Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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FEITOS & DESFEITAS > PROFISSÃO & EXPLORAÇÃO

Profissional multiuso ou jornalista multimídia

Por Elisiany Leite em 11/03/2014 na edição 789

A rotina é cruel, o tempo passa cada vez mais rápido e, no estalar dos dedos, nós precisamos entregar um texto para diversos suportes, além de imagens e vídeos em quase tempo recorde. O profissional multiuso se encaixa perfeitamente na nova definição do que é ser jornalista atualmente. Nós pesquisamos, procuramos as fontes, entrevistamos, escrevemos o texto, fotografamos, filmamos, corrigimos (se for possível), editamos, enfim publicamos em jornais, revistas, internet etc.

As informações chegam às nossas casas de modo avassalador, sem permitir a degustação, muito menos o entendimento de alguma delas. Até que ponto isso é bom ou ruim? Bom para as empresas: este empregado será mais vantajoso e lucrativo, pois fará o papel de outros funcionários que talvez não desempenhassem de maneira eficaz e eficiente o seu trabalho. O lado negativo recai sobre este novo personagem que terá o mesmo salário e trabalhará uma carga horária elevada ao cubo, correndo o risco de publicar algo errado ou informações não checadas. Sabemos que uma divulgação dessas pode prejudicar pessoas, empresas e arruinar reputações, ou seja, danos irreparáveis.

Por isso, as universidades e faculdades procurarão ensinar e instruir os seus alunos para se adequarem a essa realidade do jornalista e suas capacidades múltiplas. Quem sabe daqui a alguns anos estaremos aptos a fazer ou não a passagem do profissional analógico para o multimídia.

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Elisiany Leite é jornalista e professora

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