Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CADERNO DO LEITOR > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

Brasil, Irã e China

Por Fabio de Oliveira Ribeiro em 01/12/2009 na edição 566

A imprensa nacional fez um imenso alarido por causa de uma reportagem publicada no El País, segundo a qual a visita do presidente do Irã enfraquece Lula. Os jornalistas do El País e seus colegas brasileiros não perceberam o que é realmente essencial. O Irã é o maior fornecedor de petróleo da China e a China é um excelente parceiro comercial do Brasil. Enquanto a economia dos EUA afunda, a chinesa cresce rapidamente. Em menos de 10 anos a China ocupará o lugar do combalido império do mal norte-americano.

Uma aproximação entre Brasil e Irã é na verdade uma forma de demonstrar que o Brasil está comprometido com a segurança energética da China. O Itamaraty cuida melhor dos interesses futuros do Brasil do que sonham os vãos filósofos da imprensa.

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Meus parabéns, principalmente pela democratização e fácil acesso ao conteúdo produzido. Acompanhei com atenção os dois programas sobre a Venezuela e a observação que faço é que fica claro, a partir do segundo segmento, que o programa posiciona-se totalmente contra o regime de Chávez e a favor da mídia venezuelana – qualquer que seja, com a defesa que faça dos seus ‘direitos’ prepotentes; o que é um demérito para um programa analítico, que supostamente não partidariza seus temas. Para comprovar esse fato, levanto os seguintes pontos: o programa repete um fragmento da entrevista concedida por Teodoro Petkoff, onde ele fala do controle do Estado sobre as redes de comunicação; justifica os argumentos de Maryclen Steeling como ‘aparente simpatia’ ao governo Chávez e usa imagens editadas (terroristas mesmo!) da própria emissora para defender seu ponto de vista. Além do que, o Observatório define que quaisquer declarações da ministra de Comunicação do governo são tidas como ‘muito temerárias’. Fora isso, o programa é excepcional. (Luciano Tasso, ilustrador, São Paulo, SP)

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A Rede Canção Nova de rádio transmite para todo o país com o pretexto de ser uma rádio educativa. Para mim, rádio educativa só poderia retransmitir emissora pública e programação local, ou transmitir só 8 horas via satélite de uma rádio educativa para outra. O nome já fala, ‘educativa’, que priorizaria a cidade sede. Era para ser só de ONGs, poder público e faculdade. Hoje, todas as redes educativas são religiosas. A Rede Novo Tempo é a única que reconhece que está errada, mas, por falta de dinheiro… pretexto. (Eduardo Greco, operador, Cachoeira de Emas, SP)

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Advogado, Osasco, SP

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