Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ENTRE ASPAS > SOCIEDADES SECRETAS

A cultura das revoluções

Por Luís Olímpio Ferraz Melo em 01/03/2011 na edição 631

A História cultural da civilização é de dominação e sempre houve desejo no homem de manipular e de governar os demais. O analfabetismo tem sido a melhor arma dos totalitários para continuarem a ‘controlar’ o planeta e alienar cada vez mais a civilização. Desde a fundação de Roma, em 753 a.C, até a Revolução Francesa, em 1789-91, fomos governados por reis e monarcas, mas recentes arquivos abertos têm trazido à tona elementos importantíssimos que nos auxiliam na compreensão desses eventos ditos revolucionários. Sabe hoje que foi a maçonaria que arquitetou a Revolução Francesa, inclusive sua trilogia – Liberdade, Igualdade e Fraternidade – foi estampada como o estandarte da revolução.

O discurso de liberdade da franco-maçonaria é sedutor e não encontra resistência na opinião pública, mas o que há por trás da maçonaria que é guardado com tanto segredo? Por que somente no quarto grau é revelada ao maçom a palavra secreta: ‘Jah-Bul-On’, que é uma variação de quatro línguas: caldeu, hebraico, siríaco e egípcio? Não há dúvida de que a franco-maçonaria é constituída, na sua maioria, por homens dignos e honrados, mas nada justifica a falta de transparência nessas ações secretas.

‘Agitação’ indignada no mundo árabe

No dia 17 de novembro de 1845, na loja maçônica ‘Anarquistas de Bruxelas’, ou ‘Le Socialiste’, foi iniciado aos 27 anos de idade nas luzes da maçonaria aquele que viria a ser um de seus mais ilustres membros, Karl Marx. Habilidoso e demonstrando ter perfil de líder, Marx tornou-se o iluminado para liderar a revolução proletária rumo à construção do desejo maçônico de um governo único. Marx sabia que o movimento revolucionário somente teria sucesso se mobilizasse a classe operária, pois, além de menos esclarecida, era uma força civil gratuita e devastadora contra qualquer regime governamental.

Simón Bolívar (1783-1830), militar, revolucionário e maçom, é tido como ‘o Libertador’ de vários países da América do Sul. Homem de letras e de visão, emigrou para a Europa onde fez amizades no meio cultural, ingressou na franco-maçonaria parisiense e recebeu a missão maçônica de agregar a América do Sul num possível governo sul-americano. Não restam mais dúvidas de que a maçonaria arquitetou considerada parcela das revoluções e ‘revoltas’ no mundo em nome da tão almejada liberdade. A repentina ‘agitação’ indignada no mundo árabe hoje pode estar sendo ‘manipulada’ por alguma sociedade secreta que deseja construir um planeta livre e democrático para controlá-lo à sua maneira. Acreditar que o Oriente Médio age conscientemente nessa agitação política, é desconhecer por completo a natureza humana.

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Advogado e psicanalista, Fortaleza, CE

Todos os comentários

  1. Comentou em 05/03/2011 Luis Olimpio Ferraz Melo

    Prezado Jorge Fernando, o eminente leitor me acusa de ser superficial e de escrever sobre o que não sabe. E você sabe? O eminente leitor é maçom? Se positivo, não precisará dizer mais nada. O professor José Antonio Ferrer Benimeli, autor do livro, “Arquivos secretos do Vaticano e a franco-maçonaria”, resumo de sua tese de doutorado, estudou a maçonaria por 40 anos e a hipótese do leitor Jorge Fernando não encontra égide em seus enunciados – apenas para citar um livro e uma referencia dentre tantos outros que li. Você foge do assunto ao não trazer provas ou evidencias do que diz. Recomendo que leia outros artigos que escrevi sobre a maçonaria – ver meu blog: http://www.nocampodasideias.blogspot.com – e veja se sou algum aventureiro no tema. Chega a ser uma ironia trazer para os qualificados leitores a hipótese de que Osama Bin Landen esteja por trás da “revolta” árabe – algum leitor acredita que Bin Landen esteja vivo? Mande meu abraço aos seus companheiros maçônicos. Shalom,

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