Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

FEITOS & DESFEITAS > THE DAILY

Primeiro jornal só para tablets deixará de existir

Por FSP em 11/12/2012 na edição 724
Reproduzido da Folha de S.Paulo, 4/12/2012; título original “Primeiro jornal do mundo feito só para tablets deixará de existir”

O Daily, primeiro jornal do mundo feito exclusivamente para tablets, deixará de existir no dia 15, informou ontem a News Corp., empresa de mídia e entretenimento do bilionário Rupert Murdoch e dona da publicação. O Daily foi lançado em fevereiro do ano passado sob a promessa de revolucionar a forma como o leitor consome jornais no mundo. Em comunicado, Murdoch afirmou que a empresa não conseguiu atrair público suficiente para “tornar o modelo de negócios da publicação sustentável a longo prazo”.

A empresa não divulga números, mas estima-se que o jornal teria 100 mil assinantes -na época do lançamento, Murdoch disse que seriam necessários 500 mil para o jornal não perder dinheiro. Parte da equipe do jornal será transferida para o New York Post, que também pertence ao grupo de Murdoch.

Segundo a empresa, a marca The Daily deve sobreviver em “outros canais” de comunicação do conglomerado.

Reestruturação

A News Corp. também revelou ontem detalhes sobre sua divisão em duas empresas distintas, conforme anunciado em junho. O braço editorial da companhia, a News Corporation, será dirigido por Robert Thomson, ex-Dow Jones e Wall Street Journal. Já a parte focada em entretenimento, a Fox Group, terá no comando Chase Carey, vice-presidente do grupo, com James Murdoch (filho de Rupert), 39, como chefe de operações.

Na nova fase do conglomerado que é avaliado em cerca de US$ 60 bilhões, Rupert Murdoch atuará como presidente do conselho das duas novas empresas, e a sua família manterá o controle sobre os empreendimentos. “Vamos construir a nossa missão tradicional de informar, entreter e melhorar a vida dos leitores e espectadores de todo o mundo”, disse Murdoch no comunicado divulgado ontem.

A News Corp. é proprietária, entre outros, do Wall Street Journal (o jornal de maior circulação dos Estados Unidos), dos jornais britânicos The Times e The Sun e da produtora de cinema 20th Century Fox. No ano passado, o grupo se envolveu em um escândalo de escutas telefônicas no Reino Unido que resultou no fim do jornal News of the World.

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