Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CADERNO DO LEITOR > QUINTA-FEIRA, 14/1

Web ajuda a divulgar informações de tragédia no Haiti

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 15/01/2010 na edição 572


Leia abaixo a seleção de quinta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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O Estado de S. Paulo


Quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


 


HAITI


Rodrigo Martins e Tatiana de Mello Dias


Web ajuda a divulgar informações


‘Mesmo com problemas na internet causados pelos terremotos – a luz e o sistema de telefonia também funcionavam de forma intermitente -, a população do Haiti encontrou nas redes sociais da web, especialmente no microblog Twitter, um meio de informar parentes no exterior, ajudar outros haitianos com informações, pedir ajuda ou mesmo mostrar desespero.


Os primeiros relatos, fotos e vídeos, na terça-feira à noite, chegaram antes que as agências de notícias conseguissem informações mais precisas sobre a tragédia no país. Esses testemunhos e imagens foram reproduzidos em sites noticiosos pelo mundo afora.


‘Estou na frente de casa vendo meu carro balançar. A casa está indo abaixo’, relatou a usuária @isabelleMorse. ‘As pessoas estão desesperadas e gritando… Muitas delas, em grupos grandes, cantam e rezam’, relatou @RAMHaiti.


O uso intensivo da internet tornou-se comum em grandes tragédias como a do Haiti. Primeiro, vêm os lamentos. Aos poucos, a comoção ganha corpo: começa com a adoção de um símbolo, até virem manifestações para reunir informações e tentar ajudar as vítimas.


No Brasil, após a tragédia, o Orkut foi o principal canal de informações. No Facebook, duas grandes comunidades tornaram-se a grande fonte de informações sobre o Haiti. Como a rede social é muito popular na América Central, muitos aproveitaram para procurar por notícias de conhecidos.’


 


 


INTERNET


Cláudia Trevisan


Internautas chineses criticam governo pela saída do Google


‘Google, maior site de buscas do planeta, enfrenta um ambiente cada vez mais hostil para operar na China, em razão de decisões das autoridades que beneficiam concorrentes locais e da intensificação das restrições para o acesso a informações na internet, disse Duncan Clark, presidente da consultoria de telecomunicações BDA.


Anteontem, a multinacional americana anunciou que poderá deixar o país asiático, que possui 340 milhões de internautas, o maior universo online do mundo. O Google afirmou ter sido vítima no mês passado de um ‘sofisticado ataque’ a seu sistema por hackers que operam na China. Conforme a empresa, o principal alvo da operação eram ativistas de direitos humanos que utilizam contas do Gmail, de sua propriedade.


A companhia ressaltou que não está mais disposta a incorporar a seu site de buscas o mecanismo de censura do governo chinês e disse que poderá encerrar suas atividades no país, caso não chegue a um acordo com autoridades para funcionar sem restrições.


A China é um dos poucos lugares do mundo onde o Google não lidera o mercado de buscas online. A primeira posição é ocupada pelo chinês Baidu, que possui 63% de um mercado estimado em US$ 1 bilhão. O site americano aparece em segundo lugar, com 33%, o que representa pouco mais de US$ 300 milhões – cifra insignificante comparada aos US$ 22 bilhões de faturamento global da empresa.


Quando criou um site específico para a China, em 2006, o Google apostava no potencial do mercado local e no gradual afrouxamento dos controles sobre as informações online. A situação piorou desde então, especialmente depois de março de 2008, quando uma onda de protestos atingiu regiões habitadas por tibetanos no oeste da China. A censura se intensificou e sites como Facebook e YouTube foram bloqueados.


A China tem o mais elaborado modelo de censura à internet do mundo, que impede o acesso a informações ‘sensíveis’, como a independência do Tibete, a defesa de reformas democráticas e críticas à situação dos direitos humanos.


Quando criou o google.cn, em 2006, a multinacional concordou em adotar as restrições à informação impostas por Pequim, em uma decisão que gerou críticas de entidades de defesa dos direitos humanos.


Ontem, vários internautas atacaram as autoridades locais em razão da ameaça do Google de fechar seu portal chinês. ‘Como podemos falar em liberdade de expressão se um país não pode nem tolerar o Google?’, perguntou uma pessoa que assina ‘Silence 52000’. Outro que se identifica como xxxpert disse ‘agora eu sei que não construímos a Grande Muralha para manter nossos inimigos fora, mas nosso povo dentro’.


A imprensa oficial chinesa noticiou a ameaça do Google com discrição e sem fazer menção às razões da decisão. O China Daily, editado pelo Conselho de Estado, registrou o fato em quatro linhas, o que levou um leitor a comentar ‘onde está o resto do artigo?’.


De acordo com a agência de notícias France Presse, várias pessoas carregando flores se reuniram ontem em frente à sede do Google em Pequim, para manifestar apoio à empresa.


Ver uma das maiores multinacionais do mundo ameaçar sair do país de maneira tão estridente representa um enorme desgaste para a imagem internacional da China, avaliou Clark.


O caso do Google está longe de ser o único episódio de confronto entre investidores estrangeiros e o governo de Pequim. Na avaliação anual sobre o ambiente de negócios na China, a Câmara de Comércio Europeia afirmou estar cada vez mais preocupada com a ‘tendência’ de o governo chinês proteger empresas locais em detrimento de multinacionais.


Em agosto de 2009, quatro executivos da mineradora australiana Rio Tinto foram detidos sob a acusação de roubar segredo de Estado, uma das mais graves da legislação do país.’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Sob investigação


‘A RedeTV! está sob investigação do Ministério das Comunicações. Motivo: a emissora é acusada de praticar a multiprogramação na TV digital.


A rede está exibindo em seu canal digital uma programação diferente da do seu canal analógico, o que foi expressamente proibido pelo governo federal. Em decreto sobre a nova tecnologia, está claro que durante o período de transição da TV analógica para a digital as emissoras devem seguir com programação simultânea – incluindo comerciais – nos dois canais. Em seu sinal digital, a RedeTV! não exibe os programas concessionários, atrações que locam espaço no canal. Sem evangélicos e televendas no ar, a emissora preenche seu espaço digital com uma séries de reexibições de outras atrações, o que torna essa grade diferente da grade analógica.


Com base nesses dados, o Ministério das Comunicações abriu anteontem processo de apuração de infração contra a emissora. Se for comprovada a multiprogramação, a RedeTV! deverá ser punida pelo órgão.


Procurada, a RedeTV! não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta coluna.


Na pobreza e na riqueza


Para se redimir com Domenico (Jorge Cerrutti), que foi humilhado em sua mansão, Gustavo (Marcos Palmeira) dará um caminhão de presente para o amigo que o ajudou nos tempos difíceis. O misterioso Domenico, que finge ser catador de lixo mas é na verdade muito rico, ficará emocionado com a atitude. A cena vai ao ar na segunda-feira, em Cama de Gato, novela das 6 da Globo.’


 


 


Entrelinhas


‘Com direito a vinheta de abertura errada – da edição passada – o Big Brother Brasil 10 estreou anteontem na Globo com média de 30 pontos de ibope. É o segundo pior resultado do reality em estreias, atrás somente do BBB 2 (28 pontos). O BBB 9 estreou com 37 pontos.


E o segundo capítulo de Tempos Modernos, novela das 7 da Globo, marcou 27 pontos, ante os 30 da estreia.


A mudança de poder na Record está atingindo a emissora fisicamente. Um ex-poderoso diretor deve perder sua sala – uma das maiores da sede no Rio – para o novo bambambã de lá.


Diz a lenda que a sala comporta uma espécie de Big Brother corporativo: um circuito de câmeras de onde o diretor acompanha o que está acontecendo nas dependências da Record.


A Net pretende fechar ainda neste trimestre a liberação da venda separada dos canais HBO, sem que o assinante leve obrigatoriamente o pacote dos canais Telecine.


Na TV paga, Fox lança no próximo mês a série United States of Tara, com Toni Collette.


A Globo é a emissora que melhor tem acompanhado, sem exploração, o estado de saúde da apresentadora do SBT, Hebe Camargo.


O cantor Léo Maia é um dos cotados a integrar o próximo time de A Fazenda, da Record.’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


 


HAITI


Web permite ‘cobertura cidadã’ da destruição


‘A internet foi o único serviço a funcionar de forma quase ininterrupta após o terremoto e faz o elo entre o Haiti e o mundo. Na web os haitianos postaram fotos da tragédia e relatos em Twitter e Facebook, enquanto nasciam ações humanitárias on-line. A web se manteve intacta porque, sem infraestrutura, o país não tem conexão a cabo, e os acessos se dão via satélite. A rede telefônica teve pane, mas um cidadão preso sob os escombros foi localizado pois mandou um SMS a um amigo.’


 


 


ANÁLISE


Clóvis Rossi


Verdade e poder, dois estranhos


‘SÃO PAULO – Roberto Saviano é um jornalista italiano que investigou as máfias de seu país e as conexões com o poder. Produziu um livro, ‘Gomorra’, que lhe valeu uma espécie de condenação informal à morte pelos clãs mafiosos.


No começo de outubro, em ato público de protesto contra os ataques do primeiro-ministro Silvio Berlusconi à mídia, Saviano soltou esta frase: ‘Verdade e poder não coincidem nunca’.


Exagero? Talvez, mas não muito, a julgar por duas notícias dos jornais de ontem, para não pesquisar exemplos anteriores. Primeira: o governo holandês, depois de tomar a decisão de apoiar a invasão do Iraque já em 2002 (a invasão só se deu em 2003), passou a selecionar nos textos dos serviços de inteligência apenas os trechos que se adequassem à linha política já decidida.


Detalhe: estamos falando da civilizada Holanda.


Segunda notícia: o governo grego manipulou estatísticas para tentar esconder o seu formidável deficit público. No dia 2 de outubro, mandou informe à Comissão Europeia dizendo que o deficit em 2009 seria de 3,7%; apenas 19 dias depois, novo informe, em que o deficit saltou para 12,5%.


No Brasil, o Ipea faz questão de dizer que caiu a desigualdade, sem deixar claro que caiu apenas a desigualdade entre salários, que seu próprio presidente, Marcio Pochmann, considera muito menos importante do que a disparidade entre renda do capital e renda do trabalho. Cultiva uma lenda, embaçando a realidade.


São fatos indiscutíveis. Diante deles (e haveria toneladas de outros se espaço houvesse), você decide se vale a pena deixar que o governo (qualquer governo) controle os meios de comunicação, como pretende o Plano Nacional de Direitos Humanos, ou se é mais saudável que você mesmo os controle, mudando de canal ou de jornal na hora em que quiser.’


 


 


MÍDIA NOS EUA


Kenneth Maxwell


Palin e a Fox News


‘NA SEGUNDA-FEIRA , em Nova York, a rede de TV a cabo Fox News anunciou que Sarah Palin passaria a ser colaboradora regular de sua programação.


Palin declarou em comunicado que trabalhar com a Fox é uma ‘emoção’ e que é ‘maravilhoso estar em um lugar que tanto valoriza o jornalismo justo e imparcial’.


Sarah Palin foi governadora do Alasca, e John McCain escolheu-a como companheira de chapa na eleição presidencial de 2008.


McCain e Palin foram derrotados por Barack Obama e Joe Biden. Na metade do ano passado, ela renunciou inesperadamente ao governo do Alasca e, em seguida, lançou suas memórias, ‘Going Rogue’. O livro se tornou um best seller instantâneo. Agora, ela participará regularmente de diversos programas da Fox News e será apresentadora de uma série ocasional que terá o título ‘Real American Stories’. O programa oferecerá relatos ‘inspiradores’ sobre as dificuldades dos ‘cidadãos comuns’.


A despeito da reação negativa de muitos comentaristas da mídia, e de ex-assessores de campanha de John McCain, à mais recente decisão de Palin, a combinação entre ela e a Fox News é formidável. A Fox News, estabelecida em 1996, tornou-se a principal fonte de receita para o conglomerado de mídia de Rupert Murdoch e deverá ter lucro de US$ 700 milhões neste ano, o que supera os lucros combinados das operações jornalísticas de NBC, ABC, CBS e das redes de notícias a cabo CNN e MSNBC.


O sucesso espantoso da Fox News é realização de Roger Ailes, natural do Ohio e antigo estrategista político do Partido Republicano que trabalhou com Richard Nixon.


Ailes agora é o executivo mais bem pago do império de mídia de Murdoch. Ele aparentemente ameaçou se demitir quando descobriu que Murdoch estava a ponto de expressar apoio à candidatura de Barack Obama durante a campanha presidencial. Murdoch recuou.


O ano passado viu a ascensão de um movimento iracundo e incoerente de oposição às elites nos EUA. Batizado em referência aos manifestantes de Boston que, antes da revolução americana, lançaram ao mar uma carga de chá vinda da Índia para não pagar impostos à coroa inglesa, os ativistas de base do movimento ‘Tea Party’ são um eleitorado natural para Palin. E a ingenuidade aparente da ex-governadora só reforça seus encantos.


Diante de um desemprego que continua alto e do desdém generalizado pelos políticos, agora dotado de uma voz na mídia, está ressurgindo um velho fenômeno que Richard Hoftstadter, historiador da Universidade Colúmbia já morto, descreveu como ‘o estilo paranoico de política norte-americana’.


Esse movimento conservador reanimado não deve ser subestimado.


KENNETH MAXWELL escreve às quintas-feiras nesta coluna.


Tradução de PAULO MIGLIACCI’


 


 


COMUNICAÇÃO


Lula faz críticas a empresários e elogia Confecom


‘O presidente Lula disse ontem que, apesar de empresários da mídia terem se ausentado das discussões da Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), ocorrida em dezembro, os resultados foram ‘extraordinários’.


Para Lula, a promoção de conferências é uma forma de toda a sociedade participar das decisões.


‘Os grandes empresários não quiseram participar achando que seria uma guerra, mas, no fundo, o resultado foi de uma sabedoria extraordinária. Quem esperava divergência, (…) deve estar triste agora porque a conferencia se deu num alto nível extraordinário’, disse.


Em agosto do ano passado, as principais entidades representativas das empresas de mídia no Brasil decidiram não participar da conferência por conta da possibilidade de aprovação de teses consideradas restritivas à liberdade de expressão e de livre associação empresarial.


Ficaram a Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações) e a Abra (Associação Brasileira de Radiodifusão), que tem como sócios TV Bandeirantes e Rede TV!.


A Confecom aprovou medidas que afetam as empresas, como controle social sobre a mídia. No entanto a conferência não tinha poder de impor mudanças, que precisariam passar pelo Congresso.’


 


 


INTERNET


Raul Juste Lores


China ignora ameaça do Google de pôr fim às operações no país


‘O governo chinês não respondeu à ameaça do Google de abandonar o país, depois do gigante da internet mundial acusar hackers chineses de se infiltrarem no sistema Gmail. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse ter ‘preocupações sérias’ e que esperava explicações do governo chinês.


Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o Google prefere sacrificar seu crescimento no país, onde tem apenas 30% de seu mercado, para evitar novos hackers e espionagem industrial que afetam a segurança de seu modelo.


O Google diz que contas de e-mail de ativistas de direitos humanos foram atacadas. Não se sabe se os hackers fazem parte de uma operação do governo chinês, mas o Google insinua que o governo poderia, se quisesse, reprimi-los.


Outras 34 empresas americanas foram atacadas por hackers chineses, diz o Google, mas só a fabricante de softwares Adobe se pronunciou ontem, confirmando a acusação.


O Google anunciou ainda que não está mais disposto a censurar as buscas de conteúdos na China, o que pode forçar o fim de suas operações. Ambas as decisões da empresa foram ignoradas pela mídia local.


Desde 2006, quando foi criado o site Google.cn, a gigante americana tem problemas com a censura e é retirada do ar constantemente, o que transformou o chinês Baidu.com o líder no mercado de buscas.


Apenas no final do dia, a agência estatal Xinhua divulgou reportagem em seu site em inglês em que uma autoridade que pediu anonimato buscava mais informação sobre os planos do Google de deixar o país.


Mesmo com a censura, a queda de braço do Google com a censura chinesa foi o assunto preferido dos milhares de usuários do bloqueado Twitter no país (que usam proxies e vpns para ter acesso).


Quatro universitários fizeram um pequeno protesto na entrada da sede do Google em Pequim, depositando flores e dizendo que os internautas chineses deveriam ter o direito de escolha do que acessar na internet. Mas não deram os nomes por medo a represálias.


Apesar do anúncio do fim da autocensura, até ontem nada havia mudado nas pesquisas do Google.cn. Ao se digitar ‘Praça da Paz Celestial’, aparecem fotos de turistas (quando a pesquisa é no site internacional, bloqueado no país, surgem imagens do massacre de 1989).


Nos últimos anos, o Google foi criticado por organizações de direitos humanos nos EUA por colaborar com a censura chinesa, mas argumentava que essa era a única maneira para operar na China.


Mesmo assim, o site foi bloqueado diversas vezes no país, política que favoreceu o crescimento do Baidu.com, uma cópia do Google.’


 


 


TELEVISÃO


Laura Mattos e Clarice Cardoso


Boninho não se satisfaz com ibope do ‘BBB’


‘Diretor do ‘Big Brother Brasil’, Boninho afirmou ontem à Folha que não ficou satisfeito com a audiência da estreia do programa, na segunda-feira.


Em sua décima edição, o reality registou 30 pontos e foi sintonizado por 47% dos televisores ligados no horário (dados preliminares da Grande SP).


Essa audiência só é menor do que a do ‘BBB 2’, que começou com 28 pontos. O melhor desempenho de estreia foi o do primeiro, com 49. O ‘BBB 8’ e o ‘BBB 9’ registraram 37 de média cada um. O décimo foi o menos sintonizado dentre as TVs ligadas no horário. O pior desempenho anterior havia sido o do ‘BBB 2’, com 49,5%.


‘Se comparado com a audiência de outros canais, é um ótimo resultado. Além disso, a TV mudou, o número de televisores ligados caiu, a concorrência aumentou’, diz Boninho.


‘No ‘BBB 7’, do Alemão, que foi superbem, chegamos a dar 45. Mas havia mais aparelhos ligados, a Record ‘não existia’ e a novela nos entregava com 60 pontos. Ontem [segunda] a novela entregou com 28’, relativiza o diretor, que admite: ‘Mas estou acostumado a dar mais e não me satisfaço com isso’.


No horário do ‘BBB 10’, Record e SBT tiveram, cada uma, 9 de média. Record exibiu ‘A Fazenda’, ‘Bela, a Feia’ e ‘Poder Paralelo’. SBT, ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo’.


O ‘BBB 10’, ibope à parte, é sucesso comercial. Só na segunda, pouco antes da estreia, seis merchandisings foram fechados.


PETRÓLEO NO ‘BBB’


Dentre os seis merchandisings fechados pouco antes da estreia do ‘BBB 10’, um é da Petrobras. A estatal quer montar um posto de gasolina BR no reality. ‘Quero só ver o que eu vou inventar de prova para ter um posto’, diz, rindo, Boninho.


TRÂNSITO NO ‘BBB’


‘Será que o posto BR vai abastecer os carros da Fiat, outra patrocinadora do programa?’, questiona a coluna. ‘Pode até ser. Do jeito que os caras da Fiat são, é capaz de toparem’, diverte-se Boninho. Seria o novo ‘cross-merchan’.


LULA NO ‘BBB’


A sessão de ‘Lula, o Filho do Brasil’, que será segunda no quarto do líder, é merchandising da Globo Filmes. E Boninho não pretende criar um debate político em torno do filme.


FOLIA DAS GAFES


A Rede TV!, que faz a melhor pior cobertura do Carnaval na televisão brasileira, mostrando os bastidores dos desfiles e das festas, já definiu que Nelson Rubens, do ‘TV Fama’, continua como âncora e que Carla Perez, ex-É o Tchan, ficará com o microfone direto de Salvador.


JUÍZO FINAL


Vai mudar tudo no ‘Tribunal na TV’, programa de Marcelo Rezende na Bandeirantes. Os pilotos (testes) da atração, que a princípio seria um ‘tribunal de pequenas causas’, chegaram a ser gravados, mas não agradaram a direção da emissora. Agora, a produção começa tudo do zero para, talvez em fevereiro, realizar novos testes.’


 


 


Lúcia Valentim Rodrigues


Série americana mistura gravidez acidental com pais desajustados


‘Pais desajustados sempre fizeram rir. Antigamente, eram extremos, ou certinhos demais -como ‘Os Waltons’-, ou politicamente incorretos, como em ‘That 70’s Show’ ou ‘Married with Children’.


Agora, a linguagem mudou. Os pais estão no mesmo nível de seus filhos adolescentes. Fazem besteiras e precisam pedir conselhos -como em ‘Cougar Town’, estrelado por Courteney Cox, ou ‘Modern Family’, que reúne toda sorte de casais.


Nessa mesma linha, em 4 de fevereiro, estreia, no Sony, ‘Accidentally on Purpose’, série em que uma crítica de cinema de San Francisco (Jenna Elfman) acaba grávida depois de tomar um fora do namorado em Paris e se engraçar com um cara mais jovem (Jon Foster).


Aos 37, ela acha que pode ser sua última chance de ser mãe e resolve manter o filho. O pai fica do lado dela, embora eles decidam ver outras pessoas. Sinal de futuras confusões, claro.


Conforme a barriga dela vai crescendo, os ‘eventos’ da gravidez vão se acumulando. Além disso, os casais em volta também sofrem os efeitos da nova responsabilidade -e igualmente se atrapalham com ela.


O episódio que retrata a aula para novos pais é hilário, porque mostra como o despretensioso rapaz de 22 anos se dá muito melhor que a mulher.


Criada por Claudia Lonow, a série estreou em setembro nos EUA e reúne 8,5 milhões de espectadores. Na última segunda, voltaram os episódios inéditos lá fora, com o casal tendo de enfrentar um chá de bebê surpresa. Um bom início, com certeza.’


 


 


 


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