Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1059
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FEITOS & DESFEITAS >

Cuidado com a mordaça

Por Luiz Domingos de Luna em 15/09/2009 na edição 555

Com a entrada da internet no cotidiano das pessoas, as informações rolam rápido no processo interativo da comunicação, acontecimentos que eram de difícil acesso às camadas mais populares, hoje com a popularização dos computadores conectados no mundo on line, as comunidades mais distantes dos grandes centros urbanos, já estão tendo acesso, o que com certeza forma um farol de conhecimentos que pode servir de esteio para a plenitude do exercício da cidadania plena. Ora, o que se vive no Brasil é uma situação vexatória, pois é comum encontrar pessoas com fórmulas mágicas para resolver a problemática da corrupção desenfreada que engessa todas as artérias vivas que pulsam no Brasil.

Tal prática, totalmente lesiva ao Estado democrático de direito, é somente em si mesma, um mal, um tumor maligno que dilacera e corrói todo o tecido social, inviabilizando assim o convívio harmônico, tão necessário para o funcionamento das instituições que formam a base de sustentação da ordem social, político-econômica (…) do país. Este clima de inquietude e insegurança no processo eletivo é sempre um peso muito forte e um preço muito alto por uma projeção de insegurança que, na verdade, de fato e de direito, nem deveria existir, pois as normas de funcionalidade do Estado Democrático de Direito já estão devidamente expressas, aprovadas, inclusive, e já estão sendo aplicadas sem nenhum prejuízo para a ordem democrática. Podemos dizer que, o processo eletivo no Brasil em nada fica a desejar com relação aos demais países em desenvolvimento ou mesmo desenvolvidos.

Voz da liberdade

Creio que o problema nasce quando as vivandeiras de plantão, enfronhadas no poder, seja em democracia, seja em tirania (…) ou qualquer outro regime, ou mesmo sistema político, entronizadas no poder como uma propriedade privada, tratam o poder público como a extensão de seus interesses mesquinhos e passam a viver como se o Estado fosse seu feudo, um questão de segurança de seus bolsos, não interessando se o dinheiro público vem de caixa um, caixa dois etc., pois o que interessa para as vivandeiras é eternização do pânico, as mais das vezes causadas por elas mesmas.

Quem são então as vivandeiras? São os abutres que não se conformam com a lei, a legalidade, a norma, a ordem institucional e partem, geralmente com causas particulares, para criar a confusão entre o público e o privado, as mais da vezes tolhendo a liberdade de expressão e nesse trator de interesses particulares não causa estranheza se procurarem calar ou amordaçar a voz universal da liberdade de imprensa mundial – a internet.

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Professor, Aurora, CE

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