Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Dan Rather volta à TV, mas para poucos

21/11/2006 na edição 408

O ex-âncora da CBS News Dan Rather voltou à TV na semana passada, mas para um público restrito. O programa Dan Rather Reports é transmitido apenas na televisão de alta-definição, disponível para apenas quatro milhões de americanos com aparelhos de alta-definição e assinatura do canal HDNet, noticia Mark Egan [Reuters, 13/11/06]. Há cinco meses, Rather deixou a CBS, depois de admitir que não podia comprovar a autenticidade de documentos apresentados em uma edição do programa 60 Minutes sobre George W. Bush. A audiência pequena, entretanto, não desanimou o veterano jornalista. ‘Eu não tenho ilusões sobre audiência. Eu considero a rede pioneira e, no começo, não me surpreenderei se estiver falando apenas para milhares de pessoas’, falou ele sobre seu novo trabalho. Rather chegou a ter um público de milhões de telespectadores em sua carreira na CBS, onde cobriu do assassinato do presidente John F. Kennedy, em 1963, passando pelo escândalo Watergate, em 1974, à guerra do Iraque. Ele encerrou seu trabalho de 24 anos como âncora na CBS em março de 2005 e saiu da rede em junho de 2006, depois de ser ‘deixado na geladeira’. Rather revelou estar feliz por se ver livre da pressão de uma audiência maior e mais jovem. O jornalista afirmou que recebeu propostas em redes de TV tradicionais, mas preferiu a televisão de alta-definição.



Ex-editor encontrado morto no México

Jose Manuel Nava, ex-administrador e editor de um dos mais antigos jornais do México, foi encontrado morto na capital do país na quinta-feira (16/11), uma semana depois de publicar um livro crítico ao governo federal, ao empresariado local e a seus antigos companheiros de trabalho. Nava, de 53 anos, foi o último editor do Excelsior quando o jornal ainda era administrado como uma cooperativa. Encontrado pela faxineira, ele foi esfaqueado, afirmou a porta-voz do departamento de polícia da Cidade do México. O Excelsior foi fundado em 1917 e, nas décadas de 60 e 70, foi comandado pelos funcionários – época em que criticava o governo sem receio de pressões oficiais ou do mercado. Nava trabalhou no jornal por 30 anos, incluindo 16 anos como correspondente em Washington. Em 2003, uma proposta privada de compra do Excelsior por US$ 150 milhões fracassou, levando o jornal a pedir ajuda financeira ao próprios leitores. Em janeiro de 2006, o Excelsior foi vendido ao Grupo Imagen. Na semana passada, Nava anunciou seu livro, onde culpava o governo, os funcionários e a comunidade empresarial pelo fracasso do modelo de cooperativa. Informações de Kathleen Miller [AP, 16/11/06].

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