Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > INFORMAÇÃO & CONHECIMENTO

A imprensa não estimula a inteligência

Por Luciano Martins Costa em 27/11/2007 na edição 461

Há um desnível sensível entre a pauta da imprensa brasileira e latino-americana e a abordagem das demais instituições que influenciam ou informam os poderes e a opinião pública. Com clara desvantagem para a imprensa. Basta comparecer a qualquer evento promovido por universidades, institutos de estudos, instituições multilaterais e até organizações não-governamentais para se perceber como a imprensa se arrasta na retaguarda.

Um exemplo? As questões da qualidade de vida na maior região metropolitana do Brasil são abordadas com mais profusão de dados e com mais profundidade no movimento relativamente recente intitulado ‘Nossa São Paulo – uma Outra Cidade’ do que nos cadernos correspondentes dos nossos maiores jornais e nos programas jornalísticos do rádio e da televisão.

Da mesma forma, o tema da responsabilidade social apresenta uma dianteira inalcançável em foros como o Instituto Ethos, em relação aos esforços da mídia. Se levarmos em conta os estudos do Instituto Latinobarómetro, do Chile, os debates do Instituto de Estudos Avançados da USP e outras entidades correlatas, como o Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP, a imprensa parece estacionada nas origens da Revolução Industrial.

Diálogo de surdos

Esse desnível faz com que sejam omitidas da chamada opinião pública questões muito importantes do cotidiano das cidades, da economia e da política. A começar do cotidiano, ficam os leitores distanciados das raízes de problemas como a violência, a corrupção policial, as deficiências dos serviços públicos. Da mesma forma, tornam-se reféns do viés da mídia no noticiário político e da desatualização em relação aos novos paradigmas de análise da economia e dos negócios.

Essa é a causa provável do fenômeno que se percebe nas áreas de comentários dos blogs políticos agregados a jornais e revistas, e até neste Observatório: a maioria dos comentaristas demonstra dificuldade para avançar na análise dos temas apresentados, e o que se vê, salvo exceções pontuais, é a repetição do obsoleto confronto discursivo esquerda versus direita.

Para este Observatório, trata-se de um desafio permanente o de estimular os participantes a pensar adiante da mídia, porque o objetivo da observação é justamente contribuir para a melhoria da qualidade do jornalismo praticado no país. Mas a mídia não ajuda: quando o leitor fica preso à agenda proposta pela imprensa, tem-se a impressão de que estamos envolvidos num diálogo de surdos que ignoram a linguagem de sinais.

Capitalismos menos capitalistas

Veja-se, por exemplo, os debates sobre as relações entre o Brasil e a Venezuela, ou a repercussão do ‘cala-boca’ do rei da Espanha ao presidente Hugo Chávez. Embora o presidente Lula tenha levantado a questão da desigualdade de condições entre o monarca – que não depende de votos para se manter no poder – e um governante que precisa se submeter a eleições, a imprensa se desviou da questão e se ateve ao factóide em si.

Esse era um bom momento para pensar, por exemplo, na racionalidade da persistência das monarquias no mundo contemporâneo, com o anacronismo do conceito de direito divino ao poder. Na falta de abordagens menos convencionais, a opinião pública ficou atrelada ao que indica o viés ideológico de cada um, sem que se oferecesse a oportunidade para uma reflexão mais profunda sobre as relações entre a Espanha e suas antigas colônias, por exemplo.

Ora, empresas ibéricas fazem a festa na América do Sul, cumprindo o antigo papel do Estado de prover o desenvolvimento, beneficiam-se da privatização de serviços que os latino-americanos não conseguem financiar e acumulam lucros imensos. Trata-se do velho jogo do capitalismo, mas a imprensa passa por cima de certos detalhes, como o alto grau de envolvimento dos governos de Portugal e Espanha na constituição das multinacionais que atuam na América Latina. Esse detalhe, por si, mereceria algumas linhas de diferenciação entre capitalistas e capitalistas.

Quando a imprensa acusa os presidentes Hugo Chávez e Evo Morales de conduzirem a Venezuela e a Bolívia para fora dos padrões da economia capitalista, poderiam lembrar que as novas potências ibéricas financiaram suas multinacionais com recursos do Estado a partir da década de 1970 – e ninguém nunca publicou que o capitalismo espanhol ou português é menos capitalista.

Visão de mundo estúpida

Da mesma forma, nenhum jornal ou revista jamais se dignou a destrinchar o sistema financeiro da Suíça – nação tradicionalmente postada como paradigma da neutralidade e da civilidade – quando se sabe que o crime organizado e a corrupção têm em grandes bancos daquele país abrigo discreto para o dinheiro sujo. O escândalo das fraudes e evasão de divisas revelado recentemente pelas operações que a Polícia Federal batizou de Kaspar I e Kaspar II desapareceu do noticiário sem que a imprensa prestasse aos leitores o serviço de esclarecer esse lado perverso do sistema financeiro internacional.

Em outros temas, como a violência urbana, também sobram factóides, registros espetaculares de ações da polícia. O contraponto é a declaração de um representante da ONU a respeito de violações dos direitos de cidadãos durante os confrontos em favelas do Rio. Entre um e outro aspectos desse noticiário adormecem sutilezas que a imprensa regulamente omite, com raras exceções. Uma dessas exceções, que de rara merece destaque, é a série de reportagens do Globo sobre a tirania que traficantes, milícias e policiais corruptos exercem nos morros do Rio, publicada em agosto e setembro.

Ao permanecer na superfície dos fatos, a imprensa deixa de estimular a inteligência do leitor e sua busca por explicações mais satisfatórias para certos acontecimentos. Ficamos, assim, presos ao velho e batido viés que reproduz um confronto ideológico sem sentido na complexidade do mundo contemporâneo.

Se, como afirma o peruano Alvaro Vargas Llosa, persiste na América Latina um pensamento esquerdista que ele chama de ‘perfeitamente idiota’, a contrapartida é a permanência de uma visão de mundo conservadora, justificada pela imprensa, que podemos chamar, sem medo de errar, de absolutamente estúpida.

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Jornalista

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/12/2007 Paulo Roberto Farias

    A imprensa estimula apenas o que há de pior no senso comum. Diria mais, Luciano, ela é escrita por esse senso comum. Se mudar de linha, não vende.

  2. Comentou em 02/12/2007 Ibsen Marques

    A imprensa não precisa se preocupar em estimular a inteligência. Se ela fizesse pelo menos o que lhe cabe, isto é, informar, estaríamos satisfeitos.

  3. Comentou em 02/12/2007 Paulo Bandarra

    Papagaio come milho e piriquito leva a fama! A ex-URSS, atual Rússia, foi a maior vendedora de armas no século XX, e os americanos que levaram a fama! É só ver onde ocorrem os conflitos para ver quem vendeu as armas! Uma mentira repetida mil vezes, os socialistas ensinaram, acaba virando uma verdade! De onde Hugo Chaves está comprando para se armar? Armas desenvolvidas para o pacto de Varsóvia!

  4. Comentou em 02/12/2007 Marco Antônio Leite

    Se tu FARIAS tudo direito, com certeza não pensaria somente com o lado direito do cérebro. Articularia seus pensamentos com ambos os lados de seu raro quem indicou( QI), o mercado gosta de pessoas como tu, que sofre de desvio burguês crônico, doença que atinge somente os fracos de raciocínio. Vamos FARIAS tudo de acordo com que o sistema determina, ou seja, mais um alheado nas praças e no mercado daqueles que aceitam imposições capitalistas. Capitalismo troglodita que nos trata somente como um a mais na multidão. Procure freqüentar um partido político, quem sabe passe a entender melhor o que é direita e esquerda. Não seja um mero espectador da direita que esta encalacrada no poder à mais de quinhentos anos. Saia desse marasmo, defina-se como um ser pensante e atuante nessa balbúrdia chama PAU Brasil!

  5. Comentou em 02/12/2007 Paulo Bandarra

    Caro Marco Antônio Leite, interessante que você acusa de responsável de morte onde justamente não existe o capitalismo! E, por incrível que parece, são locais em que os socialistas, os antigos comunistas, não se interessam e nem obtém sucesso! Não estiveram no Sudão, para salvar Darfur, nem na Somália, para organizar a sociedade. Na Iugoslávia não poupou os islâmicos do genocídio. Mas é culpado o capitalismo que não existe nestas regiões!

  6. Comentou em 30/11/2007 Fernando Pinto

    È sempre um prazer ler e reler os artigos de Luciano. É tudo que o Observatório precisa. É tudo o que os Bandarras, Bergers e outros não querem. Mas , afinal, o que eles querem? Basta ler o que escrevem para descobrir que nada além de um fascismo rastaqüera, repleto de argmentos delirantes. Continue firme, Luciano. Precisamos de gente lúcida como você.

  7. Comentou em 30/11/2007 Fernando Pinto

    È sempre um prazer ler e reler os artigos de Luciano. É tudo que o Observatório precisa. É tudo o que os Bandarras, Bergers e outros não querem. Mas , afinal, o que eles querem? Basta ler o que escrevem para descobrir que nada além de um fascismo rastaqüera, repleto de argmentos delirantes. Continue firme, Luciano. Precisamos de gente lúcida como você.

  8. Comentou em 30/11/2007 Marco Antônio Leite

    Se tu FARIAS tudo direito, com certeza não pensaria somente com o lado direito do cérebro. Articularia seus pensamentos com ambos os lados de seu raro quem indicou( QI), o mercado gosta de pessoas como tu, que sofre de desvio burguês crônico, doença que atinge somente os fracos de raciocínio. Vamos FARIAS tudo de acordo com que o sistema determina, ou seja, mais um alheado nas praças e no mercado daqueles que aceitam imposições capitalistas. Capitalismo troglodita que nos trata somente como um a mais na multidão. Procure freqüentar um partido político, quem sabe passe a entender melhor o que é direita e esquerda. Não seja um mero espectador da direita que esta encalacrada no poder à mais de quinhentos anos. Saia desse marasmo, defina-se como um ser pensante e atuante nessa balbúrdia chama PAU Brasil!

  9. Comentou em 30/11/2007 Marcelo Ramos

    senhores, vamos tentar nos ater ao tema. Não dá pra defender nem um nem outro sistema, embora em seus contextos nacionais, ex. Cuba e Venezuela, a relação de ambos com os USA levou os grupos humanos à soluções que, hoje, dizemos que são anti-democráticas.’Ora, empresas ibéricas fazem a festa na América do Sul, cumprindo o antigo papel do Estado de prover o desenvolvimento, beneficiam-se da privatização de serviços que os latino-americanos não conseguem financiar e acumulam lucros imensos. Trata-se do velho jogo do capitalismo, mas a imprensa passa por cima de certos detalhes, como o alto grau de envolvimento dos governos de Portugal e Espanha na constituição das multinacionais que atuam na América Latina. Esse detalhe, por si, mereceria algumas linhas de diferenciação entre capitalistas e capitalistas.’ Como bem disse o Luciano, cap;italistas e donos de jornais jogam todos no mesmo time, o lucro. Se manter o povo desinformado gera lucro, que decisão vocês acreditam que o dono do jornal tomará? Só jornais independentes ou de esquerda dariam uma notícia como essa citada pelo Luciano. Nio capitalismo impera o ‘spirit de corps’. Eles não vão denunciar a si mesmos.

  10. Comentou em 30/11/2007 Paulo Bandarra

    Caro Rogério Ferraz Alencar, democracia não é o sistema dos iguais, mas justamente dos diferentes. Ter opinião e ponto de vista diferente não é ser antidemocrático! Justamente na democracia que se pode ter liberdade de culto, pensamento, de modo de vida. Onde é proibido ter opinião contrária, e até mesmo levemente divergir, é nas formas teocráticas, socialistas nacionalista ou internacionalistas que fracassaram. A sua vontade é que se discuta os problemas de hoje, mas que nunca se lembre mais o que fracassou no paraíso que você promete! Como o autor, que acha que a mídia deva discutir a monarquia espanhola, e achar fundamental fazer tratados comerciais capitalistas com um país com um presidente emocionalmente instável! Ou seja, relembrar os erros passados do capitalismo, da monarquia é “inteligente”. Lembrar a enormidade de fracassos do socialismo é ser antidemocrático e “absolutamente estúpida”!!!! É uma ofensa lembrar isto que se quer esquecer. A história não é para aprender, mas para continuar errando! Não podem mesmo se ver representado na mídia com esta inteligência rara e só criando o movimento dos que não querem que a mídia raciocine diferente! O passado não conhece o seu lugar, o passado está sempre no presente…

  11. Comentou em 30/11/2007 Thiago Conceição

    Rogério Ferraz, você é engraçado em sua deturpação. Como eu disse tanto a SA quanto a SS eram organização a serviço do estado que não hesitavam em cometer crimes para conseguir as coisas do seu jeito, com a diferença que a SA fazia mais o tipo boçal. Você incrivelmente daí deduziu que eu estava bendizendo-os. Como? O cala-boca não é passível de discussão porque todos nós podemos ver no YouTube o comportamento inadequado do Hugo Chavez. E existe uma diferença entre a democracia e a busca pelo poder absoluto. O que a esquerda quer é destruir os seus inimigos e ser a única opção disponível, mesmo que para tal precise ‘mudar as regras do jogo’ assim como o Hugo Chavez faz e os políticos do PT já deram sinais de planejar fazer em um futuro próximo (com os planos já em andamento, pois até comercial na TV sobre o socialismo eles têm, assim como o PC do B).

  12. Comentou em 29/11/2007 Rocha Rodrigues

    Perfeitamente. Nota-se que o pessoal da nossa imprensa não sabe ser imparcial e, o que é pior, adora um jabá. Ou seja, na imprensa do Brasil, a verdade vem por último. Lembram-se daquela matéria do Herzog no Correio Braziliense? Pois é.

  13. Comentou em 29/11/2007 Marco Antônio Leite

    A imprensa não estimula a inteligência pôr um simples fato. Estimular a inteligência do proletariado poderá tirá-lo da letargia em que se encontra, ou seja, confuso com o emaranhado de informações inúteis, como também como deverá resolver às dificuldades do cotidiano. O sistema capitalista é desalmado, o qual defende a tese de que governar para às pessoas ignorantes é uma tarefa simples e fácil, a massa pôr desconhecer seus direitos a que tem direito não vai a luta, qualquer circo é o suficiente para mante-la na calmaria e no conformismo de que a vida é a sim mesmo. Pôr sua vez, a elite mantém esse estado de inércia coletiva, visto que o tempo que perderia em ensinar o povo, esse tempo é revertido para manobrar e faturar muito dinheiro com a ignorância alheia. Porém, tenham certeza disso, um dia a casa cairá, e a burquesada terá que prestar contas ao capeta.

  14. Comentou em 29/11/2007 Marco Antônio Leite

    A imprensa não estimula a inteligência pôr um simples fato. Estimular a inteligência do proletariado poderá tirá-lo da letargia em que se encontra, ou seja, confuso com o emaranhado de informações inúteis, como também como deverá resolver às dificuldades do cotidiano. O sistema capitalista é desalmado, o qual defende a tese de que governar para às pessoas ignorantes é uma tarefa simples e fácil, a massa pôr desconhecer seus direitos a que tem direito não vai a luta, qualquer circo é o suficiente para mante-la na calmaria e no conformismo de que a vida é a sim mesmo. Pôr sua vez, a elite mantém esse estado de inércia coletiva, visto que o tempo que perderia em ensinar o povo, esse tempo é revertido para manobrar e faturar muito dinheiro com a ignorância alheia. Porém, tenham certeza disso, um dia a casa cairá, e a burquesada terá que prestar contas ao capeta.

  15. Comentou em 28/11/2007 Nelson Barbosa

    Oportuno e lúcido este texto, pela coragem de um jornalista de denunciar este estado de coisas imposto pela mídia. Em edição de 6/6/07 de CartaCapital, Luiz Gonzaga Belluzzo já discute a questão da ‘liberdade de expressão’ (lugar-comum levantado pela mídia quando se vê questionada), ao afirmar: ‘os titulares do direito à informação e à livre manifestação do pensamento são os cidadãos em geral e não as empresas de comunicação e seus proprietários’, assunto também bem discutido por Mino Carta em seu artigo, na mesma revista, ‘A mídia é sempre aquela. Mas…’. Vivemos hoje uma inversão de valores do qual se alimentam as próprias empresas jornalísticas, estabelecendo em sua prática a desinformação e a deformação pelo acúmulo de ‘notícias’ sempre pautadas pelo seu ponto de vista comprometido comercialmente com uma classe ou uma elite, causando em seus ‘consumidores’ a falsa impressão de que estão bem informados para participarem de qualquer debate que se instaure, a respeito de qualquer assunto que se apresente. O resultado é o apontado pelo autor, uma eterna e cega luta entre opiniões à direita ou à esquerda. Falta estudo, falta discernimento, falta formação e clareza. Parabéns ao OI pela honestidade do espaço para esta discussão.

  16. Comentou em 27/11/2007 Thiago Conceição

    ‘e o Gil achar que esta levando a Cultura brasileira para o mundo’. Não posso deixar de comentar esse atentado contra o raciocínio. Se ele acha isso então o erro está justamente aí, porque ele não é nada em termos de cultura brasileira e batucada só é cultura para tribos primitivas. Devemos levar o conhecimento à população e não estereótipos estúpidos de negros festejantes, mulatas rebolantes e um Brasil atrasado que apenas serve para produzir jogadores de futebol. Ciência, tencnologia e cultura (cultura de verdade e não batucada) é do que precisamos.

  17. Comentou em 27/11/2007 Kleber Carvalho

    Luciano, complementando o leque de omissões da imprensa eu gostaria de destacar a algumas excrescências da política e da justiça brasileira, o foro privilegiado para autoridades é algo inaceitável em um país que se diz democrático, a aberrante lei que permite a quem tem diploma de curso superior ficar em cela especial é outra aberração, esta lei ao invés de separar criminosos, separa cidadãos, algo vergonhoso que a sociedade brasileira permite e a imprensa não faz um reportagem que presta sobre o assunto. A estas anomalis ainda acrescento a vergonhosa verba de gabinete recebida por deputados federais, vou citar apenas um exemplo: pesquisando no site da Câmara Feeral chega-se a triste conclusão que somos um bando de idiotas nas mãos destes ‘ILUSTRES’ cidadãos, um deputado tem à sua disposição a mísera quantia de R$ 4.500,00/mês para gastar com combustíveis e lubrificantes, esta quantia multiplicada por 12 meses resultará em um total de R$ 54.000,00/ano, esta quantia é suficiente para adquirir cerca de 22.700 litros de combustível. Onde os nossos congressistsas ‘ENFIAM’ tanto combustível? com a resposta os jornalões impressos, a mídia eletrônica, o rádio, a internet . Fora o senado que nem sequer se dá ao luxo de prestar conta de seus gastos à população, até quando vamos conviver com estas anomalias?

  18. Comentou em 27/11/2007 Luiz de Ávila Rodrigues

    Perfeito! Sempre os antagonismos ideológicos prevalecem. Nunca entendi a existência dos ‘paraísos fiscais’ que se espalham mundo afora. Gostaria de saber à luz do Direito Internacional se é possível cancelar-lhes a existência, pois que são esconderijos de riquesas acumuladas na ilegalidade.

  19. Comentou em 27/11/2007 Alessandro Moisés

    No que tange ao estímulo que a imprensa poderia dar à opinião nacional, vou até mais além que o nobre autor do texto acima. Quando lemos os principais jornais do país, quase que de forma unânime, a opinião do leitor fica rejeitada, relegada a um segundo plano. Quando lemos em uma primeira página de jornal que a empresa ‘A’ usurpou X dos cofres públicos a imprensa está cumprindo seu papel social! Mas será que não poderia fazê-lo de forma mais ‘inteligente’? Se a empresa A usurpou ou não tal quantia, não deveria ficar a cargo do leitor tirar suas próprias conclusões? Isto por si só não seria um estímulo ao raciocínio? Ou será que entregar a notícia já mastigada e pronta para a digestão é mais fácil, inclusive para quem a escreve? Não seria isso chamar o leitor de incompetente quanto à interpretação de fatos? Não estaria o autor de textos jornalísticos (inclusive este acima) subestimando a capacidade do leitor em tomar suas próprias conclusões dos fatos? Mesmo que as conclusões sejam, no fim das contas, as mesmas do autor? Acho, então, que quando falamos em inteligência na imprensa, estes fatores mais simples e iniciais entre autor e leitor devam ser levados em conta!

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