Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

FEITOS & DESFEITAS > MERCADO DE REVISTAS

Editoras avaliam opções para recuperar receita

Por Cibelle Bouças em 17/09/2013 na edição 764
Reproduzido do Valor Econômico, 11/9/2013; intertítulo do OI

O mercado de revistas enfrenta uma queda na receita publicitária este ano e as editoras avaliam alternativas para incrementar seus resultados. No primeiro semestre, a receita do setor recuou 8,7% em relação ao mesmo intervalo de 2012, totalizando R$ 790 milhões, de acordo com a Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner). “É um cenário difícil, mas que não se reflete na circulação”, disse Frederic Kachar, presidente da Aner e diretor-geral da Editora Globo. Segundo ele, a circulação se manteve estável. Em 2012, foram vendidos 340 milhões de exemplares. Kachar indicou como principal desafio diversificar a oferta de conteúdo para atender às novas expectativas dos leitores, que consomem mais conteúdo em tablets e smartphones. “Não temos problema de audiência. A questão é aumentar a receita publicitária.”

Fernando Costa, diretor de assinaturas da Editora Abril, disse que a empresa aumentou sua receita este ano em 13%, graças ao desenvolvimento de ofertas combinadas de revistas impressas e conteúdo online. O número de assinaturas está estável em 4,5 milhões. Desse total, 90% são assinaturas de revistas impressas, 9% são pacotes combinados e 1% assinaturas exclusivamente digitais.

Costa disse que, nos Estados Unidos, o mercado de tablets supera 200 milhões de unidades em uso, mas apenas 3% dos leitores acessam as revistas nesses aparelhos. “É claro que o mundo migra para o digital e esse percentual vai crescer, mas o meio impresso ainda é muito forte. É preciso trabalhar as plataformas como ofertas complementares”, disse.

Revisão do portfólio

Fernando Bomfiglio, gerente de comunicação e planejamento da Souza Cruz, disse que as editoras deveriam mudar seu sistema de distribuição de conteúdo, levando em conta os hábitos de leitura dos usuários. Andréa Pinotti Cordeiro, diretora de marketing institucional do Itaú Unibanco, acrescentou a necessidade de alterar os cronogramas de venda de anúncios. “Não dá mais para as empresas trabalharem com oferta de espaço publicitário do dia para a noite. Isso precisa mudar”, disse Andréa.

Para o publicitário Nizan Guanaes, presidente do conselho de administração do Grupo ABC, as editoras exageraram no lançamento de uma série de lançamentos de revistas de nicho e agora precisam fazer uma revisão do portfólio. “Há revistas que precisam fechar e existem marcas fortes que podem ser fortalecidas ainda mais”, disse. Os executivos participam do VII Fórum Aner de Revistas, realizado ontem [terça-feira, 10/9] em São Paulo.

******

Cibelle Bouças, do Valor Econômico

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem