Quinta-feira, 24 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA & POLÍTICA

Desinformação e pesquisas eleitoreiras

Por Wemerson Augusto em 30/09/2008 na edição 505

A quem interessa as pesquisas eleitorais? Elas pretendem apontar ou criar os favoritos? Essas são algumas das questões que a mídia explorou muito pouco nestas eleições municipais. Apenas largou mais uma vez no imaginário dos cidadãos diversas pesquisas e números totalmente gritantes entre si.

O papel da mídia e das pesquisas, neste caso, foi muito mais especulativo do que informativo. Para os eleitores conscientes, de nada importaram os apontamentos. Já para os eleitores acabrunhados culturalmente, os índices significam necessariamente votar no primeiro.

É comum escutarmos: ‘Eu não vou perder meu voto, por isso voto em quem tá na frente.’ Infelizmente, este pensamento ainda persiste entre muitos brasileiros. E é justamente conhecendo esse mito popular que os lobistas políticos e midiáticos extrapolam no uso desse marketing irresponsável.

Ganhar no grito – por que um candidato necessita sujar a cidade com um encarte de jornal dizendo que está em primeiro colocado? Qual a intenção de um jornal quadriplicar sua tiragem e entregar gratuitamente nas casas das pessoas tais pesquisas?

Outros outubros

O jornal e o candidato, neste caso, estariam informando ou apenas tentando persuadir? Percebe-se no material muita pouca informação em meio a gigantescos gráficos que apontam a disparada do primeiro colocado. Ao eleitor consciente, a pesquisa não vai tornar melhores nem piores suas convicções e ideologias.

Disso os lobistas sabem; o que eles querem mesmo é manipular a massa. Literalmente fazer valer o resultado da pesquisa. Ainda bem, que na natureza as coisas não são precisas – como as pesquisas dizem ser – e no dia 5 de outubro os ventos podem sobrar ao contrário.

As urnas poderão apresentar surpresas para alegria do bom senso e tristeza das preciosas pesquisas. No entanto, a associação da pesquisa com o jornal ficará gravada na memória do povo e do veículo de imprensa, independendo dos rumos dos ventos. Semelhante a outros históricos outubros.

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Jornalista, especialista em Linguagem, Cultura e Ensino, Foz do Iguaçu, PR

Todos os comentários

  1. Comentou em 02/10/2008 Aldo Gomes

    Éee essa bexiga de pesquisas manipula no Brasil todo. É preciso abandonar as pesquisas e discutir propostas, planos, debates.

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