Domingo, 27 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA & MERCADO

Grandes jornais dos EUA dão sinais de melhora

Por Raul Juste Lores em 18/12/2012 na edição 725
Reproduzido da Folha de S.Paulo, 15/12/2012; intertítulo do OI

Nos últimos seis meses, as ações de algumas das maiores editoras de jornais dos EUA subiram acima de 20%, demonstrando otimismo com o novo modelo de negócios de algumas publicações. As ações do New York Times Company subiram 37%, as da Gannett (que edita treze jornais, entre eles o USA Today), 34%. A McClatchy, que edita 30 diários, entre eles, o Miami Herald, viu suas ações se valorizarem em 24% nesse período. Os lucros da divisão de jornais da Hearst aumentaram em 25%, o melhor número desde 2007.

O New York Times já alcançou quase 600 mil assinantes digitais, que aceitaram pagar pelo conteúdo que têm acesso na internet, nos smartphones e nos tablets. A renda obtida com a circulação aumentou em US$ 55 milhões nos primeiros nove meses do ano, chegando a US$ 695 milhões. Novos investidores também aninam a indústria. Em maio, o fundo Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, comprou vários jornais regionais da empresa Media General.

Segundo o New York Times, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que começou a construir seu império das comunicações e da informação financeira em 1982, estaria de olho na compra do diário britânico Financial Times, um dos de maior prestígio no mundo, que é avaliado por especialistas em US$ 1,2 bilhão e que pertence ao grupo Pearson. A compra envolveria ainda 50% da Economist.

Garantia de publicidade e de assinaturas

O Financial Times foi um dos primeiros a instalar o muro de acesso para cobrança (paywall) e tem 600 mil assinantes.

Cerca de um quarto dos jornais americanos já cobram pelo conteúdo digital. Até há pouco, apenas jornais segmentados e de informações consumidas pelo mercado financeiro, como o Wall Street Journal e o Financial Times, cobravam pelo conteúdo online. Jornais de informação geral temiam que a cobrança produzisse uma queda violenta na audiência na internet, o que não aconteceu.

Segundo pesquisa do banco JPMorgan, o tráfego de internautas em jornais que passam a cobrar pelo acesso ao conteúdo online cai em média 20% – garantindo verbas de publicidade e das assinaturas.

***

[Raul Juste Lores, correspondente da Folha de S.Paulo em Nova York]

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