Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1008
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FEITOS & DESFEITAS >

A realidade desmente as previsões

Por Luciano Martins Costa em 06/10/2008 na edição 505

Os resultados das eleições municipais na maioria das capitais parecem ter surpreendido a imprensa. Os jornais apostaram demais nas pesquisas de última hora, publicadas no sábado (4/10), e acabaram apostando em previsões que não se confirmaram.


O resultado mais surpreendente aconteceu em São Paulo, onde o atual prefeito, Gilberto Kassab, que aparecia em segundo lugar nas previsões, teve mais votos que Marta Suplicy, apontada como vencedora pelos institutos de pesquisa.


As edições de segunda-feira (6) tentam oferecer explicações, mas é como conversa de técnico de futebol depois de terminado o jogo: não muda o placar.


A Folha de S.Paulo explica, em apenas uma coluna, que a pesquisa do Datafolha na véspera da eleição apontava tendências, que acabam evoluindo e podem alterar o retrato feito na coleta de opiniões. Já o Estado de S.Paulo, que fez parceria com o Ibope, também justifica os números das pesquisas da véspera como retrato fixo de uma tendência em evolução, mas lembra que o instituto também errou na boca-de-urna, ao apontar que a candidata Marta Suplicy teria mais votos que Kassab.


O Estadão revela um segredo dos estatísticos: a própria margem de erro tem uma margem de erro, o que pode tornar inválida qualquer previsão.


Surpresas nas urnas


Outra explicação apresentada pelo Ibope seria que a pesquisa trabalha com uma amostra menor de eleitores, o que pode potencializar a possibilidade de erro.


A terceira explicação, segundo o jornal, é, pura e simplesmente, um erro, mas isso o Ibope não admite nem reconhece.


O Globo fez diferente no Rio: preferiu mostrar a campanha nas ruas e o crescimento da onda em favor do candidato do Partido Verde, Fernando Gabeira, relativizando as previsões dos institutos de pesquisa.


Acabou ficando mais próximo da realidade das urnas.


No dia seguinte à votação, os jornais também começam a fazer previsões para a eleição presidencial de 2010. Os números apontam o crescimento do PT e do PMDB nos maiores municípios, o que a imprensa já relaciona com as candidaturas anunciadas para a sucessão do presidente Lula.


Mas, como se viu no domingo em algumas das capitais, as urnas podem trazer surpresas até para os especialistas em futurologia.


Coisas da democracia.

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