Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Ataques israelenses comparados ao Holocausto

28/03/2008 na edição 478

Um grupo palestino chamado Comitê Nacional de Defesa das Crianças do Holocausto estreou uma exposição polêmica no final de semana passado, em Gaza. Entre as peças, há um modelo de um crematório com crianças palestinas sendo queimadas ‘por Israel’. Em vez de abordar o genocídio nazista, a mostra, intitulada ‘Gaza: uma exposição descrevendo o sofrimento das crianças do Holocausto’, coloca Israel como o culpado pelo Holocausto.


A Organização Sionista dos EUA condenou a mostra, alegando, em declaração, que ‘parece não haver limites para a depravação do incitamento do ódio a Israel’. ‘Testemunhamos ao longo dos anos todo tipo de perversidade, incluindo o treinamento de crianças para ser homens-bomba e cometer assassinatos em série. Na Autoridade Palestina, os palestinos, tanto do Hamas [facção que governa Gaza] quanto do Fatah, mostram israelenses como nazistas exterminadores, e não ensinam nada sobre o verdadeiro Holocausto durante a liderança palestina de Haj Amin el-Husseini [que durante a Segunda Guerra Mundial trabalhou para os nazistas na ocupação da Bósnia]. Ele não apenas orquestrou campanhas de assassinato contra judeus no mandato britânico, como também se tornou um aliado dos nazistas e trabalhou duro para acelerar o processo de deportação e assassinato. O fato de mostrarem israelenses como nazistas exterminadores traz a mensagem de que judeus são pessoas ruins e que devem, assim como no regime nazista, ser destruídos’, afirma Morton Klein, presidente da organização.


Ao longo dos últimos anos, o grupo Palestinian Media Watch, organização criada para promover a cobertura justa da ocupação israelense na Palestina, registrou um grande aumento no uso da palavra ‘Holocausto’ na mídia palestina. Para o diretor do grupo, Itamar Marcus, o termo está sendo usado ‘regularmente, algumas vezes por semana ou por artigo’, em vez de apenas uma vez ao mês, como ocorria no passado. Informações de Megan Jacobs [The Jerusalem Post, 25/3/08].

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