Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

FEITOS & DESFEITAS > LEITURAS DA VEJA

A incompatibilidade entre ciência e fé

Por Paulo Bento Bandarra em 13/02/2007 na edição 420

Podemos contar com a mídia para nos guiar nos problemas do aquecimento global? É uma pretensão que o OI propõe que a mesma faça. Mas sabemos que a mídia não é confiável neste aspecto científico. Não é algo do que consegue compreender o significado! Isso fica manifesto pela leitura da revista Veja, edição 1.994 (7/2/2007), no artigo ‘Especial – Como a fé desempatou o jogo’, por Okky de Souza. Num artigo pseudocientífico, sem consistência documental ou fática, o jornalista faz uma salada de frutas com conceitos improváveis para tentar provar que foi a religião que determinou a vitória de um hominídeo. Isto numa revista de enorme tiragem. Imagine-se o que acontece nas nanicas!

Primeiro engano do artigo é a tentativa de argumentar que, em algum momento, a ciência tenha sido proposta para ser colocada no lugar da religião. Falta a essa tentativa o principal: que se trata de um objetivo incompatível com certezas, dogmas e fé! A ciência não poderá jamais satisfazer os anseios de quem precisa ir a um templo, ouvir a mesma história, querer verdades definitivas, doar seus recursos financeiros para conquistar a felicidade, comunicar-se com os mortos ou proporcionar a vida após a morte. Não é seu objetivo ou sua função conduzir a humanidade. Ela se propõe a esclarecer os fenômenos naturais do mundo sensível e testar alegações de coisas e fatos para comprovar sua veracidade e sua existência. Ela liberta o homem da escuridão e da ignorância. Não entra no mérito moral e não promete a vida eterna. Uma verdade científica deve ser igual no Oriente e no Ocidente, no Ártico e na Antártida, na Terra ou em Marte.

As variações da gravidade e da temperatura de fervura da água não dependem de uma autoridade, de uma revelação e não se sujeitam à vontade do homem. As causas das doenças de um católico, judeu ou budista são as mesmas, as mesmas causas naturais de que os animais padecem, apesar de que cada um desses crentes acreditar que assim não seja. E, na verdade, na própria história da humanidade, atribuíram-se causas fictícias e contrárias. Religiões, existem milhares, fora as divergências litúrgicas de cada uma, mas a verdade científica deve ser uma e não dependente da vontade de cada crente. Não existem duas populações, sem contatos culturalmente, que tenham desenvolvido religiões de verdades semelhantes!

História do homem é recente

Além da fé religiosa, podemos lembrar que existem coisas anticientíficas, às vezes originadas delas, como astrologia, bruxaria, colocar garrafas Pet em cima de relógio de luz, crença em mau olhado, ETs, abduções, vidraças deformadas, manchas de mofo em pães, sorte e azar, que persistem no homem comum. Independente da aceitação de verdades pelas religiões ou da importância para a adaptação da espécie na natureza. Viajando no interior, passa-se por inúmeras comunidades que não contam com escolas e postos de saúde, mas estão cheias de templos arrecadando recursos para benefícios duvidosos para a população!

Baseado em dados inconsistente, Okky defende que a religião foi o fator que determinou a sobrevivência do homem de Cro-Magnon! Eles organizavam-se em famílias, puniam o incesto, enterravam seus mortos, enfeitavam os túmulos, pintavam as paredes das cavernas por deleite estético e espiritual!… Simpático raciocínio, mas falso. Lembremos que o homem foi infanticida, canibal, aniquilava ritualisticamente seus prisioneiros, ou cidadãos escolhidos para isto, sacrificava vidas para obter cultivos, imolava em holocausto animais para divindades, jogava pessoas nos vulcões para aplacar sua ira, comia o coração das vítimas, tudo sem o menor sucesso ou relação para com o que se propunha.

Não podemos deixar de lado as incinerações em fogueiras dos hereges, guerras religiosas, torturas, noites de São Bartolomeu, cruzadas e mortandades sem fim, em nome da conversão pela espada (o que caracteriza as grandes religiões atuais, não pela verdade, mas pela intolerância que usaram), e as guerras sectárias modernas. O homem de Cro-Magnon, o único outro hominídeo além do Neanderthal, veio da África e não enfrentou a glaciação como os estes. As megaferas, seus contemporâneos, desapareceram também após a última glaciação, mostrando que algo na época ocorreu a mais do que crenças poderiam determinar. Dinossauros viveram na terra milhões de anos a mais sem precisar de crenças, e os crocodilos, insetos, aracnídeos, tartarugas e o celacanto sobreviveram a mais de uma grande extinção. Chimpanzés igualmente eliminam grupos mais fracos, mesmo sem possuir crenças.

O homem ainda é muito recente na história das espécies e seu sucesso em sobreviver ainda resta a ser provado. Uma bactéria é capaz de consumir o seu substrato até morrer, e um vírus, como o ebola, pode se multiplicar até acabar com sua vítima, perecendo junto. Não são provas de sucesso, mas de comportamentos no curto espaço de vida que leva à extinção mais acelerada. Não se pode até hoje descartar que a sucessão na Europa ao neanderthais tenha sido pela eliminação artificial dos mesmos. Assim como não se pode afirmar que não possuíssem crenças primitivas.

O exercício da intolerância

As crenças dos Cro-Mangons não possuem semelhanças com as atuais, pois eles deviam ser animistas, e não adeptos de revelações. Também não sabemos o quanto elas influíram no comportamento moral dos mesmos. Além, é claro, de que, como ocorre hoje, a religião separa os homens, antes de uni-los! Mas, certamente, o fator que levou os homens a sobrepujar as forças da natureza em busca de abrigos e alimentos foi a tecnologia, e não as crenças. É improvável que os sobreviventes do tsunami tenham sido poupados conforme suas crenças. As crenças não estimulam em nada o conhecimento real. Consideram um pecado tentar conhecer, saber os segredos do demiurgo!

É nisto que podemos perceber que a ciência ameaça a religião e as crenças, que são irracionais em bases falsas. Por isto, a religião sempre se opõe ao conhecimento, pois este sempre resulta em evidenciar a falsidade das alegações, independentemente de ter intenção disto. Assim como historicamente os detentores das verdades religiosas sempre mistificaram e falsificaram milagres para se aproveitar da credulidade, como as pitonisas ou oráculos. Desde a antiguidade que templo sempre foi dinheiro e fonte de poder terreno. Reis se submetiam para manter a ameaça dupla sobre os dominados. Sempre foi fonte de abundância na Terra para aqueles que viveram prometendo recompensas futuras para os crentes.

Um dos erros do texto é afirmar que o conceito de Deus surge em todas as sociedades humanas. O que não é verdade. O monoteísmo aparece com o povo escolhido por Deus para impor sua fé a ferro, fogo e genocídios. E, nas outras civilizações e povos, as idéias de deuses ou criadores não possuem relação com as crenças derivadas do judaísmo. Mas apresentam quase todas o exercício da intolerância em relação aos outros seres humanos que não comunguem com a mesma crença, mesmo que seja uma pequena divergência! Esta miscelânea de seres incríveis que habitam e habitaram o imaginário da humanidade mostra que a fé não é uma boa conselheira.

Seres extraordinários, bons ou maus, sempre tiveram lugar nas crenças, sem no entanto poder fornecer nem mesmo um grão de milho por isto! Sem a tecnologia da caça, não teriam abatido um mamute (desaparecido depois da última glaciação); sem tecnologia de roupas e moradias, não teriam resistido à glaciação, independente da fé e força espiritual que tivessem; sem a agricultura, não seria possível estabelecer-se e reunir grandes populações.

As questões científicas atuais

O que nos lembra outro erro do texto, ao atribuir a Darwin o embate entre crença e religião. Isso sempre ocorreu, e muito mais cedo, com Galileu. As perseguições religiosas aos que ousaram buscar o conhecimento dos fenômenos ocorreu ao longo de toda a história das religiões modernas, desde o judaísmo. Ao contrário de Galileu, Darwin apareceu depois da Revolução francesa!

Ciência e religião possuem campos completamente distintos. Por isso, é impossível imaginar alguma coisa absurda como ‘conciliação’! Não existe fé na ciência, a não ser naquilo que não se pode testar no momento de uma pesquisa. Mas, certamente, as bases em que a mesma está acreditada podem ser questionadas a qualquer momento, e muitas vezes o são, na história da ciência, passando-se a um novo entendimento.

É o que ocorreu com a visão de Newton da física. Nunca ela prometeu a palavra definitiva e nem a promessa de felicidade e vida após a morte para quem dela se utilizasse. No momento em que os fenômenos começam a não ser mais explicados, novas teorias são elaboradas e novas evidências são buscadas para comprovar sua plausibilidade. Nada comparável com o que a religião possa fazer ou busque. Cada lar pode ter uma religião, seita ou crença, mas em ciência só uma explicação pode ser a certa. Ou não se conhece a realidade. E não se sabendo, não se atinge o objetivo do conhecimento. Mas, em termos de fé, mesmo a crença mais absurda ou contrária à dos outros, ou a mais estapafúrdia, atinge o objetivo daquele que tem fé. Que é apenas crer.

Explodir-se e explodir um ônibus escolar cheio de crianças é um absurdo para quem não acredita, mas o homem-bomba acredita que está indo para o paraíso mesmo fazendo uma atrocidade deste tamanho! E disto se aproveitam grupos políticos usando esses tolos para atingir seus objetivos.

Não se justifica que jornalistas, em pleno século 21, ainda não saibam diferenciar uma coisa da outra e vivam a promover contatos que jamais poderão existir. Mas se isto ocorre em uma situação clara como esta, como poderá o jornalista trazer luz para as questões científicas atuais do aquecimento global, da preservação de estoques de alimentos, de manejo de florestas, dos cuidados da vida das plataformas continentais que não compreende?

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Médico, Porto Alegre, RS

Todos os comentários

  1. Comentou em 06/10/2010 Francisco Bicudo

    Caros, boa tarde!

    Solicito por gentileza autorização para reproduzir, no site do Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO-SP) e com os devidos créditos, o artigo ‘Quando Tiririca é legião’, publicado na edição de ontem do OI.
    Fico por favor no aguardo de breve retorno.
    Muito agradecido e abraços,
    Francisco Bicudo
    (11) 9184-0396

  2. Comentou em 11/02/2009 DANIELA NANNI

    O Instituto Sangari – É uma organização sem fins lucrativos, fundada pela Sangari Brasil, em 2003, com a missão de disseminar o conhecimento e a cultura científica. Em apenas seis anos de existência, as ações do Instituto já envolveram mais de 800 mil pessoas – em sua maioria, crianças e jovens – que tiveram seu interesse e curiosidade despertados para diversos temas relacionados às ciências.

    Serviço – A mostra sobre Darwin promovida pelo Instituto Sangari continuará a circular por várias cidades brasileiras em 2009. O lançamento do livro acontece no próximo dia 12/02/2009, na Livraria da Travessa, no Leblon Shopping, no Rio de Janeiro; e no dia 17/02/2009 na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, em São Paulo.

  3. Comentou em 23/02/2007 Rogério Ferraz Alencar

    Cláudio Fonseca parece não ter entendido nada do que eu disse, pois achou que eu não acreditava na teoria de que germes causam doença. Eu nunca disse isso. Meus embates com Paulo Bandarra focaram-se nas teorias religiosas e científica sobre o surgimento da vida e do universo, e eu disse que, como ninguém pode provar nada sobre uma ou outra, tanto faz acreditar numa ou noutra. Se o criacionismo é incrível, o Big Bang e o evolucionismo são mais incríveis ainda. Doenças existem e devem ser tratadas com remédios e terapias, mas nenhum remédio e nenhuma terapia evitarão a morte de alguém. Já nascemos condenados a morrer, inclusive Paulo Bandarra. Ana Teles: na época em que estudei biologia, o que se dizia era que o homem descendia do macaco. Você diz que não é isso, mas que o homem e o macaco têm um ancestral comum, o que para mim só piora as coisas. Por que um ancestral
    iria colocar uns descendentes para seres homens e mulheres e outros para serem macacos e macacas?

  4. Comentou em 20/02/2007 Paulo Bandarra

    Pois é, cara Pedagoga Joana Paula A. S. N. Sousa , Rio de Janeiro-RJ – seja louca, mas não seja tola em deixar de usar a camisinha, a vacina, a transfusão de sangue! Talvez, traduzindo mais popular, poderia dizer “seja louco mas não seja burro!” Infelizmente não entendeu a diferença das coisas e ainda está perdida em falsos sábios. Um dia saberá porque devemos tomar medidas reais contra o aquecimento global, por exemplo, e não ficar rezando pela intervenção divina. Daí saberá que a vida não é um jogo em que se pode escolhes as regras, torcer por A ou B, escolher no que acreditar para que funcione, e que torcer por time de futebol ou por qualquer religião está no âmbito do pensamento mágico e das paixões! Torcer para o time A ou B não faz diferença, mas tomar cicuta ou um antibiótico para pneumonia será fatal! Ciência não é uma instituição. Não possui devotos e nem torcedores. Não se dobra a idolatria humana! Não aceita orações e nem suborno! Quanto ao ataque ad homini, considero que seja devido a falta de conhecimento para argumentar melhor em defesa da fé! Outro fórum?????

  5. Comentou em 20/02/2007 Paulo Bandarra

    Pois é, cara Pedagoga Joana Paula A. S. N. Sousa , Rio de Janeiro-RJ – seja louca, mas não seja tola em deixar de usar a camisinha, a vacina, a transfusão de sangue! Talvez, traduzindo mais popular, poderia dizer “seja louco mas não seja burro!” Infelizmente não entendeu a diferença das coisas e ainda está perdida em falsos sábios. Um dia saberá porque devemos tomar medidas reais contra o aquecimento global, por exemplo, e não ficar rezando pela intervenção divina. Daí saberá que a vida não é um jogo em que se pode escolhes as regras, torcer por A ou B, escolher no que acreditar para que funcione, e que torcer por time de futebol ou por qualquer religião está no âmbito do pensamento mágico e das paixões! Torcer para o time A ou B não faz diferença, mas tomar cicuta ou um antibiótico para pneumonia será fatal! Ciência não é uma instituição. Não possui devotos e nem torcedores. Não se dobra a idolatria humana! Não aceita orações e nem suborno! Quanto ao ataque ad homini, considero que seja devido a falta de conhecimento para argumentar melhor em defesa da fé! Outro fórum?????

  6. Comentou em 20/02/2007 Joana Paula A. S. N. Sousa

    Caro Paulo Bandarra, você leu o que escreveu?? Acho que não, pois perceberia que, devido a erro de pontuação ou inversão das palavras tolo e louco na resposta do sábio, seu raciocínio foi contraditório. Na frase do tolo, creio que seu intuito tenha sido de o tolo não recomendar o uso de camisinha. No entanto, a vírgula colocada após o segundo não, fez com que o tolo recomendasse justamente o contrário: o uso da camisinha. Então, a resposta lógica do sábio seria: ‘Realmente, seja TOLO, mas não seja louco! Caro Paulo, ao ler suas comentários, tenho mais convicção ainda de que nossa Educação precisa mudar de rumo urgente, pois tem formado pessoas que se gabam por ter um diploma (medicina), são chamados de ‘doutores’ (doutor é quem faz doutorado), decoraram quase tudo do que lhes foram passado na escola (só para passar no vestibular), mas são totalmente alienados ao que acontece a sua volta. Esses sim são verdadeiros ignorantes. Ah! estou esperando seu comentário lá no outro fórum. Mas, se for para comentar asneiras, poupe a mim e os outros leitores!!!

  7. Comentou em 18/02/2007 Rogério Ferraz Alencar

    Você não pode afirmar que a história do homem é recente. Você não sabe disso. Ninguém sabe. Você não pode dizer que, ao sintonizar a TV em um canal inativo, ouviremos o ruído do Big Bang, pois você não tem como provar o que diz. Tudo isso é fruto de sua crença, de sua fé, na ciência e nos cientistas que lhe disseram isso. A vida veio das bactérias? E as bactérias, vieram de onde? Ou melhor: de onde veio a vida das bactérias? Você diz que ‘a Zebra descende do cavalo e este ainda existe, o macaco do lemur, e ele ainda existe! As aves descendem dos dinossauros, e estes não existem mais! O celacanto sobreviveu a várias grandes extinções e ainda existe junto com os animais de quatro patas que emigraram para a Terra!’ Como você vai me fazer acreditar nisso? Como você vai provar que sua fé é correta? Quanto à descendência do homem: quer dizer que um certo tipo de macaco decidiu transformar-se em homens? E um certo tipo de macaca decidiu transformar-se em mulheres? E os outros macacos e macacas decidiram permanecer como macacos e macacas, mesmo? Se conforme, caro Bandarra: em matéria de surgimento da vida e do mundo, você está tão na escuridão quanto o mais analfabeto dos homens. Eu, até por pragmatismo, vou continuar com Deus. Mas uma coisa me conforta, nesse longo bate-papo: ver que você já não acredita cegamente na Veja…

  8. Comentou em 17/02/2007 Ivan Moraes

    Nao segui a conversa, tou atrazado, mas a ‘luta’ entre criacionismo appropriado por religiosos versus evolucionismo appropriado por cientifistas ja esta nas ultimas e derraderias horas de enchimento de linguica no mundo. Ambos estao mais ou menos corretos e cem por cento errados. A prova eh simples. Filosoficamente, nao existe acidente, tudo eh pre-planejado, toda a fisolofia se empenha em saber aonde esse pre-planejamento esta escrito. O do DNA eh facil mostrar e qualquer menino de 12 anos o entende: na tabela periodica dos elementos. Se voce pesquizar, vai achar um mundo de maneiras de se organizar os elementos de maneira facilmente inteligivel. A que ressalto eh a Stowe Table: >http://www.upei.ca/~physics/p221/pro00/periodicTble/page4.html< A Stowe eh a do meio, a daquelas chapinhas irritantes em cima da outra. Ainda esta incorreta, porque nao esta suposta s ser vista como um monte de chapinhas, mas sim uma espiral dupla. Essa eh a fonte universal do DNA: qualquer um a entende. Toneladas de provas estao espalhadas em, literalmente, dezenas de campos cientificos, mas o OI nao eh o espaco pra essa falacao. Agora que isso esta explicado, por favor, eu fico aqui colocando um sininho no pescoco do gato e alguem va la dizer pra Opus Dei que a fonte universal da vida eh propriedade intelectual, cientifica, e religiosa MINHA, portanto pertence ao espiritismo. Por favor.

  9. Comentou em 16/02/2007 Paulo Bandarra

    Caro Bancário Célio Mendes , de Vitória-ES -, apesar de me esforçar, parece que não fui suficientemente claro. Em nenhum momento defendi a infalibilidade da ciência, antes pelo contrário. Ela justamente por não pretender possuir a última resposta, viver num constante evoluir, não fornece para quem deseja a mesma como devoto à paz ilusória! Um fundamentalista judeu não corta a barba até hoje para não contraria o seu Deus após cinco mil anos. Não existe nenhuma razão razoável para isto. Apenas parou mentalmente no tempo porque alguém escreveu uma lorota e ele segue como um robô até hoje sem precisar pensar! Não é uma função da ciência e nunca será isto! Há 200 anos a doença era um mistério, conhecemos o mecanismo de várias dela. Há cem anos o homem estava preso na terra, hoje sabemos como chegar a Marte e que a mesma não possui vida evoluída minimamente! As falsificações na ciência, são descartadas se não provadas, em religião falsificações são defendidas com unhas e dentes pois desmascaram revelações. É só ver a enormidade de bobagens escritas na bíblia para ver que não é uma obra séria mas de criação fantasiosa! Leia a bíblia e conhecerá os primeiros genocídios da humanidade, o holocausto de vários povos cometido com orgulho pelo povo de Deus que até o colocam em seu livro de história para contar vantagem que nem mesmo os animais destes povos eliminados eram deixados vivos!

  10. Comentou em 15/02/2007 Paulo Bandarra

    Criacionismo nunca foi uma tese científica, mas uma explicação do judaísmo e do catolicismo! Não existe correspondências em outras culturas independentes. Não foi criado em bases científicas ou de evidências. Hoje em dia é uma tentativa de salvar os textos sagrados da completa desmoralização e não uma opção para juntar as evidências tiradas da paleontologia, geologia, biologia, anatomia comparada, genética, etc. Não é mais possível defender a terra de 4 mil anos! Criacionismo não é uma opção para explicar a evolução, mas se ignoram dados para defender o mesmo! O que importa? Bem, não se obterá respostas conseqüentes. Se lançássemos um foguete pensando atingir Marte considerando a terra parada e o centro do Universo não teríamos conseguido isto! Se pensarmos que a doença é a transgressão das leis de Deus, não descobrimos que a pneumonia é produzida por uma bactéria e que nenhuma reza é capaz de curá-la. Reza não deteve as epidemias de varíola, mas a vacina erradicou a mesma! Existem 53 000 religiões e seitas. Qual é a verdadeira que levará para o paraíso.Mas nem mesmo paraíso existe concoerdância!

  11. Comentou em 14/02/2007 Rogério Ferraz Alencar

    Paulo Bento Bandarra: pelo menos você tem fé em que revistas de enorme tiragem são mais sérias do que as revistas nanicas. Também não vou resistir a uma ironia: no seu nome tem Bento…Mas o que eu queria dizer mesmo é o seguinte: nós existimos e ninguém pode garantir o que determinou nossa existência ou nossa vitória. Nem a ciência nem a religião. A religião nos oferece o criacionismo; a ciência, o evolucionismo. Como ninguém pode provar nada, acho que tanto faz acreditar num ou noutro.

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