Terça-feira, 22 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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FEITOS & DESFEITAS > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

25 anos sem Mário Eugênio

Por Quézia Queiroz em 10/11/2009 na edição 563

Há 25 anos Brasília perdia um de seus mais importantes repórteres de polícia, assassinado com sete tiros na cabeça: o jornalista Mário Eugênio, personagem que se tornou popular e querido de toda a população do Distrito Federal. No dia do aniversário da sua morte, 11 de novembro de 2009, o estudante de jornalismo da Universidade Católica de Brasília Heron Luiz dos Santos lança um livro em homenagem ao repórter, intitulado O gogó das sete. A obra conta a história do ‘Marão’, descrevendo detalhes sobre o seu assassinato e expondo os meandros do processo que se arrastou durante vinte anos.


O evento – livre e aberto ao público – ocorre na Rodoviária do Plano Piloto, no térreo, perto das escadas, a partir das 14h. Segundo Heron, o local foi escolhido para o lançamento do livro porque ‘Mário Eugênio era jornalista do povo, por isso o livro só podia ser lançando num lugar público, onde o povo está’. Heron, que já teve sua história contada pelo Correio Braziliense, enfrenta desafios todos os dias ao ter optado por ser também um repórter de polícia, apesar das suas condições físicas. Ele é portador de uma lesão neurológica.


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O que Caetano Veloso diz, alardeia, não é para ser levado a sério. Especializou-se em dar entrevistas pra meter o pau na vida alheia, de famosos a anônimos analfabetos. Bom. Ele tem um empurrãozinho da mídia babona, nesse sentido. Ao mesmo tempo, é uma maneira de chamar atenção, tadinho, já que não tem o carisma, a inteligência e o poder de um presidente Lula, eleito duas vezes, olha só… Inveja mata.


Até parece que um Woody Allen, um presidente Lula e uma ministra Dilma estão muito interessados nas opiniões desse indivíduo. O que vem debaixo não os atinge. Se aqui fosse um país sério, todos os analfabetos que se sentiram ofendidos pela grosseria e pelo preconceito do cantor deveriam exigir retratação. Analfabeto também é gente e cidadão, caso o cantor desconheça. Mas, como analfabeto não lê, eles foram poupados. Que bom, vendo por esse lado.


Brasileiros como o cantorzinho em geral têm preconceito, vergonha de si próprios, ou seja, de povo colonizado, mentalidade tacanha, de relacionar currículo escolar com capacidade para governar. O presidente Lula é respeitado, elogiado e modelo em países da Europa, América do Norte, América do Sul e em países do Oriente. Basta?


Agora que Marina Silva saiu do PT, ela é paparicada pela mídia – inclusive aquela que se refere aos ecologistas como ‘ecochatos’ – e outros indivíduos. Quando estava no PT, nunca vi todo esse amor pela ‘cabocla’ do Nordeste.


Caetano, vai procurar serviço. Nem todos os brasileiros estão interessados nas suas opiniões. Tente fazer algo para construir, em vez do contrário. E, se você não sabe, permita-me explicar: ‘Estado forte’ não é a mesma coisa que ‘Estado de força’; forte nem sempre é sinônimo de força bruta e vice-versa. (Emily Cardoso, jornalista, São Paulo, SP)


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Esta semana a imprensa brasileira comemorou notícia publicada no Financial Times segundo a qual o Brasil é uma superpotência pronta para alimentar o mundo.


Não deu o mesmo destaque para a elogiosa matéria do Le Monde sobre a revolução universitária promovida pelo atual governo.


Quanto mais leio mais sinto vontade de rir até chorar.


Os ingleses querem que nós continuemos a produzir alimentos baratos e a comprar produtos industrializados caríssimos na Europa, EUA, Japão e China, e alguns jornalistas comemoram. Para mim isto é o que existe de mais fino em matéria de subserviência intelectual.


Só porque o Brasil começou fornecendo pau-brasil para os europeus nós devemos exportar alimentos eternamente? Não se depender do governo e do Le Monde. (Fábio de Oliveira Ribeiro, advogado, Osasco, SP)


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Noticias como esta apenas confirmam o ditado: ‘Soldado americano bom é soldado americano longe’.


Enquanto os japoneses querem se livrar das bases militares dos EUA (eles sabem que os soldados americanos que praticam estupros, roubos e agressões ficam impunes porque são mandados de volta para os EUA), muitos jornalistas apóiam a instalação das bases gringas na Colômbia.


Alguns até gostariam de entregar a Base de Alcantara para os EUA, não com o meu apoio. (Fábio de Oliveira Ribeiro, advogado, Osasco, SP)


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Os procons estão abarrotados de reclamações sobre má qualidade dos serviços prestados pelas operadoras de telefonia no país. Não há consumidor que não tenha passado pelo constrangimento de ter sua fatura manipulada com taxas, ligações, planos, enfim, fraudado na sua dignidade como cidadão. Mas a imprensa não pensa assim. É incrível, esse problema não é tratado com consistência pela imprensa. Como se o assunto não fosse do ramo. Não há nenhuma reportagem que ponha luz na batalha sem fim entre o consumidor e as operadoras de telefonia. Alguma coisa está errada. A sensação, por ora, é de que, como anunciantes de peso, patrocinadoras de programas nos meios de comunicação (Faustão da Rede Globo tem o patrocínio da Claro) têm em contrapartida as costas largas da mídia para fraudarem o consumidor. A sociedade, portanto, deveria prevenir-se também contra a imprensa. Com a palavra os proprietários dos meios de comunicação do país. Parabéns pela independência do serviço prestado. (Carlos Alberto Carvalho Jr, administrador, Brasília, DF)


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Lula recebeu prêmio intenacional como o Estadista do Ano (que também já havia recebido em 2006). Não entendi por que essa não foi a manchete dos jornais, páginas como UOL, Terra, etc. Nem vi linhas sobre o assunto nessas páginas da net. Se fosse Obama, acredito que seria. Não? O que é que há? O problema é com o Brasil? É com a pessoa do atual presidente? O que seria? Não daria para fazer um programa para discutir isso? Ou levantar uma enquete? (Douglas Venâncio, metalúrgico, Jaboatão dos Guararapes, PE)


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O principal jornal de Minas Gerais (O Estado de Minas) não divulgou em seu site o julgamento do mensalão mineiro pelo STF (ao menos eu procurei e não achei). A imprensa local está amordaçada; gostaria que o programa comentasse algo a respeito. (Saulo de Freitas Lopes, procurador do Estado, Belo Horizonte, MG)

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Jornalista, Brasília, DF

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