Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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A palavra e a citação no New York Times

Por Rodrigo Panchiniak Fernandes em 19/04/2011 na edição 638

O New York Times, ou seja, a Veja ianque, publicou ‘Brasileiro Critica Políticas Econômicas das Nações Ricas’ na última quinta-feira (16/4). O artigo de Appelbaum expõe a competição entre o brasileiro Mantega – querem exportar a crise – e o não-brasileiro Gheitner – as maiores economias, avançadas e emergentes, precisam permitir o ajuste do câmbio às forças de mercado.


Aparentemente para apoiar qualquer que seja a tese de Gheitner, o autor da Veja ianque também inclui citações dos não-brasileiros cingapurense e belga: o aumento das taxas de juros no mundo emergente poderia acarretar o aumento das taxas de juros no mundo em desenvolvimento – Tharman Shanmugaratnam e – bancos centrais deveriam estar vigilantes [à possibilidade de os países pobres exportarem a inflação pelos mesmos canais que os ricos abaixaram a deles] – Didier Reynders.


Este autor florianopolitano examinaria a escolha das palavras no título de Appelbaum. Não mais. Transcritas dessa forma, as citações do New York Times esvaziam a necessidade de examinar a escolha da palavra. Ou seja, transcritas dessa forma, as citações do New York Times esvaziam toda a necessidade de examinar a escolha da palavra.

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Filósofo e linguista, Florianópolis, SC

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