Domingo, 25 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

FEITOS & DESFEITAS > O ANO QUE PASSOU

Agência elege principais pautas de 2008

Por Leticia Nunes (tradução e edição) em 23/12/2008 na edição 517

Depois de ganhar o título de Personalidade do Ano da revista Time, Barack Obama também alcançou o topo da lista das principais notícias de 2008 realizada pela Associated Press. A agência de notícias americana organiza uma votação anual entre seus integrantes para definir as 10 principais pautas do ano. Em 2007, a principal história foi o massacre na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos, entre alunos e professores.

Este ano, a campanha eleitoral que levou ao primeiro presidente negro dos EUA recebeu 100 votos, de um total de 155. As candidaturas da democrata Hillary Clinton e da republicana Sarah Palin também entraram na lista. A crise econômica que teve início nos EUA e se tornou global foi a segunda pauta mais votada.

Entre as pautas que quase chegaram à lista estão o ciclone Nargis, que matou mais de 84 mil pessoas em Mianmar; os furacões Gustav e Ike, que provocaram danos consideráveis no Caribe e no Golfo americano; e o vaivém das decisões sobre casamento homossexual na Califórnia, aprovado e depois desaprovado na justiça.

Para a agência, duas outras pautas ocorreram muito tarde para que pudessem entrar na lista, mas merecem atenção: o escândalo de corrupção do governador de Illinois, Rod Blagojevich, que tentava vender a cadeira de Obama no Senado; e os esforços das montadoras americanas para, diante da crise, conseguir ajuda federal.

Eis a lista das principais histórias de 2008, segundo a AP:

1. A eleição presidencial americana. Obama surge, em 4/11, noite do pleito, como um símbolo de mudança para a América e para o mundo. Para chegar lá, entretanto, a briga não foi fácil: a indicação a candidato do partido democrata foi conseguida depois de uma disputa acirrada com a também senadora Hillary Clinton, e a campanha contra o republicano John McCain e o furacão Sarah Palin, ainda que respeitosa, não foi nada suave.

2. A crise econômica. O colapso de empresas gigantes, em setembro, anunciavam o que estava por vir: as grandes perdas no mercado financeiro, os problemas no setor imobiliário, o desespero das montadoras. E com tudo isso tem-se a maior crise econômica desde a Grande Depressão, que deverá custar mais de US$ 1 trilhão ao governo americano.

3. Os preços do petróleo. A angústia gerada pela crise econômica provocou volatilidade nos mercados energéticos. O preço do barril de petróleo cru atingiu US$ 150 em julho, até chegar a US$ 33 em dezembro.

4. Iraque. O tão debatido aumento das tropas americanas reduziu a violência depois de mais de cinco anos de guerra, mas o Iraque ainda é cenário de bombardeios diários, emboscadas, seqüestros e incerteza política. Um acordo recente entre os governos iraquiano e americano define a retirada das tropas em 2012.

5. Olimpíadas de Pequim. Disputados na China pela primeira vez, os Jogos ocorreram em meio a uma grande organização logística e duras medidas de segurança.

6. O terremoto na China. Os abalos em maio mataram 70 mil pessoas na província de Sichuam e deixaram cinco milhões de desabrigados. Milhares de crianças estavam entre as vítimas – segundo as autoridades, cerca de sete mil salas de aula foram destruídas em escolas que desmoronaram.

7. Sarah Palin. Conhecida por poucos, a conservadora governadora do Alasca roubou os holofotes da campanha americana ao ser escolhida candidata a vice-presidência pelo Partido Republicano. Seu despreparo político, sua família e (até) seu penteado viraram tema de debate.

8. Terror em Mumbai. Os ataques na capital financeira da Índia, no fim de novembro, deixaram 164 mortos. Dez agressores, armados e com bombas, promoveram um banho de sangue em dois hotéis, um cinema, uma estação de trem, um café, um hospital e um centro judaico.

9. Hillary Clinton. A senadora democrata e ex-primeira-dama americana não ganhou a indicação do partido, mas foi a política com mais chances de se tornar a primeira presidente mulher dos EUA. Hillary fez uma campanha de peso e, mesmo que tenha perdido para Obama, ganhou do novo presidente cargo de destaque na Casa Branca: será secretária de Estado.

10. A guerra entre Rússia e Geórgia. As duas nações entraram em conflito em agosto por disputas na região separatista da Ossétia do Sul. Ainda que tenha durado apenas cinco dias, a guerra causou sérios problemas econômicos e agravou a já conturbada relação entre Rússia e EUA. Informações de David Crary [AP, 21/12/08].

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