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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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FEITOS & DESFEITAS > ALAN JOHNSTON

ALAN JOHNSTON

26/10/2007 na edição 456

Alan Johnston foi notícia por quatro meses. Entre março e julho deste ano, o correspondente da BBC em Gaza esteve em cativeiro e chegou a ser declarado morto. Seqüestrado pelo grupo palestino extremista Exército do Islã, que exigia a libertação de clérigos presos no Reino Unido, Johnston foi solto após negociações lideradas pelo Hamas.


Esta semana, a BBC colocou o jornalista para falar de sua dura experiência no Oriente Médio. Johnston apareceu no programa de rádio From Our Own Correspondent e no programa de TV Panorama. Nos dois, relatou as sensações, medos e pensamentos desde o momento em que foi levado pelos captores, em Gaza – ele era o único correspondente ocidental que ainda mantinha base permanente na região -, até sua libertação.


Cabeça no lugar


O jornalista falou sobre o medo que sentia da possibilidade de ter sua garganta cortada e sua execução filmada, e lembrou que ouvir as notícias da campanha coordenada pela rede britânica por sua libertação, em um aparelho de rádio cedido pelos seqüestradores, lhe ajudou muito na luta para ‘manter a cabeça no lugar’. Johnston passou quase quatro meses em um quarto estreito, com um saco de dormir e duas cadeiras de plástico. Os seqüestradores retiraram seu relógio e só era possível ter noção do tempo através dos movimentos do sol e dos chamados para as preces.


Ele contou ainda que, no primeiro dia de cativeiro, foi forçado a retirar suas lentes de contato. Na medida em que o tempo foi passando, o jornalista ia perdendo as esperanças. ‘O Reino Unido não negocia com seqüestradores, então por que serei libertado?’, pensava. ‘Foi um momento chocante ouvir notícias de que havia sido executado. Eu havia sido declarado morto. Pensei como deve ter sido difícil para minha família enfrentar isto’, lembra.


Johnston chegou a gravar dois vídeos, divulgados pelos captores; no primeiro dizia a todos que estava sendo bem tratado, e no segundo aparecia com um cinto de explosivos na cintura. Informações da AFP [25/10/07].


 

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