Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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Anticorpos? Algumas notícias não assustam mais

Por Thaís Leite em 04/08/2009 na edição 549

Além de uma gripe, há outro vírus que anda preocupando aqueles que estão aquém das notícias divulgadas no cotidiano. Certamente, os 70% suspeitos de irregularidades do Conselho de Ética no Senado não andaram seguindo as instruções de saúde que ajudam a evitar o novo vírus.

Segundo o levantamento feito pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, 70% dos membros do Conselho são alvos de inquéritos, nepotismo, atos secretos e afins. E nada surpreenderia que os mesmos decidissem o desfecho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Para isso, existe uma palavra que pode dizer muito mais do que estou querendo expressar. Terá autoridade para julgar alguém, que não repara no argueiro do próprio olho? Hipócritas.

Pérolas aos porcos

O que acontece é que essas situações dos últimos tempos – e digo isso porque elas estão sendo divulgadas agora – estão operando como os anticorpos. Segundo dicionário Aurélio, o anticorpo só pode interagir apenas com o próprio antígeno que lhe introduziu a síntese, ou com outro que lhe esteja intimamente ligado. Simples assim. Mesmo não entendendo muito de biologia e corpo humano, o antígeno é uma substância (política) que em contato com o organismo (sociedade) que não a tem, provoca nele a formação de um anticorpo específico (falta de consciência política ou senso crítico).

Desta forma, vejo que o sociólogo Émile Durkheim tinha um pouco de razão. Para ele, a sociedade era como um imenso corpo biológico que precisava ser observado para, em seguida, conhecer a sua anatomia e depois descobrir as causas e as curas de suas enfermidades.

Não podemos continuar com este niilismo de ‘Eu nasci assim, eu cresci assim’, já sabemos e não foi nenhuma novidade a declaração de que Brasília tem muitos pizzaiolos. Mas chega de alimentar e dar pérolas aos porcos. O que muitos políticos esqueceram é que os anticorpos se fazem de reações. E toda ação tem uma reação.

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Estudante de Jornalismo, Londrina, PR

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