Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

FEITOS & DESFEITAS > COLÔMBIA

COLÔMBIA

25/10/2007 na edição 456

Dois jornalistas fugiram da Colômbia, na semana passada, depois de sofrer ameaças de morte. De acordo com informações do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), o apresentador de TV e documentarista Hollman Morris deixou o país no domingo (21/10) e o radialista Geovanny Alvarez, na sexta-feira (19/10).


Uma longa tradição de violentos cartéis de drogas, esquadrões da morte de extrema direita e rebeldes de esquerda transformaram a Colômbia em um péssimo lugar para o trabalho jornalístico. Dezenas de jornalistas foram mortos no país nos últimos anos.


Acusações


Alvarez deixou a Colômbia após receber diversas ameaças de morte por causa de suas investigações – com resultados divulgados no rádio – sobre casos de corrupção na cidade de Sabanalarga. Segundo o CPJ, o jornalista não informou seu destino por medo de represálias. Morris, que este mês foi premiado pela Fundación Nuevo Periodismo, já havia sido ameaçado antes, mas decidiu ir para os EUA com sua família após receber um e-mail, em setembro, de um grupo auto-intitulado Frente Patriótica Colombiana. Na mensagem, o apresentador era chamado de ‘antipatriota, membro da guerrilha e dedo duro’.


No início de outubro, Gonzalo Guillen, que trabalhava como repórter freelancer para a versão em língua espanhola do jornal Miami Herald, fugiu da Colômbia depois de receber ameaças por ter criticado publicamente o presidente do país. Guillen afirmou ter recebido 24 ameaças em 48 horas depois que o presidente Alvaro Uribe o acusou de mentira e ofensa. Informações da AP [25/10/07].

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