Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

FEITOS & DESFEITAS > EM NOVA YORK

Loja de conserto de máquinas de escrever resiste

Por ‘OG’ em 10/03/2015 na edição 841
Reproduzido do Globo.com, 2/3/2015; título original: “Loja de conserto de máquinas de escrever resiste em Nova York”

Para quem acha que as máquinas de escrever são coisa do passado, a Gramercy Typewriter em Manhattan prova que ainda há pessoas que usam os aparelhos e, por isso, há também profissionais que trabalham para mantê-las funcionando.

A empresa funciona há 83 anos sob o comando da mesma família – atualmente a terceira geração cuida do negócio – e na lista de clientes estão nomes como o do ator e dramaturgo Sam Shepard e do também ator Tom Hanks, que até já escreveu artigo sobre o hábito de datilografar.

Quando Paul Schweitzer, dono da loja, disse à reportagem da CNN Money que é “um dos últimos dos moicanos”, ele não estava exagerando. De acordo com o texto, sobram apenas duas ou três oficinas do tipo em toda Nova York.

Curiosamente, foi a queda de outros negócios do ramo que deram novo fôlego à Gramercy. No início da década de 1990, segundo a reportagem, a empresa teve que complementar a receita com a venda e reforma de impressoras a laser, atividade que se tornou a principal da loja. Isso só começou a mudar há alguns anos, quando passaram a cuidar de clientes que ficaram “órfãos” com o fechamento de outras oficinas.

“É legal ser necessário para os clientes e eu gosto do que eu faço”, completou Schweitzer, que conserta as máquinas há 55 anos e atualmente trabalha com o filho.

E essa “necessidade” é real e se reflete no telefone, que não parava de tocar, segundo a reportagem, graças a todos os fãs das maquininhas que continuam a usá-la e também aos escritórios que também as adotam e recorrem à Gramercy Typewriter quando uma tecla trava ou a fita de tinta precisa ser trocada.

O toque retrô na oficina não fica só por conta das máquinas de escrever: a loja de Schweitzer não tem e-mail nem aceita cartões. Os pagamentos devem ser feitos em dinheiro vivo ou em cheque.

Enganam-se aqueles que pensam que os Schweitzers temem ficar sem trabalho com o avanço dos computadores. Justin Schweitzer, neto do fundador da empresa e filho de Paul, contou à CNN Money que há sempre muito trabalho e que eles “nunca alcançam” a demanda.

Além dos consertos, a empresa vende máquinas reformadas e acessórios para elas, como as fitas. Os valores dos reparos variam bastante. Já consertar unidades com peças difíceis de encontrar pode custar US$ 500.

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