Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1042
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Dilma é possível candidata em encarte na Foreign Affairs

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 06/02/2009

Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


 


CANDIDATA
Cláudia Trevisan


Dilma aparece em anúncio do governo em revista dos EUA


‘A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é uma das estrelas de um encarte publicitário de 10 páginas da revista norte-americana Foreign Affairs dos meses de janeiro e fevereiro. Ela é apresentada como provável candidata a presidente da República em 2010. Em um trecho do texto, diz: ‘Não acho que nenhum outro presidente brasileiro tenha dado tanta importância ao etanol quanto o presidente Lula’. Não foram mostradas fotos da ministra.


Financiado por Embratur, Petrobrás, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e empresas privadas nacionais e estrangeiras, o encarte tem fotos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e da presidente da Embratur, Jeanine Pires. O texto fala ainda muito bem da administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


’Os bancos brasileiros são sólidos e lucrativos graças à estabilidade criada pelo antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso. De maio de 1993 a abril de 1994, FHC (como ele é conhecido) foi ministro da Fazenda do Brasil e introduziu o Plano Real para acabar com a hiperinflação. Embalado pelo sucesso de seu plano, ele foi eleito presidente em 1994 e reeleito quatro anos mais tarde. Cardoso foi sucedido em 2003 por Lula, que também foi reeleito; o mandato atual de Lula vai terminar em 2011’, diz a o texto, apresentado em formato de reportagens sobre distintos temas com o título Brasil, um gigante acorda. A Meirelles foi dedicada uma página. Ele defende as políticas fiscal e monetária ‘conservadoras’ que deram ao País recursos para enfrentar a atual crise econômica. A Embratur informou que o ‘publieditorial’ custou R$ 123 mil, apenas à empresa. E que recebeu a proposta da revista Foreign Affairs para anunciar, numa reportagem especial sobre o Brasil, os aspectos econômicos, culturais e turísticos do País para o público específico da revista – formado por integrantes de governos estrangeiros, organismos internacionais, grandes conglomerados privados de atuação global e formadores de opinião, de acordo com a empresa.


Nesse contexto, informou ainda a Embratur, foram publicadas duas páginas sobre turismo: uma sobre o Rio de Janeiro e São Paulo e uma entrevista com Jeanine Pires, que apresentou as ações de promoção turística do Brasil no exterior. Quanto ao preceito constitucional que proíbe a exaltação de autoridades, a Embratur respondeu que não acredita tê-lo ferido, visto que a entrevista de Jeanine visou ao público norte-americano e não brasileiro.


A Petrobrás informou que optou pelo anúncio porque a revista é uma referência mundial no mercado editorial. A empresa não informou quanto pagou. O Palácio do Planalto informou que as páginas publicadas pela Foreign Affairs são muito semelhantes às do diário britânico The Guardian, que no ano passado fez reportagem especial sobre o Brasil.


COLABORARAM JOÃO DOMINGOS E LISANDRA PARAGUASSÚ’


 


 


CANTOR
Marco Bezzi


Bono, Mick, Elton. Parceiros de Pelé


‘A tabelinha entre o Rei do Futebol e o cantor Jair Rodrigues é apenas o início de uma temporada que promete trazer Pelé para dentro dos estúdios de gravação. Na tarde de ontem, o eterno camisa 10 se reuniu ao ‘cachorrão’ na produtora do amigo e maestro Ruriá Duprat para ensaiar sua participação no show que Jair fará hoje no Auditório Ibirapuera. ‘O Jair é um irmão, sempre acreditou que eu poderia cantar’, fala Pelé ao Estado, antes de começar a cantar Cidade Grande na sala de gravações.


Depois de interpretar a canção na noite de hoje, o ‘cantor’ Pelé reservará os próximos meses para finalizar um álbum que pretende lançar em maio do ano que vem. ‘Quero gravar dez CDs, meu número da sorte. Será um legado para a minha família’, explica. Músicas como uma homenagem a São Paulo e ao Rio de Janeiro estão na ponta de lança. A desconfiança que atinge até o mais otimista quando Pelé cantor solta a voz é minimizada pelo próprio: ‘As pessoas esquecem que eu tenho músicas gravadas com o Sergio Mendes, Wilson Simonal, Wando, Elis Regina, com o Gilberto Gil, o Jair Rodrigues. Até a Maria Alcina gravou música minha.’ Em 2006, o Rei lançou o álbum Ginga na Europa, com participações de Rappin? Hood e Gilberto Gil. ‘Gravei aquele jingle ABC pra campanha do Ministério da Educação. O Ruriá ouviu e me pediu pra levar a sério esse meu lado de compositor. Gravei o Ginga, mas tivemos problemas judiciais para lançar no Brasil. Agora, espero estar tudo resolvido.’


Para os próximos álbuns, Pelé ganhará a companhia de estrelas da música pop, segundo Ruriá. ‘Ele tem cinco amigos que já se comprometeram a gravar com ele em algum momento: Bono, do U2, Mick Jagger, Elton John, Rod Stewart e Paul Simon’, afirma o produtor e sobrinho do lendário maestro da Tropicália Rogério Duprat. ‘Imagina um álbum como o Duets do Frank Sinatra com o Pelé. Seria o máximo’, diz. ‘Se eu precisasse desses cantores para fazer algum projeto, eles topariam’, esnoba Pelé.


Duprat (ou Coutinho, como o Rei o chama) explica como ‘ensinou’ Pelé a cantar. ‘Ele é afinadinho, mas queria cantar como o Martinho da Vila. Falei que o jeito que ele tem de cantar é o do João Gilberto.’ Pelé conta a rotina dentro do estúdio: ‘No campo eu tinha tempo de ficar treinando. Aqui não. Mas pra passar as minhas mensagens, eu sou capaz. Agora, as mais de 300 letras que eu tenho escritas estão nas mãos de um profissional.’


Profissionalmente, Pelé ainda destaca as vezes que disse não ao showbiz. Bono o chamou para cantar nos show no Brasil, Elton John o convidou para dividir o microfone com ele no show pré-demolição do Estádio de Wembley, na Inglaterra – ‘ele queria que eu cantasse Nikita’ – e Roberto Carlos também sempre quis dividir a coroa com o Rei do Futebol. ‘Melhor não misturar as coisas. Os caras vão falar ?jogava bola pra caramba, mas como cantor…?’ (risos).’


 


 


TELEVISÃO
Keila Jimenez


Na trilha de O Clone


‘Com audiência nada impressionante, mas boa repercussão, Caminho das Índias pode tornar-se a próxima mina de ouro da Globo no mercado internacional.Tanto é que, mesmo com a novela bem no início, longe de possíveis vendas para outros países, a Globo já tratou de pré-lançar o folhetim na Natpe (feira internacional de audiovisual), realizada no fim de janeiro, em Las Vegas.


A emissora exibiu um vídeo para potenciais compradores latinos com Glória Perez falando sobre o folhetim. A estratégia deu certo. Logo após o vídeo, várias emissoras já fizeram o pedido de encomenda da trama, que será comercializada lá fora só em 2010. A tática de venda tentou tirar proveito da aceitação do universo da autora no exterior, sucesso conquistado com O Clone.


Até hoje, a novela está na lista das mais vendidas da Globo, exibida em 84 países.Vale lembrar que com Esperança a experiência não deu certo. A Globo apostou em um folhetim nos mesmos moldes de Terra Nostra, que tinha encantado o mercado internacional, batendo todos os recordes de venda. Resultado: Esperança não foi bem nem aqui, nem lá fora.’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


 


LIVROS
José Sarney


Da arte de escolher


‘A REVISTA ‘Serafina’, da Folha, me pede para escolher os dez livros que marcaram a minha vida. Dez, só dez! Os livros têm sido meus amigos de todos os momentos, desde que, menino, descobri a Biblioteca do Povo, com livros como ‘A Revolução da Maria da Fonte’, que eu li com encantamento e formou uma das heroínas da minhas infância: ‘No lugar da Fonte, Concelho (sic) da Póvoa do Lanhoso, no coração do Minho, existiu a que foi a Joana d’Arc do Setembrismo’.


Depois, não repetirei aqui esta história que já contei tantas vezes, meu pai me deu como marcos da literatura de língua portuguesa os ‘Sermões’ do padre Antônio Vieira e ‘Um Estadista do Império’, de Joaquim Nabuco, ‘Nabuco falando de Nabuco’, como disse Machado de Assis quando o exaltou.


Com o passar dos anos, eles foram se somando. Uns sérios, outros leves, agora a prosa, agora a poesia -que nunca passou minha necessidade de ler e escrever versos, desde que formamos em São Luís do Maranhão nosso grupo literário, com sua revista, ‘A Ilha’. A literatura foi a paixão que compartilhei vida afora com esta outra vertente, a da política. Estudante eterno, que passou muitas noites na Biblioteca Pública de São Luís, hoje ainda estudo nos livros que se empilham em minhas bibliotecas, em cada canto da casa e, companhia na noite, em minha cabeceira. Não sei dormir sem ler.


E agora querem que escolha somente dez livros. Hoje fazia minha lista e de repente descobri que nela não estava o ‘Dom Quixote’, esse livro que é o maior livro que já foi escrito, que contém todos os livros, na sabedoria do humor e da análise mais profunda da humanidade, na cristalização perfeita e imortal do dom Quixote e do Sancho Pança, a sociedade e a civilização, o tempo e a história, a guerra e a paz, a condição humana vista em todas as suas nuances.


Tinha que cortar um livro. Cortei, com dor no coração, o ‘Pedro Páramo’, de Juan Rulfo. Encontrei Rulfo em 1969. Reencontrei-o no fim dos anos 70, numa edição popular do FCE. Já então não se contavam as edições. Senti logo a força do livro. Queria ler mais Rulfo, mas seus contos só li muito depois. Pouco havia -só recentemente surgiu a edição conjunta em português de ‘Pedro Páramo’ e ‘Chão em Chamas’, traduzida por Eric Nepomuceno. ‘Pedro Páramo’ é um pequeno livro, 130 páginas.


Nelas, com seu poder de síntese, Juan Rulfo nos mergulha no universo do realismo maravilhoso, num romance que é tragédia, poesia, solidão. Pois acabei cortando o ‘Pedro Páramo’ da minha lista dos dez livros mais importantes de minha vida. Parafraseando Guimarães Rosa, viver é muito dificultoso.’


 


 


CULTURA
Carlos Augusto Calil


Fome de cultura


‘HÁ UM fenômeno marcante na cena cultural brasileira: a sociedade clama por oferta de espaços de lazer e convívio, pela universalização da expressão artística, correspondendo ao acesso à representação e à participação cultural. Paira uma fome de cultura no ar. Por anos, a Secretaria Municipal da Cultura, cuja origem ilustre remonta à criação do Departamento de Cultura em 1935 -intervenção pública pioneira em nível internacional-, permaneceu estagnada, numa posição de confortável irrelevância política.


Em 2005, a deterioração -e a progressiva paralisia- atingira a biblioteca Mário de Andrade, as 55 bibliotecas de bairro, os teatros distritais, enfim, boa parte da sua rede física. Tornara-se indispensável recuperar a iniciativa do governo, visando à prestação de serviço público de melhor qualidade e à preservação das coleções, dos edifícios e equipamentos. Era preciso sinalizar a mudança de atitude, contra o desânimo geral dos funcionários, descrentes de fantasias redencionistas, e ampliar o orçamento insuficiente. Em um sinal inequívoco de que a cultura alçava outro patamar na Prefeitura de São Paulo, seu orçamento foi de R$ 176 milhões em 2005 para R$ 383 milhões em 2008. A revitalização da biblioteca Mário de Andrade, segunda maior do país, foi priorizada. Ainda em 2009 deve ser entregue seu primeiro módulo, que prevê o restauro do prédio principal, com abertura para a praça que a circunda. Ao mesmo tempo, inicia-se a segunda etapa, com a incorporação de um edifício vizinho, que será habilitado a receber a imensa coleção de periódicos.


Reanimar as bibliotecas públicas foi o maior desafio. Abandonadas pela administração e pelos frequentadores, sua precariedade era chocante: muitas delas não dispunham sequer de banheiro em funcionamento. Para atrair novamente o público a esses espaços, implantamos o Projeto de Bibliotecas Temáticas -atualmente há sete em funcionamento- e atualizamos o acervo com novos livros e assinatura de periódicos. A descentralização dos espaços culturais é hoje inadiável. A implantação em 2006 do Centro Cultural da Juventude, em Vila Nova Cachoeirinha, respondeu em alto nível à demanda da comunidade. No coração de Cidade Tiradentes, inicia-se em breve a construção de um centro de formação cultural para prover a região de cinema, teatro, circo, biblioteca e salão de exposições, além de cursos de formação sequenciada em atividades como cenotécnica, iluminação e sonorização. Esse conceito inovador reúne no mesmo espaço condições para formação profissional e fruição cultural.


A partir da experiência libertadora da vivência cultural, está em curso um crescente processo de culturalização da sociedade. Só a impregnação da cultura na educação formal e nos programas de reabilitação social poderá devolver-lhes alguma expectativa de transformação. Nesse processo, a ação cultural mobiliza e estimula a participação dos jovens em busca de oportunidades de atuação e de afirmação das identidades individuais e de grupo.


Concentrada principalmente no centro da cidade, a Virada Cultural faz parte de um esforço de reocupação dessa área crítica, ainda deprimida após 40 anos de abandono. A cada nova edição, jovens descobrem as ruas e praças do centro velho à procura de sua atração, e tudo se passa sob a égide da relação direta entre poder público e população, sem a intermediação de bandeiras comerciais ou de patrocinadores do dinheiro público via leis de incentivo. O imposto recolhido pela prefeitura devolvido ao contribuinte no velho modo republicano. A Virada Cultural nos ensinou que o vetor que pode recuperar o centro histórico, mesmo na sua vertente construtiva, é o da valorização cultural. Fixada a vocação da região, cabe ao poder público criar condições para atrair atividades ligadas à cultura e às artes: escritórios de arquitetura, de design, produtoras de cinema, de teatro e dança, residências de artistas.


Associar recuperação concreta à simbólica, reurbanização física à humana é o caminho que se vislumbra. Basta observar, no entorno do vale do Anhangabaú, os movimentos espontâneos de abertura de novos bares e restaurantes, faculdades, requalificação de apartamentos em edifícios antigos, gestos inequívocos de convite ao investimento governamental. A fome de cultura poderá ser aplacada se recuperarmos o papel do Estado, por intermédio do investimento direto nas ações de interesse social. Ao assumir as suas responsabilidades, o poder público e seus parceiros darão respostas à altura das demandas vivas da sociedade.


CARLOS AUGUSTO CALIL , 57, é professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e secretário municipal da Cultura de São Paulo.’


 


 


DITADURA
Fábio Grellet


Governo lança site com arquivos do extinto SNI


‘DA SUCURSAL DO RIO O governo federal vai lançar, na segunda quinzena de março, um site que reunirá documentos produzidos durante a ditadura militar (1964-1985). O portal do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil – 1964/1985 vai incluir os arquivos do SNI (Serviço Nacional de Informações, extinto em 1990), entre outros órgãos.


Os documentos estão sendo digitalizados pelo Arquivo Nacional, sediado no Rio de Janeiro e responsável por criar o site, e só poderão ser acessados pela internet. Uma parte deles poderá ser consultada livremente. Mas fichas pessoais, como as das 308 mil pessoas investigadas pelo SNI, só serão mencionadas.’


 


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Um espectro ronda


‘A ‘Economist’ abriu campanha contra o ‘nacionalismo econômico’. Dá editorial ecoando o Manifesto Comunista, ‘Um espectro se ergue’, e denuncia o protecionismo em reportagens sobre o lobby das montadoras por recursos públicos, inclusive no Brasil, e a pressão de governos europeus para que o resgate de bancos tenha por contrapartida não realizar empréstimos ao exterior. Concentra o ataque no pacote de Barack Obama e cobra que ele vete qualquer menção a ‘Buy America’, a exigência de uso de produtos americanos. Diz que o plano de estímulo deve ser ‘coordenado’ com outros países _e defende como ‘princípio’ para as ações o multilateralismo, com a conclusão de Doha e respeito às promessas do G20, que uniu ricos e emergentes.


DIA A DIA


O ‘Financial Times’ pautou 11 jornalistas para retratar como ‘o protecionismo cresce dia a dia’, com greves cobrando ‘britânicos em primeiro lugar’ e a França priorizando ‘artigos domésticos’


FORA ‘BUY AMERICA’


O ‘Granma’ (dir.), de Havana, deu ontem mais uma das ‘Reflexões do companheiro Fidel’, agora sobre ‘As contradições entre a política de Obama e a ética’, a começar do projeto ‘Buy America’ do plano de estímulo


‘PEDRA NO RIM’


O editor Manny Garcia publicou no ‘Miami Herald’ o artigo ‘Enquanto correm os rumores sobre Fidel, o plano de nossa redação espera’. Escreve que o líder cubano é ‘uma dor que parece que nunca vai embora, você reza para ele partir logo’. O site Editor & Publisher noticiou depois o plano de cobertura do jornal _e, na frase que mais ecoou on-line, citou de um ex-editor que ‘é mais detalhado do que o plano do Pentágono para invadir o Iraque’.


A ESQUERDA TEM IDEIAS


A ‘Economist’ foi até Belém e publicou uma cobertura elogiosa _e rara_ do Fórum Social. Sob o título ‘Caros capitalistas, admitam que erraram’, observa que ‘a esquerda internacional tem ideias para consertar o mundo… moderadas e interessantes’. Por exemplo, um ‘New Deal’ global com viés ambiental, centralizar na ONU o combate a superávits/déficits ‘excessivos’ e reduzir os incentivos ao risco descontrolado.


DILMA LÁ


Como postou ontem o blog de Cláudia Trevisan, a nova edição da revista americana de política externa ‘Foreign Affairs’ traz dez páginas de propaganda do Brasil, com imagens de Lula e Henrique Meirelles, mais artigos com frases da ministra Dilma Rousseff. O informe é pago por BNDES, Petrobras, CNI, Fecomércio e outras.


SARNEY, O DINOSSAURO


Sob o título ‘Onde ainda andam os dinossauros’, mais os enunciados ‘Um patrão político brasileiro’ e ‘Vitória do semi-feudalismo’, a ‘Economist’ viajou ao Maranhão para compreender o poder do novo presidente do Senado. Dá como fonte de seu controle a retransmissão da Globo.


O QUE FAZER


A nova edição da ‘Time’ traz um ‘New York Times’ na capa, mais a manchete ‘Como salvar seu jornal’. Oferece a ‘proposta humilde’ de que passe a cobrar ‘micropagamentos’ por cada texto acessado via internet, telefone etc. A proposta é um desenvolvimento do que fez antes a indústria fonográfica, via iTunes. Mas já é torpedeada por blogs como o ValleyWag.


ESPERANÇA


A Associated Press soltou despacho pedindo ‘crédito e compensação’ do ‘artista de rua’ Shepard Fairey, por basear sua célebre obra em foto da agência. Blogs como E&P e Gawker já questionam.’


 


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Globo fará ‘Video Game’ dentro de ‘BBB 9’


‘A Globo realizará em março uma edição ao vivo do ‘Video Game’ dentro da casa onde é gravado o reality show ‘Big Brother Brasil’. Participarão do quadro os ‘brothers’ que estiverem na casa na semana, provavelmente a primeira após o Carnaval. O ‘Video Game’ integra o ‘Video Show’.


Durante essa semana, a emissora montará cenário do ‘Video Game’ e deslocará a apresentadora Angélica para a casa de ‘BBB’. Trata-se de uma mudança significativa na rotina do quadro. Normalmente, as cinco edições de cada semana do ‘Video Game’ são gravadas em um único dia.


O ‘Video Game’ ao vivo será uma espécie de teste do que acontecerá com o ‘Video Show’ a partir de abril. O programa, agora sob o comando de J.B. de Oliveira, o Boninho (também responsável por ‘BBB’, ‘Mais Você’ e ‘Estrelas’), passará a ser transmitido ao vivo e deixará de falar exclusivamente sobre a Globo. Tratará também de celebridades da música e do cinema.


Na semana anterior ao Carnaval, serão feitos testes para definir os novos apresentadores (serão dois) e repórteres (dois ou três) do ‘Video Show’. André Marques, atual apresentador, está praticamente fora. A ideia de Boninho é mudar não só o conteúdo, mas também a ‘cara’ do programa.


O ‘Video Game’, contudo, não muda e continua apresentado por Angélica.


SEXO NO CATIVEIRO


Pelo menos um casal de ‘Big Brother Brasil 9’ já praticou sexo dentro do confinamento: Ralf e Milena. Imagens inéditas arquivadas pela Globo não deixam dúvidas sobre isso.


FLOP


O novo slogan da Record, ‘TV de Primeira’, não emplacou nem na emissora. Profissionais da casa sentem-se constrangidos e não o usam, porque a rede ainda tem menos da metade da audiência da Globo, a primeira de fato. Preferem o antigo, ‘Rumo à Liderança’.


EGOS


‘Poder Paralelo’, nova novela da Record, está com um problema curioso (mas não inédito): Paloma Duarte e Marcelo Serrado, que formam um casal, não se bicam. Ou melhor, não se beijam na boca.


PERISCÓPIO 1


Setores da Globo detectaram que o público está tendo dificuldades para entender termos ditos pelos personagens indianos de ‘Caminho das Índias’.


PERISCÓPIO 2


Para Gloria Perez, autora da novela, é ‘natural esse estranhamento inicial’. ‘Também aconteceu em ‘O Clone’, mas logo as pessoas começam a pegar’, diz, lembrando que ‘inshalá’ virou mania em 2002.


SÓ EM 2010


O Ministério Público Federal entrou com ação no STJ (Superior Tribunal Federal) contra ato do ministro Tarso Genro que liberou as redes de cumprirem a classificação indicativa nos Estados sem horário de verão. Mas dificilmente o STJ decidirá antes do dia 15, quando acaba o horário de verão.’


 


 


Folha de S. Paulo


Série da VH1 reconta história do rock


‘Com depoimentos de músicos e cantores como Roger Waters (Pink Floyd), Johnny Rotten (Sex Pistols), James Hetfield (Metallica), Michael Stipe (R..E.M.) e Noel Gallagher (Oasis), a série ‘Seven Ages of Rock’ repassa a história do rock, do vinil aos arquivos de MP3, dos Rolling Stones aos Arctic Monkeys.


Didática, mas sem soar enfadonha, a produção, que estreia amanhã no canal pago VH1, traz uma rica pesquisa de imagens, e entrevistas também com compositores e produtores do gênero. ‘Seven Ages of Rock’ começa no Reino Unido dos anos 60, quando uma geração de adolescentes começou a fazer música influenciado pelo blues americano – Keith Richards dedilha seu violão e canta bobagens para o documentário mostrando como é fácil inventar qualquer letra sob acordes do gênero.


E dali assistimos a ascensão dos Rolling Stones, Kinks, The Who e Yardbirds. Nos seis episódios seguintes, ‘Seven Ages of Rock’ revisa o surgimento do rock psicodélico dos anos 60, a explosão do punk na década de 70, a trajetória do heavy metal, o sucesso de bandas com Queen, Police e Dire Straits nos anos 80, o início do rock alternativo americano e a explosão do grunge e do britpop nos anos 90.


SEVEN AGES OF ROCK


Quando: estreia amanhã, às 22h


Onde: VH1


Classificação: não informada’


 


 


 


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