Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA & MERCADO

Jornalista precisa ser mais bem remunerado

Por Nathália Carvalho em 17/09/2013 na edição 764
Reproduzido do Comunique-se, 11/9/2013; título original “Nizan Guanaes afirma que jornalista precisa ter melhor remuneração”, intertítulo do OI

Os problemas que afligem a mídia impressa são resultados de regras criadas pelas próprias empresas, que impedem e prejudicam a retenção de talentos. Será curta a vida do veículo que insistir em pagar pouco ao jornalista. As previsões são do chairman do Grupo ABC, Nizan Guanaes. Colunista da Folha e, também, sócio da CDN, empresa que acabou de ser comprada por ele, o publicitário não tem dúvidas de que a remuneração tem que melhorar. “Talentos não podem ganhar R$ 2.200 por mês. Isso é um absurdo e influência diretamente na qualidade do conteúdo que é entregue”.

Nizan esteve presente no VII Fórum Aner de Revistas, realizado em São Paulo na terça-feira (10/9). Bem humorado, o empresário conversou com executivos de comunicação sobre erros que podem levar às empresas ao fracasso. “Engana-se quem acha que a Editora Globo concorre com a Abril. Quem concorre com você (do mercado de revistas) é a CDN, a FSB e outras grandes agências, que estão recrutando talentos do jornalismo. E o profissional vai, afinal, ele não consegue trabalhar com esse salário que pagam”, alertou.

Novo formato

Na lista dos “absurdos”, o publicitário coloca, também, a ideia de que o impresso vai acabar com as novas mídias. Para ele, esse assunto trata-se de contradição. “O mercado de revistas personalizadas está crescendo e as pessoas dizem que o impresso vai morrer?! Vocês são malucos”, afirmou.

Ele concorda que o momento é de mudanças e reforçou que existe entre os profissionais da área “prazer” em falar só de fracassos. “Não vejo ninguém falando sobre as grandes conquistas das revistas. Essa campanha da Friboi não é importante? A Dudalina criou a marca com anúncios em revistas. Vejo o mercado reclamando de não ter anunciantes, mas, por que não falam desses grandes clientes?”, questionou. Nizan vê muitas oportunidades para o segmento e aconselha que as empresas mudem o modelo de negócio, valorizem os jornalistas e apostem em outra administração.

Neste ano, o VII Fórum Aner de Revistas 2013 apresentou novo formato, com tempo de apresentação inspirado no TED, conferência que reúne tecnologia, entretenimento e design. Além disso, trouxe como DNA o otimismo para encarar os desafios diante das mudanças.

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Nathália Carvalho, do Comunique-se

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