Terça-feira, 16 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1008
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Valorização do Instagram dispara

Por Sandro Pozzi em 23/12/2014 na edição 830

Mark Zuckerberg fez uma boa jogada quando apostou no Instagram, o aplicativo para compartilhar fotos e vídeos curtos que há dois anos é propriedade do Facebook. A rede social desembolsou 715 milhões de dólares (1,9 bilhão de reais), em uma manobra que foi muito comentada em Wall Street na época pelo alto valor desembolsado. A oferta foi feita, além disso, quando a empresa acabava de entrar na Nasdaq. Agora, o Citigroup avalia uma valorização de 35 bilhões de dólares, 50% mais que o valor de mercado do Twitter.

Os analistas do banco de investimentos praticamente estão dobrando sua cotação anterior, que já qualificaram como “conservadora”. De acordo com o último cálculo, o Instagram teria um valor quase 50 vezes superior ao que o Facebook desembolsou quando fechou a compra no final de 2012. O Citigroup justifica este salto pela rapidez com que está aumentando o número de usuários do aplicativo e pelo envolvimento dos próprios, o que permite gerar mais ingressos.

O Instagram tem, atualmente, mais de 300 milhões de usuários, frente aos 35 milhões de dois anos e meio atrás. São mais que as 284 milhões de contas no Twitter. A diferença, além disso, está no ritmo com o qual as duas plataformas ganham adeptos. Enquanto o Instagram registrou 100 milhões de novos usuários nos primeiros nove meses de 2014, o Twitter teve 43 milhões de registros, de acordo com os detalhes que acompanham os resultados do terceiro trimestre.

O novo preço de rótulo que agregado ao Instagram beneficiou o atual proprietário do aplicativo, apesar de sua receita ser tão baixa a ponto de não receber menções nos resultados do Facebook. A rede social subiu 1,6% na abertura pregão, o que elevou o preço de cada uma de suas ações a 79,65 dólares (aproximadamente 211 reais). Isso equivale a ter um valor de mercado superior a 220 bilhões de dólares (585 bilhões de reais). O Citigroup calcula agora uma meta de preço de 91 dólares por ação (242 reais).

O Facebook é, de fato, uma das empresas de melhor rendimento este ano no S&P 500, com uma revalorização de 45%. Só esta semana cresceu quase 7%. E subiu 11%, desde janeiro, no índice integrado pelas maiores companhias cotadas. Os 18 dólares (48 reais) que valiam suas ações em agosto de 2012, valor mínimo da cotação, ficaram para trás. Nesse período, o Facebook estava há apenas três meses na Nasdaq após uma estreia desastrosa na bolsa. O preço inicial da oferta era de 38 dólares (101 reais), metade do valor atual.

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Sandro Pozzi, do El País

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