo de Páginas da Vida. É uma queixa de quase todo o elenco, diga-se. Sua personagem volta para Amsterdã e sai antes do fim.


Mas Leandra Leal não será punida pela Globo, como disseram uns e outros. A moça tem vaga certa, e papel bacana, esperando por ela na novela de Aguinaldo Silva, trama que sucederá a próxima, Paraíso Tropical.


A atriz Lauren Graham dirigiu um episódio da série Gilmore Girls, da qual é protagonista. O capítulo vai ao ar no Warner Channel, no dia 22 de fevereiro, às 20 horas.


A Fox Home Entertainment lança a caixa de DVDs com a primeira temporada da série Bones, com David Boreanaz e Emily Deschanel. Em cartaz na Fox, a série entrará em sua segunda temporada em março.


O âncora da CNN Internacional, Anderson Cooper, está no Brasil para gravar a primeira reportagem de uma série sobre meio ambiente.


A MTV abrirá seu Especial: Carnaval Animado no sábado, com uma maratona de videoclipes de animação.


O bloco Nick at Nite, do Nickelodeon comemora um ano no ar e exibe, dos dias 19 a 23, às 22 h, dobradinhas de episódios.


A RedeTV! avisa que a cobertura do carnaval tomará as vagas do Leitura Dinâmica e do Programa Amaury Jr. no dia 16.’


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