Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

FEITOS & DESFEITAS > PUBLICIDADE NOS JORNALÕES

Carros e apartamentos

Por Mauro Malin em 24/09/2011 na edição 660

As edições de sábado (24/9) do Estado de S.Paulo e da Folha exemplificam como são concentradas em alguns setores as verbas publicitárias. Fazendo uma conta grosseira − não leva em conta o preço de cada página e, dentro dela, a posição do anúncio, quando não se trata de página inteira −, os primeiros cadernos dos dois jornais tinham a seguinte composição geral:

 

 

Estado

Folha

Conteúdo editorial

37,4%

31,2%

Anúncios do setor imobiliário

29,0%

27,7%

Anúncios de carros importados

19,3%

30,2%

Anúncios de carros fabricados no Brasil

9,6%

0,0

Anúncios “da casa”

0,0

5,6%

Outros anúncios

4,7%

5,3%

Anúncios

62,6%

63,2%

 

Os assuntos “aumento de impostos sobre carros importados” e “repercussão da desaceleração da economia no setor da construção” não interessam apenas aos leitores, mas talvez principalmente aos gestores dos jornais.

Um dado preocupante: na média mensal, levando-se em conta todos os cadernos, calcula-se que Folha e Estadão dependam pesadamente – pouco menos de 20% de toda a receita de anúncios – de um único cliente, a Hyundai.

Quem gosta de jornal – do conceito, não necessariamente do suporte papel – sente-se impelido a torcer para que a empresa continue colorindo páginas e mais páginas dos dois jornalões.

 

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