Sábado, 23 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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FEITOS & DESFEITAS > RADIODIFUSÃO

A responsabilidade do ouvinte de rádio

Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 06/05/2008 na edição 484

O ouvinte de rádio tem um papel importantíssimo para este meio de comunicação, pois suas opiniões, suas sugestões e o simples fato de ouvir fazem parte de um processo de interação que o rádio necessita para crescer, se desenvolver e se afirmar de forma participante e ativa na sociedade. O mundo moderno tem se caracterizado pela importância do desenvolvimento das comunicações e por uma maior aproximação entre as pessoas através do desenvolvimento ativo do processo de interação que o rádio pode promover através de suas programações.

A responsabilidade do ouvinte perante os programas de rádio é muito grande, pois é preciso exercer a prática do ouvido crítico filtrando as informações verdadeiras e compreendendo o que há por trás do processo comunicativo gerado pelo rádio. Os que ouvem rádio devem exercer a cidadania ativa e questionar toda e qualquer forma de comunicação que não seja adequada aos ideais verdadeiros da sociedade e que não faça parte do processo de desenvolvimento de uma comunicação responsável e verdadeira.

A organização dos ouvintes em busca de uma comunicação que tenha características explícitas de linguagem verdadeira e cidadão é de grande importância para o crescimento das comunicações e para a melhoria do rádio e dos programas. Somente organizados, os ouvintes podem contribuir para o desenvolvimento de um mundo em que a valorização das pessoas seja uma prática e uma bandeira firme e ativa no processo comunicativo. É preciso que os ouvintes acreditem no seu valor e tenham sempre uma participação que busque o crescimento e o desenvolvimento da sociedade e valorização dos indivíduos.

Ouvir, questionar e discutir

O ouvinte de rádio não é um mero receptor de informações. Seu papel vai mais além e tem importância vital para o desenvolvimento de uma comunicação que se paute pelo processo de cidadania e que seja democrática em todos os sentidos. É preciso que os ouvintes compreendam seu papel no processo comunicativo, que não se limita a uma simples participação ou recepção passiva de informações. É hora de partir para uma luta ativa que envolva o conhecimento e desenvolva a cidadania ativa exigindo das emissoras espaços para debates, conhecimento, promoção de construção de valores cidadãos e desenvolvimento de mensagens que envolvam processos plenos de ações que busquem a altivez do conhecimento a serviço de uma sociedade mais justa.

O papel do ouvinte de rádio deve ser debatido e discutido por todas as instâncias da sociedade permitindo desenvolver ações que façam com que o processo comunicativo traga contribuições para a construção de um mundo em que a justiça, a liberdade, o respeito e a cidadania ativa sejam bandeiras de luta e instrumentos de construção de uma sociedade melhor para todos indistintamente.

A união dos ouvintes em prol de um rádio-cidadão é uma meta que deve ser perseguida por todos os setores da sociedade civil organizada, pois a comunicação não pode negligenciar a interatividade e o desenvolvimento de espaços que promovam a oportunidade da sociedade se fazer presente nos acontecimentos do mundo em que as opiniões possam ser ouvidas, questionadas e discutidas, numa procura incessante pela formação do conhecimento e pelo engrandecimento cultural de todos.

Justiça e solidariedade

A missão do ouvinte é importante e merece que todos tenham na união um processo de construção que busque um rádio que seja sempre pautado pela cidadania, pela ética e pelo crescimento das pessoas em termos de cultura e conhecimento. O ouvinte deixa desse modo de ser um mero receptor para ser um agente participativo e gerador de questionamentos a processo comunicativo e ao próprio desenvolvimento da sociedade.

É importante que os que fazem o rádio compreendam a nova missão do ouvinte, busquem de forma concreta sua valorização e lutem para que o mesmo possa ser educado para participar das programações de modo a que suas mensagens sejam edificantes, construtoras do saber e promotoras de relações que façam com que a união seja uma meta que faça dos ouvintes um grupo que se ajuda e se educa mutuamente. O rádio pode e deve ser um elemento de união daqueles que buscam um mundo onde a justiça e a solidariedade sejam metas atingíveis e, sobretudo, reais.

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Presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará

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