Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

FEITOS & DESFEITAS > TELETIPO

Clérigos afegãos defendem morte de jornalista

12/02/2008 na edição 472

Cerca de 100 clérigos e anciãos conservadores pediram ao governo afegão, na semana passada, que não interfira na sentença de morte de um jovem jornalista acusado de insultar o Islã e distribuir mensagens a estudantes da Universidade de Balkh questionando a poligamia. Sayed Parwez Kaambakhsh, de 23 anos, foi condenado à morte no dia 22/1 por um painel de três juízes em Mazar-i-Sharif. Kaambakhsh questionou o fato de homens poderem ter quatro esposas e mulheres não terem o direito de ter múltiplos maridos. ‘Kaambakhsh desagradou os afegãos e humilhou o Islã’, afirmou Khaliq Daad, chefe do conselho Islâmico em Paktia. ‘Queremos que o presidente apóie sua sentença’. O caso gerou protestos em Cabul na semana retrasada e ganhou repercussão internacional. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, e o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, viajaram na semana passada ao Afeganistão para encontrar com o presidente Hamid Karzai – dentre os assuntos em pauta estava a libertação do jornalista. Informações de Amir Shah [Associated Press, 7/2/08].

TV americana exibe concerto na Coréia do Norte

O concerto da Orquestra Filarmônica de Nova York na Coréia do Norte, marcado para 26/2, será transmitido no mesmo dia pela WNET, emissora pública de Nova York, e retransmitido dois dias depois pela TV pública americana PBS, noticia Daniel J. Wakin [The New York Times, 7/2/08]. Em um acordo atípico, a ABC News irá cooperar com a WNET para a transmissão do evento. O correspondente da ABC Bob Woodruff fará a cobertura dos bastidores do concerto. ‘Não é apenas o fato de mostrar um concerto qualquer, mas é um lugar histórico em um momento histórico’, opina Neal Shapiro, presidente e executivo-chefe da Educational Broadcasting Corporation, proprietária da WNET, que propôs a parceria. Devido ao fuso horário, o show será exibido de madrugada em Nova York. Com o rígido controle exercido pelo governo norte-coreano sobre a mídia, ainda não foi decidido se o concerto será transmitido também para os telespectadores da Coréia do Norte. A transmissão televisiva de qualquer evento na Coréia do Norte é rara e esta será a primeira grande visita cultural de americanos ao país.

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