Domingo, 22 de Julho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº996
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FEITOS & DESFEITAS > LEITURAS DE VEJA

A direita emburreceu de vez?

Por Paulo Ghiraldelli Jr. em 15/07/2008 na edição 494

‘Não é preciso ser burro para ser de esquerda.’ Esta frase de Fernando Henrique Cardoso, na condição de presidente da República, é uma das mais corretas e bem elaboradas que ele já cunhou para o mundo jornalístico. Começo a acreditar que a frase simétrica, contemplando a direita, não vale. Estou dizendo, então, que para ser de direita é necessário ser burro? Pode não ser assim no exterior, mas, no Brasil, a condição política conservadora está indo de mal a pior.

A situação da revista Veja tem estampado isso. Os articulistas que a revista apresenta estão cada vez menos preparados. O caso de Gustavo Ioschpe salta aos olhos. O que ele escreve deixa qualquer pessoa relativamente bem informada totalmente estarrecida. Pego aqui o rabisco dele chamado ‘Errar é humanas’ (Veja, 30/06/08).

Eu vou citar as pérolas gustavianas e sigo depois com breves comentários. Segurem-se na cadeira.

‘Eu só descobri que não entendia nada de matemática quando conversava com um colega russo, no mestrado, sobre o assunto. Aquilo que para mim exigia um grande esforço mental, de montagem de equações e de tentativa de operações algébricas, para ele era visivelmente algo automático, instintivo, como a construção de uma frase em sua língua natal. (…)’

O afastamento do empírico

Sim! Ele é economista, uma área em que sem a matemática é impossível sobreviver. Mas ele diz que não sabe matemática! Agora dá para entender por que produziu aquela estatística, já denunciada por mim e outros, querendo mostrar que a ampliação de salários de professores não melhora a educação. Pronto, é isso: ele errou na estatística, é claro. Não sabe matemática.

E ele continua:

‘O problema é fundamentalmente filosófico, epistemológico: a maioria das pessoas entende a matemática como uma ferramenta que precisamos dominar para resolver alguns problemas do cotidiano. Mas a matemática não é isso. A matemática é uma linguagem que descreve o mundo. Todo o mundo físico é traduzível em números, com acuidade muito maior do que a descrição feita por palavras. Além disso, a matemática é a árvore da qual brotam os frutos das ciências exatas: física, química, biologia, estatística, engenharia, medicina – nada disso seria possível sem a matemática. (…)

Sem uma comprovação empírica, qualquer pensamento é apenas uma tese.’

Mas Gustavo, veja, meu caro, as matemáticas não se desenvolveram para então gerar as ciências, elas caminharam juntas. Além disso, sua frase ‘sem uma comprovação empírica, qualquer pensamento é apenas uma tese’ é exatamente a frase que nega o poder da matemática. Ela é exatamente a disciplina que não suporta a empiria! Ela é o afastamento do empírico, par excellence.

A Caverna de Platão

Leitor, você agüenta mais um pouco? Sim? Então, tome:

‘Eu só fui descobrir isso [que disse acima] quando já estava no mestrado. De tudo que estudei na vida – e acabei estudando, na faculdade, história, ciência política, psicologia, sociologia, economia, geologia, marketing, administração, contabilidade, crítica literária, filosofia e outras que nem me lembro mais, não apenas por desejo e curiosidade próprias, mas porque o sistema americano impõe essa multidisciplinaridade – hoje vejo que a matéria mais importante é estatística. Achava a matéria um porre quando a cursei, no primeiro ano. O que é natural, aliás: aos 18 anos, o cérebro humano está demasiadamente encharcado de hormônios para que os pensamentos possam nadar. Agora vejo que a estatística é a base de tudo, é o que possibilita a distinção entre a opinião e o fato, a aparência e a realidade (as ‘formas’ platônicas). Sem estatística não pode haver ciência exata nem ciência social.’

Viram? Eu tenho criticado o que chamei de PTE, o Pensamento Tecnocrático em Educação, que é capitaneado pelo ‘grupo da Veja‘, ‘grupo do Paulo Renato’ e, enfim, o que agora também está no MEC, com Fernando Haddad imitando a secretária de Educação de São Paulo em tudo que é conservador. O PTE é isso: a apologia da estatística. Mas não a estatística inteligente, e sim, a estatística tomada como panacéia. É uma espécie de ‘ideologia do cientificismo da estatística’. Isso é ignorância.

Gustavo é tão ignorante que ele quer resolver o problema filosófico ‘aparência versus realidade’ com estatística! Os sistemas filosóficos não resolvem o problema. Eles não apareceram para fazer isso. Eles apareceram para equacionar o problema da relação entre ilusão e aparência (se é que esse problema existe).

Platão não quis renegar o mundo existente, o aparente, para impor a todos o mundo das formas; o que ele fez foi mostrar que, como homens, vivíamos em ambos: um é o mundo inteligível, o outro é o sensível. Um mundo, nós acessamos pelo intelecto, o outro, acessamos pelos sentidos. A Caverna de Platão não é um lugar, é uma condição – carregamos nas costas nossa Caverna quase como a tartaruga carrega a casca. A tartaruga carrega a casca e pode até imaginar que teria como eliminá-la. Pode imaginar que, uma vez sem a casca, viria a se apresentar como realmente é, na sua essência de tartaruga – a tartaruga real. Mas ao perder a casca, morreria, e morreria sem ser tartaruga, e sim, como uma tartaruga desfigurada.

‘Otimismo despropositado’

Quando cometo um erro de cálculo ou de percepção e sou avisado, ou descubro o erro por mim mesmo, eu o corrijo. Assim, estou no âmbito do que a ciência faz, e também o senso comum. Agora, no âmbito da ilusão metafísica (ou no âmbito do que Marx chamava de ideologia), não posso fazer algo que se chame ‘correção’. Posso mostrar que o que é visto pelos olhos do corpo não é o correto, e este, o correto, seria visto pelos olhos da razão, mas isso não elimina a visão dada pelos olhos do corpo. Nesse sentido, não há como ‘corrigir’ uma ilusão metafísica. Por isso mesmo, cada sistema filosófico elege como ilusão coisas completamente diferentes. E, para a filosofia metafísica, a ilusão faz parte da estrutura do mundo e por isso mesmo ela não pode ser eliminada, corrigida. Para Kant, a ilusão necessária era, por exemplo, Deus. Para Marx, a ilusão necessária – a ideologia – era o fetichismo da mercadoria em associação com a reificação. Essas ‘ilusões’ não são eliminadas por ‘correção’. Muito menos por estatística!

Gustavo não entendeu nada de filosofia. E pior, não entendeu nada de estatística, pois a estatística é justamente a ‘não exatidão’ da matemática. Estatística é o mundo da probabilidade e, portanto, a introdução da não exatidão no campo que se pensa rei da exatidão.

Acabou? Não, não! Ele não pára assim, não. O meninão é um poço inesgotável de frutos de quem nasceu de onze meses. Segue mais:

‘Essas idéias me vêm à mente quando vejo que filosofia e sociologia foram incluídas como matérias obrigatórias no currículo do ensino médio. Veja só: nosso sistema educacional é um fracasso tão retumbante que, na última medição em que o desempenho dos alunos foi dividido em níveis, o SAEB de 2003 apontou que 55% dos alunos da quarta série estavam em situação crítica ou muito crítica em leitura, o que quer dizer que eram praticamente analfabetos. A maioria dos alunos que faz a prova de Matemática no SAEB acha que ‘3/4’ é 3,4, e não 0,75. Não entendem nem a notação de uma fração. Achar que esses professores, com essa qualidade, conseguirão ensinar filosofia e sociologia a esses alunos é o que os ingleses chamam de wishful thinking, um otimismo despropositado.’

A ‘leitura do mundo’

Bem, vejam que ele confunde as habilitações, ele acha que todo professor é despreparado. O professor de filosofia, que não ensina matemática, seria um despreparado. O aluno vai mal de matemática e ele culpa, de antemão, os professores de filosofia e sociologia que, aliás, nem bem começaram o serviço! Veja só como ele, em vez de se guiar por estatísticas, tem como guia o preconceito.

Só mais um pouco de gustavice, por favor. Agüente a última dose.

‘No primeiro semestre da faculdade, li um texto muito bom de Paulo Freire, em que ele dizia que era preciso read the word to read the world (ler a palavra para ler o mundo). Não sei se ele o escreveu em inglês ou se a tradução foi especialmente fortuita, mas o enunciado é verdadeiro: é impossível entender a complexidade do mundo se você não sabe ler.’

O trecho acima é significativo. Mostra como nossas elites, não raro, erram na educação dos filhos. O menino Gustavinho é rico. Foi estudar nos Estados Unidos quando ainda não tinha maturidade para tal. Lá, no exterior, o professor deu para ele ler o Paulo Freire, um brasileiro. Poderia ter lido aqui mesmo, de modo correto. Mas quis ler errado, pagando caro para tal, lá nos Estados Unidos.

Por que ele, Gustavinho, está errado? Ora, o que Paulo Freire disse é o inverso do que ele escreveu (em inglês).

Paulo Freire escreveu, é claro: lemos o mundo para depois lermos a palavra. O que Paulo Freire queria com isso, baseado no historicismo de Hegel e no pragmatismo americano, era nos fazer notar que antes de qualquer aprendizado formal, escolar, temos uma concepção de mundo adquirida a partir de nossas vivências. Isso é o que já estava em John Dewey: antes de tudo, vem a experiência (que não deve ser tomada como experimento), que então é continuamente re-significada (Rorty diz: redescrita). Então, o aprendizado escolar se dá sobre o que já aprendemos na nossa ‘leitura do mundo’. Daí a idéia freireana de insistir na prática educativa que leva a sério o que já sabemos antes de aprendermos a leitura e a escrita.

A ladainha de sempre

Ora, a conclusão que Gustavo tira do Paulo Freire, que ele copiou errado, é que precisamos aprender a ler e a escrever. Mas isso é o óbvio, ninguém pensaria o contrário. E quem iria citar um filósofo da educação, como Paulo Freire (ou qualquer outro), para dizer o que é uma evidência e um consenso do senso comum? Só um tolo.

No final do artigo ‘Errar e humanas’, Gustavo então desanda a falar mal do marxismo que estaria impregnado em professores de filosofia, e se volta contra o ensino de filosofia e sociologia na escola média. A ladainha de sempre. Mas a essa altura já perdeu toda a moral. Então, alguém que é sadio pára a leitura, não há como continuar a ler seu texto. É isso! A direita está cada vez pior.

******

Filósofo, São Paulo, SP

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/02/2010 Daniel Viana

    Boa tarde
    Vocês sabem onde posso conseguir os vídeos do Forum Golbal 92 ECO 92.Preciso de apenas 1 palestra.
    Obrigado

  2. Comentou em 22/07/2008 David Capistrano

    O Sr. Filipe Fonseca é realmente um excelente filósofo. Por sorte, mesmo sendo ele tão brilhente, vivemos numa democracia e podemos discordar: os argumento 1, 5 e 7 até passam; o 2 é uma interpretação dada como verdade absoluta. Muitos consideram a Filosofia como mãe de todas as outras ciências, e não a matemática; por conseguinte, a matemática derivaria da filosofia, o que nem vem ao caso, é só para ilustrar… Além disso, a medicina é, por razões óbvias, muito mais velha do que a matemática, e embora eu discorde da avaliação de Ioschpe de que essa é um ciência exata, ela está lá… Dizer que o tronco continua crescendo é que é uma má-interpretação da metáfora, já que ela tenta explicitar, de forma cabal, quem deu origem a quem… O 3 ponto é risível: A matemática tem aplicação concreta em diversos campos. Não em todos. Logo, um erro estatístico não provoca tragédias reais, já que ninguém irá se basear numa pesquisa sobre as probabilidades de um prédio cair, e sim nos cálculos que impeçam isso. O ponto 4 é tb sofrível: Não há consenso histórico sobre os escritos de Sócrates. Muitos historiadores e filósofos atribuem a Platão os escritos de Sócrates. Além do mais, o argumento, presente (no mínimo, TAMBÉM) na obra de Platão, é correto. Por fim, o ponto 6: Dizer que professores em geral tem as mesmas dificuldades é fácil, quero ver provar. Os dados do SARESP mostram o contrário.

  3. Comentou em 20/07/2008 Edgar da Silva

    Só nos países sem partido dos trabalhadores que ‘esquerda e direita’ não existem. Isso se dá pelo fato de mascararem um interesse pelo povo que não existe, além da preocupação da produção e lucro nas empresas. Quem entende a luta de classes sabe disso. Quem não entende, ou finge não existir, por motivos ideológicos, crê em bobeiras que argumentem o contrário. Nos EUA, tanto democratas quanto republicanos têm que mostrar e prometer, em seus projetos de governo, nas entrelinhas, que as metas e ideais das empresas norte-americanas serão colocadas em primeiro lugar, assim como o a manutenção do controle mundial. Os cérebros tupiniquins ainda vagam na esfera do neoliberalismo verde-amarelo pensando serem de esquerda. Quanta bobagem. Os crimes que o PSDB cometeu, em nome da sua manutenção no poder foram varridos da memória pela mídia, inclusive aqui no OI. Enquanto a direita emburrece, o ramo do pastoreiro continua vivo….

  4. Comentou em 20/07/2008 Edgar da Silva

    Só nos países sem partido dos trabalhadores que ‘esquerda e direita’ não existem. Isso se dá pelo fato de mascararem um interesse pelo povo que não existe, além da preocupação da produção e lucro nas empresas. Quem entende a luta de classes sabe disso. Quem não entende, ou finge não existir, por motivos ideológicos, crê em bobeiras que argumentem o contrário. Nos EUA, tanto democratas quanto republicanos têm que mostrar e prometer, em seus projetos de governo, nas entrelinhas, que as metas e ideais das empresas norte-americanas serão colocadas em primeiro lugar, assim como o a manutenção do controle mundial. Os cérebros tupiniquins ainda vagam na esfera do neoliberalismo verde-amarelo pensando serem de esquerda. Quanta bobagem. Os crimes que o PSDB cometeu, em nome da sua manutenção no poder foram varridos da memória pela mídia, inclusive aqui no OI. Enquanto a direita emburrece, o ramo do pastoreiro continua vivo….

  5. Comentou em 20/07/2008 Fábio Duarte

    A direita em geral, incluindo o PSDB, que tem a social democracia só no nome, são mantenedores de um pensamento conservador que os eleitores identificaram como inadequado. Não foi FHC quem instituiu a reeleição? Não foi ele quem comprou o voto dos deputados para que fosse aprovada a reeleição? E as CPIs que ele conseguiu abafar? Não existe outra alternativa: ou vota na esquerda para evitar o retrocesso e dar seqüência ao que vem sendo feito na área social e de política internacional, ou vota no Serra e assume de vez que está pouco se lixando para o Brasil. Viva a direita conservadora do PSDB, travestido de social democrata.

  6. Comentou em 20/07/2008 Paulo Pontes

    Aos inteligentes comentaristas: qual a opinião de vocês sobre as duas derrotas dos tucanos nas últimas eleições presidenciais? Por acaso foi a extrema felicidade queo povo brasileiro sentia e para evitar overdose fatal resolveram votar em Lula por duas vezes consecutivas apenas para sentirem o que é masoquismo? Agora vocês surgem aqui, como pau-mandados da direita, querendo desvencilhar as práticas que o reinado FHC realizou em nome do monetarismo, como se a palavra esquerda fosse identificada no PSDB. A prepotência e a arrogância de seus escritos são a verdadeira face do P$DB, que se auto-intitula uma corrente socialista, e essa tentativa é muito comovente, digamos. O capital no centro, Os mais radicais contra o estado de coisas à esquerda, e o oposto para a direita. Bem, os eleitores vislumbraram todo o poder da ‘esquerda’ psdbista durante os anos de 1992 (ministérios no governo de Itamar), até o último ano de desgoverno de FHC, se é assim que desejam maquiar a realidade do distanciamento entre discurso e prática tucanas. Sofistas e verborrágicos ideológicos, vocês são como Gustavo Ioschpe, apenas. Ghiraldelli, os comentaristas não fazem idéia do que significa essa crítica de FHC à esquerda, não é mesmo? Portanto deixe-me ficar rindo, neste domingo, da posição política dos comentaristas à sombra do P$DB. Ha ha ha ha ha . Ignorantes.

  7. Comentou em 19/07/2008 Felipe Faria

    Paulo Pontes sonha em ser administrador desse Jardim Zoológico socialista, onde as girafas, os leões, os tigres tem que agradecer a ração diária.

  8. Comentou em 19/07/2008 Paulo Pontes

    Thiago, esqueci que você acredita em Papai Noel, por isso classifica o discurso e prática política do PSDB como de centro-esquerda. Deves ter lido os manuais e regimentos internos do partido, não? Típico de colegiais decorando a maquiada história da libertação dos escravos para apenas passarem em provas. Ah, você deve se orgulhar da Constituição não? ‘Direito de ir e vir, de votar, de ter educação e habitação e etc’? Pare de sonhar acordado. Se a questão esquerda e direita existe no Brasil e não nos EUA, é uma opção do controle social que eles realizam. Quanto maior o número de partidos, mais fica difícil, com o tempo, eliminar inimigos que possam estar se sobresaindo com outras propostas de sistema, um pouco menos escravagistas institucionalizadas, como praticam por lá. Os Republicanos e Democratas defendem ferreamente o capital, como o PSDB o fez com o dinheiro das privatizações. Privatização, não? Típica prática de partidos de centro-esquerda não é mesmo? Rísivel sua análise sobre o foco político dos tucanos. Mas isso é conversa para quem não se sujeita aos dogmas do capitalismo, o que não é o seu caso, claro.

  9. Comentou em 17/07/2008 Paulo Pontes

    O The New York Times publicou, através de um colunista, que ‘ um Estados Unidos responsável pela prisão de Abu Ghraib, pela tortura e pela base de Guantánamo merece um polegar apontado para baixo’. O colunista critica ‘os asiáticos, os europeus, os latino-americanos e os africanos por não apreciarem um mundo com excesso de poder norte-americano – para eles o ‘Mister Big’ ficou um pouco grande demais. Mas o que eles achariam de um mundo com pouquíssimo poder norte-americano?’, diz ele. Ou seja, os baba-ovos dos norte-americanos pensam assim também: todo poder ao Tio Sam, pois crêem que com certeza o mundo seria melhor se todas as nações abaixassem a cabeça para todas as ameaças às soberanias dos países invadidos, coagidos, pressionado, retaliados, dominados e etc, pelos EUA. Ele ainda continua que estamos em ‘um mundo com um excesso de poder russo e chinês, por estes países vetarem sanções sobre o governo de Robert Mugabe no Zimbábue’. Resumo: a tirania dos EUA contra o resto do mundo deve ser engolida por todos, mas aquela que existe no Zimbábue, não! A covardia e submissão à ideologia norte-americana é a vergonha nacional que lemos, de alguns comentaristas aqui. Ninguém pode ameaçar os EUA quando o assunto é petróleo, Terra Santa, Cuba, Oriente Médio, Guerra nas Estrelas e mais. Então, vamos seguir o Thiago e desaprender com os norte-americanos, os ex-amados do planeta.

  10. Comentou em 16/07/2008 Carlos Magalhães

    É interessante ler essa discussão e consatar o que ha muito tempo venho ruminando: os nossos ‘intelectuais’ são tão cheios de si e de certezas sobre as passadas de olhos que deram nos livros que assumem propriedades exageradas e equivocadas, tanto de direita quanto de esquerda. Engraçado como foram pautados o conteúdo dos textos nos erros que as palavras denunciam. Parece mais uma competição para ver quem decorou mais palavras dos nossos respeitáveis autores. Engraçado também como falam com tanta certeza sobre os brasileiros quem precisa de padrões internacionais para interpretar seus conterrâneos. E me falaram de questões culturais? O Brasil é um poço de soluções porque é um país onde nos dispusemos, talvez por uma questão cultural, a ser mais humanos. Isso para mim é dádiva, e deveria ser, inclusive, lógico. Para aprendermos estatística e outras mil coisas mais não precisamos abdicar da capacidade de sermos diferentes, positivamente, dos nossos amigos russos, americanos ou contadores.

  11. Comentou em 16/07/2008 Silvio Hisashi Imafuku

    Absolutamente mediano a excelente crítica sobre o conteúdo da VEJA em frangalhos, mesmo porque tão fundo de poço está o pensamentozinho de Gustavinho. Uma outra boa estatística ao meus olhos é que esta matéria já quase não combina com o nível que o Observatório se arrasta nestes últimos tempos.

  12. Comentou em 16/07/2008 Paulo Pontes

    Caio, a Veja não precisa de um psicólogo. Precisa de um psicanalista. Assim ela entrará em choque com seu destino capitalista. Afirmo isso, pois a psicologia não passe de uma ferramente de dominação, como tantas outras. E Paulo Ghiraldelli Jr, foi muito bom ler seu artigo. Tanto é que nenhum comentarista ideologicamente endireitado, se é que me entende, apareceu por aqui ainda a fim de tentar desconstruir sua teoria sobre o ignorante do Gustavo. Gustavo é o que Adorno poderia usar para ilustrar a Teoria da Semi-Formação, assim como também, Mainardi, claro, o rei das abobrinhas capitalistas. O que me deixa perplexo é lembrar de FHC tentando ser um intelectual. Creio que ele sempre morou dentro de um pau oco, e até agora não teve condições de mudar de lugar. FHC saiu das cátedras diretamente para as fileiras monetaristas, a praga da sociedade. O mal estar da civilização tem grandes raízes em muitas das frases infelizes de FHC, o dominado. Gostaria que você aparecesse com mais frequência neste observatório.

  13. Comentou em 15/07/2008 O Onipresente

    Morri de rir!
    Meu Deus… deixaram publicar isso?

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