Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Cobertura na rede dá banho em emissoras de TV

29/11/2006 na edição 409

A noite das eleições intermediárias de 2006 ficará marcada na história dos EUA como um triunfo para os democratas, reprovação para o presidente George W. Bush e um divisor de águas para a mídia, afirma David Bauder [Associated Press, 26/11/06]. A primeira eleição americana realizada sem grandes problemas na era da internet deixou muitas empresas de mídia inseguras em relação a como agir nas eleições presidenciais em 2008, de acordo com um estudo divulgado pelo Project for Excellence in Journalism, da Universidade da Colúmbia.


O estudo monitorou diversos tipos de mídia na noite do pleito, em 7/11, e concluiu que o melhor deles para se ter notícias atualizadas são os sítios das redes de TV – e não as redes de TV em si. Por causa das informações detalhadas dos sítios, abastecidos tanto com resultados e pesquisas das emissoras como de agências de notícias, a internet mostrou-se mais atualizada que os programas televisivos, analisa Tom Rosentiel, diretor do Project for Excellence in Journalism.


Segundo o estudo, os sítios das emissoras de TV conseguiram realizar uma cobertura de sucesso porque suas equipes estão acostumadas a apurar informações rapidamente. ‘Podemos não estar longe de dizer que não precisaremos ter a TV ligada’, opina. Já portais como o Google e a AOL não impressionaram tanto em sua cobertura política, assim como os sítios de jornais.


Estrelas


CNN, Fox News Channel e MSNBC se prepararam para oferecer uma cobertura extensiva das eleições, apresentada por grandes nomes do jornalismo. No entanto, a demora da divulgação dos resultados os deixou sem muito a dizer no ar. ‘Usar grandes nomes nem sempre é a melhor maneira de se contar uma história’, diz Rosentiel. Segundo ele, os canais a cabo deveriam ter gastado menos tempo com debates, sem grandes informações atualizadas, e mais tempo com repórteres, e poderiam ter até mesmo suspenso a cobertura quando não havia novas informações e colocado no ar matérias com as personalidades políticas.


A CBS e a NBC gastaram uma hora do horário nobre com o tema, e a ABC, 90 minutos. O tempo e equipe menores deram ainda mais destaque aos âncoras Katie Couric, da CBS, Charles Gibson, da ABC e Brian Williams, da NBC.

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