Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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FEITOS & DESFEITAS > LINHA DO TEMPO

Plataforma virtual reúne memórias da USP

Por Noêmia Lopes em 04/03/2014 na edição 788
Reproduzido da Agência Fapesp, 26/2/2014

O Museu de Ciências, órgão da Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (USP), lançou em dezembro o site Memória USP, com o objetivo de reunir informações sobre acontecimentos, locais e pessoas importantes na história da instituição, que completou 80 anos no dia 25 de janeiro.

No formato de uma linha ‘espaço-tempo’ interativa, o projeto inclui acervos fotográficos e documentais referentes à memória institucional de cada unidade da USP.

“A inspiração veio de uma linha do tempo usada pela Royal Society”, disse Guilherme Marson, vice-diretor do Museu de Ciências e professor do Instituto de Química (IQ), à Agência FAPESP. “No nosso caso, contudo, o tempo ainda está associado às coordenadas espaciais de cada informação.”

A imagem principal do site mostra o mapa de um dos cinco campi da universidade – São Paulo, São Carlos, Piracicaba, Ribeirão Preto ou Lorena, de acordo com a escolha do internauta. Ao redor dele, filtros e mecanismos de busca permitem selecionar o período (organizado em décadas) e o local (por unidades) de abrangência da pesquisa.

O resultado surge sobre o mapa, na forma de ícones posicionados em áreas próximas às unidades e enumerados de acordo com a quantidade de informações ali disponíveis. O objetivo, segundo Marson, era criar uma ferramenta acessível e amigável não apenas para pesquisadores, mas para a sociedade de forma geral.

O acervo está em constante atualização, feita de modo colaborativo entre as diferentes unidades da USP, todas com representantes no conselho do Museu de Ciências. “As unidades foram convidadas a participar do projeto. Até o momento, 22 já colaboraram. Acreditamos que outras unidades tomarão a iniciativa de enviar suas memórias”, disse Marson.

Não há diretrizes preestabelecidas em relação ao conteúdo que vai ao ar – cada unidade seleciona o que publicar sobre sua trajetória. A intenção, segundo o vice-diretor do museu, “é que todos se sintam um pouco donos do site, identifiquem-se com ele, criando e ampliando um espaço coletivo para a manifestação de intenções, desejos e cuidados com a memória da universidade”.

Preservação da ‘memória científica’

A preocupação inicial dos organizadores do projeto era a perda da chamada “memória científica” da universidade. “Algumas unidades contam com centros de memória bem constituídos, outras não. Há materiais nas mãos de professores aposentados, outros espalhados entre pessoas preocupadas em preservar a história da USP. Há também aparelhos, fotos e documentos que, por vezes, são descartados”, disse Marson.

Mas o site não se sobrepõe ao papel desempenhado pelos arquivos nem replica tal função. “O Memória USP não visa a pesquisa historiográfica e os dados disponíveis em geral são sucintos. Trata-se de outra abordagem, outra forma de gerir a informação e outro público-alvo. É um projeto dedicado à visibilidade e à difusão”, disse.

A intenção é que a plataforma evolua e possa, no futuro, oferecer serviços extras – como mostrar a um usuário que esteja em um dos campi, acessando a página por meio de um celular ou tablet, eventos e outros temas de interesse próximos a ele.

Todo material é de propriedade intelectual da universidade e de seus respectivos autores, mas está no ar sob licença Creative Commons – ou seja, pode ser utilizado, desde que a fonte seja citada e que não sejam feitas modificações.

Mais informações sobre o Memória USP: http://mc.prceu.usp.br/memoria.

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Noêmia Lopes, da Agência Fapesp

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