Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA & RELIGIÃO

Árabes ofendidos por cartuns dinamarqueses

02/01/2006 na edição 362

Ministros árabes condenaram o governo dinamarquês por falhar em repreender um jornal que publicou cartuns sobre o profeta Maomé. O Islã proíbe qualquer representação do profeta ou de Alá. O jornal Jyllands-Posten publicou uma série de 12 cartuns mostrando Maomé; em um dos desenhos, o profeta parece carregar uma bomba em seu turbante.

Na conferência da Liga Árabe no Cairo, os ministros afirmaram que os cartuns eram um insulto ao Islã, e disseram que a resposta do governo foi desapontadora, ‘apesar de seus laços políticos, econômicos e culturais com o mundo muçulmano’.

Em julho, membros da comunidade muçulmana dinamarquesa reclamaram com o primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, sobre a maneira como a imprensa cobre o Islã. Na ocasião, o primeiro-ministro afirmou que não poderia dizer aos jornais e outros veículos de imprensa o que poderiam – ou não – publicar. Os representantes da Liga Árabe criticam também as organizações de defesa dos direitos humanos européias, que, segundo eles, não tomaram nenhuma posição clara sobre o assunto.

Após a publicação dos cartuns, houve protestos na Dinamarca e em países muçulmanos. O Jyllands-Posten insiste no direito à liberdade de expressão, e alega que tem o direito de publicar quaisquer palavras e imagens que quiser. O jornal afirmou, segundo nota da BBC News [29/12/05], que recebeu, junto com o cartunista, ameaças de morte.

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