Terça-feira, 24 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº963

FEITOS & DESFEITAS > CAMPANHA DO BANCO DO BRASIL

Bancários reagem, imprensa finge que não vê

Por Alberto Dines em 05/01/2007 na edição 414

A quem cabe discutir uma discutível campanha publicitária? E a quem cabe defender o patrimônio e a imagem de um banco público como o Banco do Brasil?


Nos dois casos, a resposta é: a imprensa. Mas como é que a imprensa pode discutir uma campanha que ela própria vai veicular sem colocar em risco o seu faturamento como empresa?


Pois é: como a imprensa demorou em perceber o desperdício de dinheiro representado pela nova e milionária campanha de anúncios do Banco do Brasil, quem saiu em defesa da instituição foram os seus funcionários, os bancários. Eles não gostaram da idéia de trocar o nome na fachada de trezentas agências em dez estados brasileiros. No lugar da marca tradicional, as agências seriam rebatizadas de Banco do João, Banco da Maria, Banco do Raimundo, Banco da Ana – com o mesmo desenho e cores do original. Mais tarde, evidentemente, os painéis das fachadas serão novamente trocados.


Os bancários condenam o custo da brincadeira publicitária e não concordam com o desrespeito a uma marca que em 2008 completará duzentos anos de existência. Aliás, o pretexto para a campanha é justamente iniciar as comemorações para o ducentésimo aniversário do banco.


A imprensa pode até defender a validade comercial e mercadológica da campanha, mas não pode ser a última a divulgar as discordâncias que está gerando. Fica parecendo que a imprensa não tem coragem para enfrentar os anunciantes. E, convenhamos: às vezes não tem mesmo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 08/01/2007 Haroldo M. Cunha

    ‘A quem cabe discutir uma discutível campanha publicitária? E a quem cabe defender o patrimônio e a imagem de um banco público como o Banco do Brasil?’ ‘Nos dois casos, a resposta é: a imprensa.’ ?????????Custo a entender o porque dessa campanha anti-governo do Sr. Dines. Qualquer coisa feita pelo governo é logo taxada de, no mínimo, burrice! A imprensa não tem que discutir nada neste país, ela tem que informar o público sobre algo, o julgamento cabe às pessoas isentas, ou seja, a população. Não preciso explicar, pois o próprio Dines explica isto. Verba publicitária ~do Banco do Brasil não é verba pública, advem do recursos captados pelo banco. Pública é a verba que foi retirada do tesouro (várias vezes) para cobrir rombo no seu balanço, com as dívidas dos usineiros, incorporadores, empresas financeiras etc. Aborde o caso e aí teremos uma concordância.

  2. Comentou em 07/01/2007 Fábio José de Mello

    Fiquei mais bem informado lendo o comentário do André Amorim do que se tivesse lido dezenas de colunistas de Economia.

  3. Comentou em 06/01/2007 Ivan Berger

    Pois é,enquanto um governo torra bilhõs para sanear bancos falidos,para evitar prejuízo aos correntistas,outro saca outros tantos para cobrir o rombo da fabulosa Petrus,da fantástica Petrobrás.Quanto aos lucros descomunais do BB,até criancinha de chupeta sabe que isso está longe de significar competência administrativa,em vista das mamatas que o setor bancário vem obtendo pelo fato de os governos terem se tornado reféns do mercado,pela necessidade de financiar a bola de neve da dívida pública.Daí que citar o BB e a Petrobrás como paradigmas do modelo estatizante baseando-se em lucros fantásticos os quais,sejamos honestos,ambos não fazem mais do que sua obrigação em obter,só mesmo pela internet,sem correr o risco de levar aquela vaia sonora destinada aos cabeças de bagre.E depois eu é que sou o perna de pau.

  4. Comentou em 06/01/2007 Ivan Berger

    Pois é,enquanto um governo torra bilhõs para sanear bancos falidos,para evitar prejuízo aos correntistas,outro saca outros tantos para cobrir o rombo da fabulosa Petrus,da fantástica Petrobrás.Quanto aos lucros descomunais do BB,até criancinha de chupeta sabe que isso está longe de significar competência administrativa,em vista das mamatas que o setor bancário vem obtendo pelo fato de os governos terem se tornado reféns do mercado,pela necessidade de financiar a bola de neve da dívida pública.Daí que citar o BB e a Petrobrás como paradigmas do modelo estatizante baseando-se em lucros fantásticos os quais,sejamos honestos,ambos não fazem mais do que sua obrigação em obter,só mesmo pela internet,sem correr o risco de levar aquela vaia sonora destinada aos cabeças de bagre.E depois eu é que sou o perna de pau.

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