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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA & MERCADO

IVC ajusta critérios de circulação

Por ‘FSP’ em 04/03/2014 na edição 788
Reproduzido da Folha de S.Paulo, 26/02/2014; título original “Instituto ajusta critérios de circulação; Folha é líder”, intertítulo do OI

Acompanhando movimento semelhante ao dos Estados Unidos e da Europa, o IVC (Instituto Verificador de Circulação) alterou as regras do levantamento de jornais brasileiros para refletir o crescimento das edições digitais.

No relatório de janeiro, o primeiro já com base na nova metodologia, a circulação total da Folha, líder, supera em 10,85% a do segundo colocado, “O Globo”.

As médias diárias no mês foram, respectivamente, de 332.354 e 299.821 exemplares.

A vantagem sobre o quarto jornal em circulação, o concorrente local “O Estado de S. Paulo”, alcança 42,39%.

A lista dos cinco maiores jornais brasileiros é completada por dois populares, de preço baixo, o mineiro “Super Notícia” e o goiano “Daqui”.

O “Agora”, do Grupo Folha, é o 12º jornal em circulação nacional, com 92.897 de média, e líder em sua categoria no Estado de São Paulo.

“Somos o site de jornal com mais audiência e o primeiro a colocar paywall, então tínhamos um estoque grande de assinaturas digitais pagas”, diz Murilo Bussab, diretor-executivo de circulação e marketing da Folha. “Agora podemos reportar esses números.”

Mais transparência

Em reunião realizada em dezembro, o IVC decidiu elevar para a metade da circulação total o teto para contabilizar assinaturas digitais.

No caso da Folha, por exemplo, a proporção de assinaturas digitais era de 21% do total, porque estava limitada pelo teto anterior, e passou para 34,6%.

A revisão do teto já estava prevista quando ele foi adotado pelo IVC, ao surgirem os primeiros assinantes digitais.

“Não se sabia então como iria funcionar, daí o limite, que seria revisto quando as empresas ganhassem mais corpo no digital”, diz Bussab.

Pedro Martins Silva, presidente-executivo do IVC, destaca uma segunda mudança. O desconto máximo permitido às assinaturas digitais subiu de 70% para 85% do preço de capa –ou seja, podem entrar no levantamento assinaturas de valor menor.

“Isso reflete o novo ambiente, de pessoas acostumadas a preços menores”, afirma Silva. “E você continua tendo os mesmos custos para gerar conteúdo –a notícia verificada, produzida por jornalistas–, mas caem os custos de impressão, de papel e de distribuição.”

Uma terceira alteração no levantamento visa dar transparência às assinaturas digitais. “Você agora mostra quantos assinantes são o que chamamos de digital puro e quantos são com sobreposição, que são aqueles que estão no digital e no impresso”, diz Bussab.

Segundo Silva, nos números de circulação, “você agora sabe quanto é assinatura, venda em banca, em que cidades, onde aconteceram as assinaturas digitais, quando existe a sobreposição”. Ele diz que “o objetivo é levar transparência ao mercado publicitário”.

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