Domingo, 26 de Março de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº937

FEITOS & DESFEITAS > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

Decepção espetacular

Por Sergio Agripino Donato em 13/03/2007 na edição 424

O programa Domingo Espetacular (Rede Record, 4/3/2007) decepcionou milhares de telespectadores. Após divulgar que havia desvendado corrupção no município de Itaquaquecetuba e feito várias chamadas, alardeando que o prefeito havia sido denunciado pela própria filha, a matéria deixou de ser exibida. E mais: não tiveram o bom senso para esclarecer ao público o que havia ocorrido. Afinal o que aconteceu? O Domingo Espetacular de alguma maneira foi censurado? Como esse comportamento pode ser observado?

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Será verdade mesmo o que está acontecendo com nosso país? Um país que tem como herói uma sacoleira (não desmerecendo a profissão) que não tem o mínimo de cultura e humildade ser a heroína do povo no Big Brother. Uma pessoa totalmente soberba e fútil que pôs acima de todos na ultima edição a sua dignidade para participar do programa como se os outros ou ninguém mais fosse digno de algo. Mais repugnante foi ver que a emissora gastou seus minutos milionários do horário nobre de domingo (4/3/2007) para mostrar o suposto heroísmo da ‘sacoleira’. É vergonhoso a como a produção do programa é imparcial ao ‘apoiar’ um eventual participante.

Independente do caráter ou hombridade de alguém, todos os participantes deveriam ter o mesmo tratamento por parte da produção que faz matérias nos intervalos notoriamente apoiando um certo grupo na casa. Sabemos que ninguém é bonzinho ou de má índole ao todo. E que por ser assim, a imagem criada de certos participantes pode ser falsa.

A voz do povo é a voz de Deus…ou será que toda unanimidade é burra? Este tipo de programa cansa pela sua mesmice que apesar de estar em sua sétima edição, continua igual à primeira e se baseia em: dezesseis participantes escolhidos a dedo e que ficam confinados em uma casa e são indicados por eles mesmos a um concurso pra sair. Concurso esse que é de júri popular e que é se não ao todo, teoricamente desleal. Pois a edição exibe diariamente em média de 40 minutos o que se passou em 24h – ou seja, 1.440 minutos. Salvo aqueles que se dão ao luxo de assistir assinando o provedor de internet da emissora ou pagando pra assistir pelo pay-per-view. O que não acessível a maior parte dos brasileiros.

Só nos resta uma compreensão por parte da emissora ou da mídia em geral ou quiçá da criatividade ‘deles’ para criar algo realmente de cultura para os telespectadores brasileiros. (João Leonardo, Salvador, BA)

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A ‘desinformação’ se tornou nos veículos de comunicação. Em todas as emissoras de televisão pude assistir seus repórteres e apresentadores se referirem ao profissional de segurança patrimonial como vigia. No entanto, não existe tal profissão, ou seja, o profissional de segurança em questão é o vigilante – profissão constituída e regulamentada por lei federal. Se lessem trechos da lei , não cometeriam tal erro – lei federal nº 7.102, que trouxe inovações sobre o tema:

Art.3º – A vigilância ostensiva e o transporte de valores serão executados: (Art.3º, ‘caput’, com redação dada pela Lei nº 9.017, de 30/03/1995).

Decreto 89.056/9, Art. 18 – O vigilante deverá submeter-se a rigoroso exame de saúde físico e mental, bem como manter-se adequadamente preparado para o exercício da atividade profissional.

Sinto-me envergonhado por ser brasileiro nesses momentos, pois esse assunto é tão discutido e mesmo assim aqueles que deveriam transmitir a informação estão mais desinformados do que os telespectadores, ouvintes, o povo. (Manoel Chagas, vigilante, São Paulo, SP)

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Ferroviário, Itaquaquecetuba, SP

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