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Terça-feira, 14 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº999
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Comediante pode ser processada por insulto ao papa

16/09/2008 na edição 503

A comediante italiana Sabina Guzzanti pode passar cinco anos na cadeia por insultar o papa Bento 16. Em uma passeata na Piazza Navona, em Roma, em julho, quando líderes de oposição acusavam o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi de aprovar leis em interesse próprio, Sabina afirmou à multidão que, em 20 anos, os professores italianos seriam escolhidos pelo Vaticano. ‘Mas em 20 anos o papa estará onde deveria estar, no Inferno, atormentado por demônios homossexuais – daqueles bem ativos, não dos passivos’, completou. Pelo Tratado de Latrão, acordo firmado em 1929 entre a Itália e o Vaticano, um insulto ao papa pode gerar a mesma penalidade que um insulto ao presidente italiano. O procurador romano Giovanni Ferrara pediu ao ministro da Justiça, Angelino Alfano, permissão para que a comediante seja processada. Para Ferrara, as palavras de Sabina ultrapassaram os limites da sátira. O deputado Paolo Guzzanti, pai da comediante, declarou que o pedido de processo é ‘um retorno à Idade Média’. Com informações de Dan Slater [Wall Street Journal, 11/9/08].

Jornalistas são alvo de terroristas afegãos

Jornalistas estrangeiros podem estar sendo alvo de terroristas no Afeganistão, que lhes oferecem entrevistas, atraindo-os para o país, e os fazem de reféns, noticia Ed Johnson [Bloomberg, 8/9/08]. Segundo o Departamento de Relações Exteriores e Comércio da Austrália, repórteres australianos podem estar entre as vítimas deste tipo de golpe. O órgão alertou a mídia sobre ‘um aumento na atividade dos insurgentes’ na capital do Afeganistão, Cabul. De acordo com uma porta-voz do governo, o alerta tem como base documentos confidenciais da inteligência – e por isso mais detalhes não podem ser divulgados. A Austrália tem mil soldados sob o comando da OTAN na província de Uruzgan e em torno do aeroporto de Kandahar, para lutar contra os insurgentes do Talibã e tentar estabilizar o país sob o governo do presidente Hamid Karzai. No ano passado, foram registrados mais de 160 casos de seqüestro no Afeganistão, muitos envolvendo estrangeiros.

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