Domingo, 20 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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FEITOS & DESFEITAS > COPA DO MUNDO

Jornalistas estrangeiros e a realidade carioca

Por Bruno Amorim em 17/06/2014 na edição 803
Reproduzido do Globo.com, 13/6/2014; título original: “Jornalistas estrangeiros mostram para o mundo um pouco da realidade carioca”

Nada como um olhar estrangeiro para mostrar ao mundo as muitas caras de uma cidade. No Rio, durante a Copa, esse olhar está a cargo de 19 mil jornalistas cadastrados pela Fifa e mais três mil pelo Centro Aberto de Mídia (CAM). São profissionais dos mais diversos países que, em seu dia a dia, vão descobrindo a realidade carioca.

O tunisiano Mourad Kricha, por exemplo, gerente da equipe do canal de televisão Al Arabiya, baseado em Dubai, se surpreendeu com os preços na cidade. Kricha diz estar gostando do Rio, mas afirma que tudo por aqui custa o dobro do cobrado em Dubai. O gerente conta ainda que estava preocupado com ladrões, mas agora já se sente seguro. Susto mesmo só com os preços. Mas as reportagens têm abordado apenas a Copa e o clima de festa entre cariocas e turistas.

Para a chinesa Fang Hou, do canal HBETV, a maior dificuldade tem sido a barreira da língua. Além de chinês, ela fala inglês. E conta que, apesar das dificuldades com o idioma, está conseguindo se comunicar graças ao fato de os cariocas serem amigáveis. “Eu não sei ir a lugar nenhum. Mas, mesmo quem fala muito pouco inglês, tenta me ajudar”, diz a repórter.

Ela acrescenta que achou o Rio muito limpo e exalta a beleza das praias. Por fim, dá um consolo aos motoristas cariocas: segundo Fang Hou, os engarrafamentos em Wuhan, onde mora, são muito piores que os daqui.

Bom lugar para as férias

A despeito da má fama que a cidade possa ter, Donia Nouar repórter do canal francês de notícias France 24, afirma que achou o Rio bem seguro. E conta que já fez coberturas em lugares bem perigosos – na Tunísia, por exemplo –, onde não podia sair na rua sozinha. Ter acesso ao Centro Aberto de Mídia, montado no Forte de Copacabana, facilita seu trabalho.

A imagem que ela está passando para os franceses é a de que o Rio é um bom lugar para passar as férias.

Das 10h às 22h, repórteres de grandes veículos estrangeiros e de mídias independentes têm acesso às facilidades do CAM, como computadores, wi-fi, bancos de pautas, contatos, dados oficiais sobre a Copa, fotos e vídeos.

Segundo o secretário adjunto de Imprensa da Presidência da República, Fernando Thompson, o objetivo do CAM é facilitar o trabalho dos comunicadores e mostrar melhor o Brasil para o público estrangeiro: “Muitos chegam ao Brasil sem estrutura. Aqui oferecemos porta-vozes de vários temas, não só de esporte.”

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Bruno Amorim, do Globo

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