Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA & MERCADO

Facebook pode passar a hospedar conteúdo de sites de notícias

Por ‘OG’ em 31/03/2015 na edição 844
Reproduzido do Globo.com, 24/3/2015

Com 1,4 bilhão de usuários, o Facebook tem mantido discretas conversações com pelo menos meia dúzia de empresas de mídia acerca da hospedagem do conteúdo dessas companhias dentro da rede social, em vez de fazer os usuários clicar em um link para ir a um site externo. As informações são do New York Times.

Tal plano representaria um salto de fé para organizações de notícias acostumadas a manter seus leitores dentro de seus próprios ecossistemas, bem como propiciando a acumulação de dados valiosos sobre os leitores.

O Facebook pretende começar a testar o novo formato nos próximos meses, de acordo com duas pessoas com conhecimento das discussões. Os primeiros parceiros na iniciativa são o próprio The New York Times, o site BuzzFeed e o da National Geographic, embora outros possam ser adicionados desde as discussões continuem. O Times e o Facebook estão mais perto de um acordo sólido, disse uma pessoa com conhecimento do assunto mas que não quer se identificar.

Para tornar a proposta mais atraente para as editoras, o Facebook tem discutido formas para as editoras ganharem dinheiro com a publicidade que seria veiculada ao lado do conteúdo.

O Facebook disse publicamente que quer tornar a experiência de consumo de conteúdo online mais perfeita. Atualmente, artigos de notícias no Face estão linkados aos próprios sites dos veículos de mídia e são abertos em um navegador da web, normalmente levando cerca de oito segundos para carregar.

Mas o Facebook acha que isso é tempo demais, especialmente em um dispositivo móvel, e que quando se trata de capturar os olhos errantes de leitores milissegundos contam.

Além de hospedar conteúdo diretamente na rede social, a empresa está conversando com os editores sobre outras formas técnicas para acelerar a entrega dos seus artigos.

Mesmo aumentos marginais na velocidade de um site, disse Edward Kim, executivo-chefe da SimpleReach, empresa de analytics e distribuição, geralmente significam grandes aumentos na satisfação do usuário e do tráfego. Assim, é provável que, segundo ele, o plano de Facebook promova essas pequenas melhorias, em vez de receber dinheiro proveninente de acordos com empresas de mídia. “Mas há uma série de implicações para as editoras”, acrescentou. “Tudo se resume à forma como o Facebook vai estruturar isso e como eles podem garantir que isso será uma vitória para ambos os lados.”

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