Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

FEITOS & DESFEITAS > ELEIÇOES NOS EUA

Campanha já domina programação televisiva

07/03/2007 na edição 423

Faltando quase dois anos para que seja escolhido o novo presidente dos EUA, a campanha para as eleições de 2008 invadiu de tal maneira a programação televisiva que se tornou necessário ser fã de política para não se irritar com a TV. E, pelo visto, há muitos americanos interessados no tema: 2/3 dos telespectadores que responderam a uma pesquisa recente da rede ABC afirmaram estar acompanhando atentamente a campanha presidencial. ‘Isto é surpreendente, principalmente a 20 meses das eleições’, afirma George Stephanopoulos, apresentador da ABC.


De acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto Tyndall, o assunto consumiu 95 minutos, do começo do ano até 27/2, dos noticiários noturnos das emissoras ABC, CBS e NBC. Este tempo é mais do que os períodos anteriores das quatro últimas eleições. Para se ter uma idéia, as três emissoras gastaram menos que um minuto falando de campanhas políticas nos meses de janeiro e fevereiro de 1991. O estudo não leva em conta os canais a cabo, com programação de 24 horas de notícias. ‘Antes costumávamos ver campanhas no intervalo de governos. Hoje é o contrário’, opina Bob Schieffer, apresentador da CBS, notando o aumento da importância das campanhas.


Segundo outra pesquisa, do Project for Excellence in Journalism, que reúne um índice de notícias de jornais, TV a cabo e aberta, e internet, a campanha presidencial foi o assunto mais debatido na mídia na semana de 18 a 23 de fevereiro. Isto deve-se a vários fatores: a guerra do Iraque dividiu o público; esta é a primeira eleição em 82 anos sem envolvimento de atuais presidente ou vice; além disso, grandes nomes da política americana, como John McCain, Rudy Giuliani, Hillary Clinton e Barak Obama, podem estar na corrida. Sabendo que é necessário conseguir muito dinheiro para as campanhas das eleições primárias (quando é escolhido, de fato, quem representará cada partido na disputa), os candidatos e suas equipes trabalham a mil por hora para conseguir um lugarzinho de destaque na mídia. Informações de David Bauder, [Associated Press, 4/3/07].

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