Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > CHINA

Comissão de Hong Kong inocenta Yahoo!

16/03/2007 na edição 424

O provedor e portal de internet Yahoo!, acusado de fornecer informações às autoridades chinesas que ajudaram na localização e detenção do jornalista chinês Shi Tao, não violou leis de privacidade, informou o governo de Hong Kong em declaração nesta semana. Tao havia sido condenado a 10 anos de prisão em 2005 por ‘divulgar segredos de Estado ao exterior’, após postar na internet uma ordem governamental que proibia a mídia chinesa de escrever sobre o 15º aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989.


Na ocasião, o Yahoo! foi criticado por organizações de defesa da liberdade de expressão, acusado de ter fornecido à justiça informações sobre e-mails enviados por Tao de seu computador, além do endereço de IP, telefone e endereço do jornalista. O IP é um número único de todo computador conectado à rede. Em maio do ano passado, a Comissão de Proteção à Privacidade de Hong Kong iniciou uma investigação sobre o caso.


Absolvição


Esta semana, a comissão determinou que o endereço de IP fornecido pelo Yahoo! às autoridades chinesas não era informação pessoal e não revelou a identidade de Tao. ‘Somente um endereço de IP não pode revelar a exata localidade do computador nem a identidade de seu usuário’, explicou Roderick Woo, membro da comissão. ‘Não há evidências que comprovem que o Yahoo! forneceu informações pessoais às autoridades chinesas.’


Woo acrescentou, entretanto, que acredita que a lei sobre privacidade deveria ser mais clara para que sua função regulatória fosse aplicada sem erros. Para tanto, propôs uma revisão legislativa. Em declaração, o Yahoo! Hong Kong afirmou estar ciente do resultado da investigação e ressaltou que ‘leva a sério a privacidade de seus usuários’.


Lucro como prioridade


Além do Yahoo!, o Google e a Microsoft também foram acusados de colocar o interesse comercial acima de sua integridade ao ceder à pressão chinesa e retirar de seus portais ou sistemas de busca informações sensíveis aos mecanismos de censura da China. As três empresas disputam o crescente mercado de internet no país – o segundo maior do mundo, atrás apenas dos EUA. Informações de Stephanie Wong [AFP, 14/3/07].


 

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