Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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FEITOS & DESFEITAS > LIBERDADE DE IMPRENSA

China: campanha pelo fim das restrições online

03/05/2006 na edição 379

Uma coalizão de ciberativistas chineses lançou uma petição online pedindo o fim da censura à internet em território nacional e dos controles de informação por parte do governo sobre os mais de 100 milhões de internautas do país. Centenas de cidadãos já assinaram o documento, assim como representantes de 13 sítios chineses locais fechados recentemente ou que são alvos de ameaças de censores.


A petição foi enviada por e-mail e publicada no sábado (29/4) em sítios estrangeiros em língua chinesa que não são fiscalizados por censores. Os signatários alegam que a constituição da China confere aos cidadãos liberdade de expressão e de publicação, e que estes direitos ‘devem ser respeitados e protegidos, e não devem sofrer restrições ilegais e obstruções’.


Chen Yongmiao, ativista dos direitos humanos de Pequim que ajudou a organizar a petição, afirma que decidiu lançá-la depois do fechamento em março do sítio chinês Ainqihai, especializado em comentários culturais. Autoridades da província de Zhejiang, de onde era feito o sítio, alegaram que ele não seguia a aprovação necessária, imposta pelo pacote de restrições a notícias e informações na internet lançado pelo governo chinês em setembro do ano passado. Yongmiao diz que estas restrições infringem a própria constituição da China. ‘As novas regras sobre quem pode usar a rede para disseminar notícias são excessivamente restritivas’, completa.


As autoridades chinesas informam que as restrições à internet não são diferentes daquelas aplicadas em outros países, e negam que os cidadãos possam ser presos por expressar seus pontos de vista na rede. Membros do Congresso dos EUA, grupos de direitos humanos internacionais e ciberativistas afirmam, entretanto, que os censores chineses demonstraram que têm poderes para prender cidadãos que expressaram seus pontos de vista políticos – contrários às idéias defendidas pelo governo. ‘Todas as expressões políticas – de direita ou de esquerda – estão silenciadas por estas restrições, por isso pedimos a todas elas para assinarem a petição, a fim de mostrar que diferentes pontos de vista são afetados pela censura’, pede Yongmiao. Informações de Chris Buckley [Reuters, 1/5/06]. 


Venezuela: ONG critica políticas de Chávez


Representantes da Sociedade Interamericana de Imprensa tentam marcar um encontro com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para discutir questões relacionadas à liberdade de imprensa no país sul-americano. A visita foi decidida em uma reunião da organização em Quito, em março deste ano. A SII resolveu ‘enviar uma missão internacional à Venezuela para coletar informações sobre o status atual da liberdade de imprensa e de expressão no país’.


A idéia inicial era que o encontro com Chávez e o vice-presidente venezuelano, José Vicente Rangel, fosse marcado para 5/5, mas a viagem foi adiada. A organização tenta marcar a reunião para o dia 22/6. A delegação da SII será composta por sua presidente, Diana Daniels, do Washington Post, e pelo presidente do Comitê pela Liberdade de Imprensa e Informação, Gonzalo Marroquin, editor do jornal Prensa Libre, da Guatemala.


A associação, com sede em Miami, critica o que chama de ‘políticas anti-imprensa’ de Chávez, e o governo venezuelano não esconde seu desprezo pela SII. Por ocasião de uma conferência da organização em outubro do ano passado, o vice-presidente teria dito a repórteres na Venezuela, segundo informações da Associated Press, que a ‘SII é uma latrina… Representa o que há de mais lamacento e obscuro do mundo da imprensa’. Informações da Editor & Publisher [1/5/06].

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