Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA & MERCADO

Grupo Estado tem autorização para vender ativos

Por ‘VE’ em 27/08/2013 na edição 761
Reproduzido do Valor Econômico, 26/8/2013; intertítulo do OI

A administração do grupo O Estado de S. Paulo, que tem negócios como o jornal homônimo e a rádio Eldorado, recebeu autorização dos acionistas para captar mais de R$ 260 milhões por meio da venda de ativos e empréstimos ou financiamentos. A maior parte dos recursos, R$ 205 milhões, pode ser captada com a venda de oito imóveis da companhia, divididos em três blocos.

Em um dos blocos estão os três prédios que abrigam a sede do grupo, na zona Norte de São Paulo. De acordo com a ata da assembleia de acionistas realizada no dia 30 de abril, esses imóveis podem ser vendidos, ou arrendados com opção de compra (‘leaseback’) por um valor mínimo de R$ 80 milhões. O grupo também pode se desfazer do prédio anexo à sua sede, onde está instalada a Agência Estado, por um valor mínimo de R$ 5 milhões. Na lista estão ainda quatro terrenos em Tamboré (região metropolitana de São Paulo), que podem ser negociados por um valor mínimo de R$ 40 milhões.

A venda de imóveis é uma forma usada pelas companhias em geral para fazer caixa e deixar seu balanço mais enxuto. Em março, o jornal “The New York Times” levantou US$ 225 milhões com a venda de parte de sua sede para a W.P. Carey & Co.. Pelo contrato, o “Times” vai alugar o prédio por um período de 15 anos e terá opção de recompra por US$ 250 milhões ao fim do período.

Na assembleia do Estado de S. Paulo, também ficou definido que a companhia poderá fazer empréstimos ou financiamentos de até R$ 80 milhões. Outra possibilidade para levantar recursos é a venda de concessões de rádio AM e FM e de TV da Rádio Eldorado, com um valor mínimo total de R$ 58 milhões. Foram aprovadas ainda operações de empréstimo entre empresas do grupo que somam R$ 160 milhões.

“Melhorias de gestão”

Procurado pelo Valor, o diretor-presidente do grupo Estado, Francisco Mesquita Neto, disse, por e-mail, que nenhuma das operações mencionadas na ata foi realizada até agora. De acordo com o executivo, as deliberações da assembleia refletem apenas o consentimento para que elas sejam feitas com terceiros, ou entre as empresas do grupo, caso o conselho decida que alguma delas faça sentido.

Sobre os empréstimos entre as empresas do grupo, Mesquita Neto disse que essas operações constam das atas das assembleias todos os anos e que, se comparados com anos anteriores, os valores aprovados para 2013 são menores. “[As reduções reais dos valores] São resultantes de melhorias de gestão”, disse.

No balanço de 2012, o grupo registrou receita líquida de R$ 714,5 milhões, alta de 2% na comparação com os R$ 700,7 milhões de 2011. O lucro líquido atribuível aos acionistas ficou em R$ 38,5 milhões, ante R$ 38,6 milhões do ano anterior. A dívida líquida passou de R$ 81 milhões em 2011 para R$ 77 milhões no ano passado. (GB)

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