Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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Crise não desestimula futuros jornalistas

Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 14/04/2009 na edição 533

O Pew Research Center estima que cinco mil cargos foram eliminados em jornais dos EUA em 2008. Desde 2001, mais de 10 mil repórteres de jornais perderam o emprego – o que faz com que, atualmente, existam em torno de 47 mil jornalistas de jornal impresso em exercício no país. Mas o ‘passaralho’ anda rápido. Segundo Erica Smith, que administra o monitor online de cortes de cargos Paper Cuts, apenas nos primeiros três meses deste ano já foram 7,5 mil demissões.

Este cenário, entretanto, não desanima futuros jornalistas. Para se ter uma idéia, as inscrições de estudantes de jornalismo em universidades como Columbia, Stanford e NYU aumentaram, respectivamente, 38%, 20% e 6%, comparadas ao ano passado. O mesmo aconteceu nas universidades estaduais: na Universidade do Colorado (mais 11%), da Carolina do Norte (mais 14%) e de Maryland (mais 25%).

Os altos custos também não afastaram os alunos. O valor médio que um universitário gasta em um ano é de US$ 31 mil. O salário médio de um jornalista foi de apenas US$ 40 mil por ano em 2007. ‘Nunca encontrei uma única pessoa que tivesse escolhido jornalismo por razões financeiras’, afirma Nicholas Lemann, reitor da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia.

Mercado

A questão que permanece no ar é: o que estes estudantes vão fazer para viver após a formatura? Alguns podem até conseguir trabalho na área. Segundo o Escritório de Estatísticas de Trabalho, o número de cargos para repórteres iniciantes irá aumentar 2% até 2016, enquanto para editores mais experientes este aumento será de 10%.

Trabalhos como freelancer, na mídia digital e até na academia podem absorver a mão-de-obra. Brooke Kroeger, diretora do Instituto de Jornalismo Carter, da NYU, afirma que a procura de profissionais para dar aulas triplicou nos últimos cinco anos. Lemman, da Columbia, recebe diversos e-mails diariamente, assim como Neil Henry, reitor e professor da Escola Berkeley de Jornalismo. Felizmente, o grande número de alunos cria a necessidade de mais professores. Informações de Lauren Streib [Forbes, 6/4/09].

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