Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

FEITOS & DESFEITAS > COBERTURA DAS ELEIÇÕES

Outra televisão

Por Nelson de Sá em 16/10/2012 na edição 716
Reproduzido da Folha de S.Paulo, 9/10/2012; intertítulo do OI

Na ânsia por audiência no domingo, a Globo mal deu atenção às eleições, como Record e SBT. Até a Band encolheu. E as redes todas vivem, antes de mais nada, a derrocada conjunta da TV aberta. O que se acelera ainda mais, com Alexandre Garcia e outros anacronismos na tela. Resta a TV paga. Na Record News, o âncora Heródoto Barbeiro bem que tentou se distanciar do candidato oficial da Universal: desde as primeiras horas, aconselhou escolher “o melhor programa”. Mas Record, PRB e a igreja são inseparáveis.

Portanto, resta a Globo News. Fugindo da fórmula de juntar políticos inexpressivos em debates que enchem tempo, o canal de notícias se concentrou, a exemplo de recentes coberturas americanas, em discussões direcionadas e imediatas. Até no formato, reunindo apresentador para notícias e âncora para comandar a bancada de analistas, a Globo News emulou canais como MSNBC e Fox News – que são hoje a referência no noticiário eleitoral nos EUA, não mais as redes.

Na Globo News, a âncora foi Renata Lo Prete, ao vivo do fim da tarde até a madrugada de segunda. De início, ela ecoou a boca de urna do Ibope, que deu a largada para o coração da cobertura. Mas logo alertou, com a apuração em Curitiba, que era “melhor tomar cuidado”. Que “todas as análises podem mudar de uma hora para outra”.

Bons resultados

Voltou repetidamente aos erros das pesquisas, São Paulo inclusive – o que também pautou as redes sociais. Mas sempre com “uma ressalva: está se criando uma indústria de suspensão de pesquisas país afora”, para esconder más notícias.

Antes mesmo do discurso em que Serra lançou o mensalão como bandeira, ela já questionava “se o eleitor está interessado nisso numa eleição municipal”. Mas não negou que pode ter adiado a alta de Haddad, “somado a outras dificuldades”.

Por outro lado, ressaltou que o petista agora “pode fazer o discurso do novo” com maior eficiência, sem os “outros novos”. E creditou a Lula os bons resultados tanto em São Paulo como em Campinas, ele que “não só teve o diagnóstico como escolheu os candidatos”. Haddad “passar para o segundo turno é, sim, vitória para ele”, Lula.

***

[Nelson de Sá, da Folha de S.Paulo]

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