Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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FEITOS & DESFEITAS > DE OLHO NAS PROMESSAS

Agência Pública lança projeto para checar campanha presidencial

26/08/2014 na edição 813

A Agência Pública de Jornalismo Investigativo lançou o “Truco!”, projeto dedicado à cobertura das eleições presidenciais. A equipe da Pública está 100% dedicada a checar e contextualizar dados relevantes veiculados pelos candidatos à presidência nos programas do horário eleitoral gratuito.

Site do projeto

Checagem dos primeiros programas

No jogo que inspira o nome do projeto, quem pede truco desafia o adversário a mostrar suas cartas. A cobertura da Agência Pública vai averiguar informações, dados e promessas feitas durante o horário eleitoral, colocá-los em contexto, e confrontá-los com bancos de dados e informações de especialistas. Além disso, vai enviar perguntas para as campanhas, “pedindo truco” aos candidatos para que revelem com que trunfos contam para cumprir suas promessas.

“A ideia do Truco! é contribuir com o debate eleitoral, principalmente na internet, exigindo informações melhor embasadas e projetos mais consistentes. Por isso queremos pedir que os candidatos ponham todas as cartas na mesa”, diz Natalia Viana, diretora de estratégia da Agência Pública. Além disso, o Truco! vai convidar o público a participar, sugerindo informações para checar e trazendo dados relevantes sobre os temas abordados.

O resultado das checagens será publicado no site da agência no dia seguinte à veiculação do horário eleitoral, ao meio-dia. Para manter a independência característica da Pública, a agência reuniu uma extensa base de dados de pesquisas, especialistas e instituições de diversas áreas prioritárias na campanha. A agência também vai produzir reportagens especiais confrontando cidadãos e candidatos.

Com um tom provocativo, bem humorado e inovador, o projeto “Truco!” tem identidade visual inspirada em jogos de cartas, desenhada pelo quadrinista Alexandre De Maio. Aos dados checados, serão atribuídas cartas, de acordo com o que for apurado. São elas: “Truco!”, “Não é bem assim”, “Tá certo, mas peraí”, “Blefe”, “Zap!” e “Que medo”. (Leia abaixo sobre cada categoria).

Além da checagem de dados, “Truco!” ainda traz a série de reportagens Cartas na Mesa, que terá três edições sobre a população negativamente afetada por ações, projetos e propostas dos principais candidatos. Também serão feitas reportagens sobre as principais propostas dos candidatos para áreas consideradas prioritárias, julgadas por especialistas e movimentos sociais.

Cartas

Truco! – Informações insustentáveis e promessas grandiosas, sem explicação de como serão implementadas. O Truco! é um desafio público para que o candidato responsável pela frase dê mais explicações ao eleitor. As respostas obtidas serão divulgadas assim que a campanha responder.

>> Não é bem assim – Informações exageradas, distorcidas ou discutíveis.

>> Tá certo, mas pera aí – Informações corretas mas que merecem ser contextualizadas. Existem mais dados que o eleitor precisa saber do que os que foram apresentados durante o programa eleitoral.

>> Blefe – A informação é falsa. São usados dados de outras fontes – de preferência independentes – e auxílio de especialistas para confrontar a versão apresentada.

>> Zap! – Informações corretas e também relevantes ditas pelos candidatos. Para isso, são apresentados números que confirmam e expandem o que foi falado.

>> Que medo! – Algumas propostas podem afetar negativamente grupos importantes da população. O selo serve de alerta e virá acompanhado de um texto que mostra os problemas que aquela ideia traz.

Sobre a Agência Pública

A Agência Pública aposta em um modelo de jornalismo sem fins lucrativos para manter a independência. Fundada em 2011, todas as reportagens são livremente reproduzidas por diversos veículos sob a licença Creative Commons. Sua missão é produzir reportagens de fôlego pautadas pelo interesse público, sobre as grandes questões do país do ponto de vista da população – visando ao fortalecimento do direito à informação, à qualificação do debate democrático e à promoção dos direitos humanos. A Pública conta com financiamento de instituições de peso e renome internacional, como a Fundação Ford e a Open Society Foundations. Além de produzir, a Pública atua para promover o jornalismo investigativo independente, através de programas de mentorias para jovens jornalistas e bolsas de reportagem. A Pública ganhou os prêmios HSBC-Jornalistas & Cia de Jornalismo Ambiental e Visibilidade 2013, além de menções honrosas no Prêmio Abdias do Nascimento e no prêmio Nacional de Jornalismo sobre Violência de Gênero.

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